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‘Eles não sabem o que é o amor’

December 4, 2019

Por OM International

Tradução por Orlando Silva

 

Muita coisa tinha se passado, na vida de Noy, desde sua infância em uma vila pobre do sudeste da Ásia. Ela agora morava em uma grande cidade e tinha dinheiro para gastar e amigos ricos para lhe fazer companhia. Além disso, ela estudava. Apesar de tudo, Noy ainda sentia grande vazio – seu coração era triste e ansiava por algo mais. Um dia ela abriu sua Bíblia pela primeira vez, depois de muitos anos, e começou a

folhea-la, zapeando rapidamente pelas páginas. De repente, ela começou a chorar. Ela então ligou para seu pai, um pastor de sua vila natal.

 

“Eu tenho algo para contar-lhe”, disse ela. Ela tinha virado as costas para Jesus/Deus e tinha mentido para seu pai sobre estar lendo a Bíblia – e isso ocorria desde que ela tinha saído de sua vila, aos 14 anos.

 

“Eu sei” – ele respondeu.

 

Emocionada com tudo aquilo, a voz de Noy embargou ao explicar o que tinha a acontecido durante sua conversa com seu pai: “Ele disse que me perdoava, e que Deus ainda me amava e que me queria de volta.

 

Noy, então, decidiu entregar sua vida e seu futuro a Deus. “Eu não sei quando e nem onde”, ela orou, mas “eu prometo que quando eu terminar a faculdade eu vou Servi-Lo.

 

Agora, quatro anos depois, Noy trabalha em um café da OM que oferece treinamento de discipulado e lições de Bíblia para as pessoas das vilas que vem procurar emprego. Mas seu plano para longo prazo extrapolou para além de preparar doces e latte gelado: Ela pretende estabelecer um escola na mesma área pobre e com problemas de consumo de drogas de onde ela veio e onde ameaçaram matar seu pai. Sua história tem um pai que nunca desistiu dela e um Deus que afasta o medo e onde o amor sempre triunfa sobre o medo.

 

“Ele nos amou e morreu por nós”, ela diz, “ eu quero que eles entendam isso.”

 

MEDO E ODIO

 

Louvor ANIMISTA (crença ou filosofia de que tudo na natureza tem alma) - e medo do mundo espiritual imperava na pequena vila onde Noy tinha crescido, Além disso era uma das das províncias menos alcançadas pelo Evangelho.

 

Ela se lembra de ter assistido ao sacrifício de porcos que ocorriam todos os anos e também de ter ouvido os gritos angustiados e histéricos dos feiticeiros do lugar.

 

Seu pai era um pastor cristão e, em razão disso, as pessoas das vilas o odiavam.

 

Ajudados pela polícia, os moradores da vila, seguiam todos os passos de seu pai. Eles sempre sabiam onde ele estaria e zombavam de sua ppobrez. Além disso, o ameaçavam de morte.

 

Às pessoas que moravam na vila ele dizia que morreria de boa vontade por Deus. Ao invés de responder com raiva e violência seu pai continuou a servir as pessoas como antes, sempre levando esperança e alimento aos mais pobres.

 

“Eu nunca entendi porque meu não os odiava”, ela diz. “Eu não sabia, naquela época porque meu pai não os odiava.”

 

Mas em relação a ela o medo é o ódio eram muito reais. Apesar de ter aprendido sobre a Bíblia na escola domical, Noy evitava dizer para outras pessoas sobre suas relações com o cristianismo. Receava de que eles atentassem contra sua vida tambem. Na escola as pessoas que sabiam sobre sua fé a ameaçavam e faziam pouco dela.

 

Essas experiencias deixaram em Noy uma visão agridoce da religião cristã e aos treza anos ela odiava aquelas pessoas que queriam ver sua pai morto. O mesmo pai que não queria odiar aqueles que o odiavam e parecia olhar com certa ambivalencia o sofrimento de sua família.

 

Quando Noy fez 14 anos ela disse que queria mudar para a casa de seu tio em uma vila com uma atmosfera mais secular, ou menos cristã . Lá, com seu tio, que não tão religioso, ela passou a se divertir.

 

Esse estilo de vida mais solto e avesso às regras ou religiões foi até o final do ensino médio, quando enfim ela descobriu perdão. Depois de entregar sua vida a Cristo e graduar-se na escola ela começou a trabalhar no café da OM como aprendiz e depois decidiu ficar por mais tempo.

 

Noy, lembra-se de ter visto duas crianças da vila, um menino e uma menina, e os dois estavam chorando. Quando perguntou porque eles choravam eles disseram que não tinham dinheiro para comprar livros e lápis para a escola. O menino disse que eles iriam repetir de ano. “

 

Va disse Noy, eu vou comprar os livros para vocês , vocês ainda são pequenos.Se vocês cresceram e não tiverem estudado não terão trabalho .Ambas as crianças foram para a escola.

 

Por conta desse encontro Noy, sentiu Deus tocando seu coração para ajudar as outras crianças da vila, que, igualmente, cresciam sem recurso e com pais viciados em drogas e alcolatras.

 

Mas os velhos medos e preocupações ainda estavam lá ameaçando atrapalhar seu novo modo de vida. Noy então orou para Deus “Se você que me quiser de volta, faça-me ir.

 

‘…amá-los como Deus nos amou’…'

 

A partir desse dia, Noy voltou à sua aldeia natal várias vezes e, logo depois, iniciou as atividades educacionais básicas com as crianças. A OM comprou terras e atualmente está preparando papelada para começar a construir uma pré-escola, que incluirá atividades ao ar livre, aulas de inglês e arte e um almoço nutritivo.

 

Deus respondeu ao pedido de Noy – ela diz que se sente “feliz” e “animada” com seu trabalho, embora os medos não tenham desaparecido completamente e ela não tem ingenuidade sobre o que os moradores podem fazer com ela. Mas, quando se sente assustada, ora e lembra que “Deus está comigo”, diz ela. “Se algo acontecer, faz parte do plano de Deus”. A atitude dela em relação ao perigo ecoa a do pai: a vida na Terra é inerentemente temporária, diz ela, então “se eu morrer, tudo bem”.

 

Lembrando sua infância na aldeia, Noy agora entende que foi Deus quem encheu seu pai de amor por seus perseguidores. “Se Deus não trabalhasse nele, é claro que meu pai também os odiaria”, diz ela. Seu próprio ódio contra os aldeões se dissolveu em compaixão ao perceber a verdadeira razão pela qual odiavam seu pai: “Eles não entendiam o que é o amor”.

 

Ao cuidar dos filhos e conversar com os pais, por suas ações e, se possível, por suas palavras, Noy quer ajudar sua aldeia a abraçar a realidade do amor de Deus, o mesmo amor que deu coragem ao pai, e que pacificou seu coração rebelde. E isso a sustenta mesmo agora.

 

“[Quero] mostrar a eles que Deus os ama”, diz ela. “[Eu quero] amá-los como Deus nos ama.”

 

*Nome alterado

 

https://www.om.org/en/news/they-don%E2%80%99t-understand-what-love

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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