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Servindo a Deus com cafés e carpintaria

June 14, 2019

Por Kristen Torres-Toro

Tradução de João Marcos Hansen

 

Recentemente, a OM na Argentina entrevistou José*, um trabalhador argentino servindo no Sudeste Asiático. José e sua esposa, que é do Sudeste Asiático, têm uma filha de um ano e estão aguardando seu segundo filho no fim deste ano. Abaixo temos a história de como ele entrou para o serviço no estrangeiro e o que ele tem visto Deus fazer através do seu ministério bem atípico.

 

 

Como você ouviu falar da OM?

 

José: Eu me converti quando eu tinha uns 13 anos e a pessoa que compartilhou o evangelho comigo era (na época) o líder de campo da OM na Argentina. Quando eu tinha uns 17 anos, o Senhor me deu a passagem de Lucas 14:25-27: “Uma grande multidão ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para ela, disse: ‘Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo.’” (NVI)

 

Eu senti que Deus estava me chamando para algo mais na minha vida. Ele disse: “Quem quiser ser meu discípulo tem que deixar algumas coisas,” e havia alguns requisitos nos quais eu não me encaixava na época.

 

Eu fui para meu líder e disse: “Eu vejo essa passagem e começo a ver que as coisas dessa vida não me preenchem. Eu não quero viver uma vida normal com as coisas deste mundo. Quero algo mais.”

 

Eu comecei a me envolver mais com a OM e também fui para diferentes campos em países ao redor da Argentina, servindo com a OM ali também.

 

 

O que te levou ao Sudeste Asiático?

 

José: Na verdade eu nunca pensei que iria para lá, mas então me juntei a um programa da OM na Ásia chamado Equipe de Desafio Asiática (EDA). Neste programa, você passa um ano em dois países diferentes do Sudeste Asiático. Então eu fiz isso e durante meu segundo ano, meu líder perguntou se eu gostaria de ajudar a começar esse programa em um país diferente do Sudeste Asiático. Então eu orei e decidi ir.

 

Depois disso comecei a perceber que Deus queria que eu estivesse ali e que Ele estava preparando muitas coisas de antemão para que eu servisse neste país.

 

 

O que você tem feito no Sudeste Asiático?

 

José: Existem várias oportunidades para compartilhar o evangelho ali, mas precisamos do jeito certo para fazer isso porque estamos num país fechado, então temos um café. O propósito dele é nos ajudar a permanecer no país com vistos, mas isso também nos ajuda a estarmos próximos das pessoas de nossa comunidade.

 

Eu não posso chegar e compartilhar o evangelho com uma pessoa na rua, mas dentro do café, tentamos nos aproximar deles de um jeito que é o mais seguro para eles e também para nós. Ter um café, também permite que possamos contratar locais dos vilarejos ao redor, pessoas que se não receberem ajuda na forma de um emprego, vão acabar na prostituição ou algo do tipo. Damos a eles alojamento e emprego, compartilhamos o evangelho com eles e os discipulamos.

 

Isto é mais que só ensinar a Bíblia mesmo que isso seja importante. Precisamos estar com eles, ajuda-los e auxiliá-los nas suas decisões. Algumas vezes temos até que ensiná-los a se vestirem para uma entrevista e como ter relacionamentos saudáveis.

 

Alguns deles vem de vilarejos onde não tem nada e não sabem nada sobre o mundo afora, então passamos bastante tempo com eles ensinando-os e ajudando-os a entenderem o mundo hoje.

 

 

Como a sua vida na Argentina te preparou para o trabalho no exterior?

 

José: Quando eu era adolescente, tive vários empregos. Eu trabalhei em cafés e como carpinteiro e muitas dessas coisas eu uso agora no meu ministério no Sudeste Asiático.

 

 

Que história você pode compartilhar do seu tempo no Sudeste Asiático?

 

José: No discipulado que fazemos, temos cerca de 15 jovens. Doze deles estão trabalhando no café e na parte do discipulado, e temos discipulado eles por três anos. Algumas das garotas tem crescido em sua fé e são mais maduras, então temos tido a chance de coloca-las como líderes e outros papéis diferentes no café.

 

Pudemos enviar uma garota para trabalhar no navio! Era uma menina que tinha bastante potencial, mas ninguém na sua família ou vilarejo conseguia ver isso. Então comecei a encorajá-la dizendo que ela precisava fazer algo mais para Deus - que Ele lhe deu muito potencial para fazer algo diferente. Descobrimos que um sonho dela era encontrar pessoas, ajuda-las e leva-las a Deus. Então falei com o meu líder e perguntei se poderíamos enviar alguém para o navio, então a encorajei e desafie a ir.

 

Inicialmente ela não queria ir, mas então Deus lhe mostrou onde ela precisava ir. Agora ela está no navio e está indo muito bem. Eles estão até preparando-a para alguns papéis de liderança ali!

 

Com o navio vindo para a Argentina neste ano, significa que o ministério completou seu ciclo. Eu fui da Argentina para o Sudeste Asiático e agora existe alguém que nós discipulamos no Sudeste Asiático, no navio, na Argentina, compartilhando do amor de Deus no meu país.

 

 

Quais são alguns dos desafios no seu trabalho?

 

José: 1. Educação: Por eu estar num país fechado, um meio pelo qual o governo tenta controlar as pessoas é não dar uma boa educação. Então a maioria das pessoas não sabem ou não entendem várias coisas que acontecem no mundo, porque o governo também tenta manipular as decisões das pessoas. Muitas pessoas dos vilarejos tem sua própria perspectiva do mundo. Eles pensam que a única coisa que precisam é dinheiro. Se o governo lhes dá um pouco de dinheiro, eles vão desistir de tudo só para ter.

 

2. Drogas: Meu país é um dos maiores produtores e exportadores de ópio. Cerca de 80% da população é viciada porque não existe um bom sistema de saúde aqui. Muitos usam o ópio para resolver problemas de saúde ou psicológicos.

 

3. Prostituição e Tráfico humano: Muitas adolescentes estão sendo traficadas para prostituição. Gente vem para o nosso país e dizem que vão lhes dar um trabalho num país diferente. Aquelas que vão com eles acabam sendo vendidas para prostituição.

 

Existem vários jovens que querem sair desse sistema. Eles não querem que seu futuro seja alguém envolvido com prostituição ou drogas. Querem uma vida boa onde podem conquistar algo. Querem oportunidades. Então começamos a fazer o discipulado e lhes damos oportunidades de fazerem boas decisões. Eu comecei a ver bastante mudança nesses jovens. Eles estão vendo Deus trabalhando em suas vidas. Temos ensinando-os que Deus tem um propósito para suas vidas, então vários deles tem focado em encontrar seu propósito. Eles tem percebido que podem fazer aquilo que Deus quer que façam.

 

Este é um bom exemplo da seriedade da situação deste país porque muitos jovens acabam fazendo coisas que não são boas. Então quando eles veem esses jovens fazendo aquilo que Deus lhes mandou fazer, é um exemplo muito bom e um testemunho de que outros podem fazer também.

 

 

O que Deus tem te ensinado durante seus 10 anos com a OM?

 

José: Tenho aprendido que Deus gasta tempo em nossas vidas para nos preparar para o futuro. Tenho estado em missões por 10 anos, servindo em diferentes países, mas hoje eu posso ver muitas das coisas que Deus estava fazendo na minha vida antes de eu vir para o Sudeste Asiático e que foram para me preparar para essa temporada na qual estou agora - como trabalhar em cafés e aprender trabalho de carpintaria. Porque Deus tem um propósito neste país e Ele me colocou aqui e tenho que ser fiel ao que Ele quer que eu faça aqui.

 

Assim como José, você tem um talento ou habilidade (como trabalhar num café ou habilidades de carpintaria) que pode usar para servir a Deus no exterior? E se Deus te deu essa oportunidades e habilidades para usá-las como ministério?

 

Entre em contato conosco para explorar o que pode ser o significado de compartilhar do amor de Deus no exterior através da sua profissão!

 

*Nomes alterados por segurança

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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