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Ao longo do rio

June 4, 2019

Por Rebecca Rempel

Tradução de Ariela Lopes

 

"Eu sou estou muito grata que eu e meus filhos estão seguros", disse Amina. Viúva e mãe de cinco filhos, Amina e sua família moravam nas margens do rio Mocuba, em Mozambique. Embora ela dissesse que era muçulmana, Amina admitiu que não era muito religiosa.

 

Uma semana antes do Ciclone Idai se transformar numa tempestade de categoria quatro e inundar a cidade da Beira, a região de Mocuba foi atingida. A forte chuva caiu sobre a região tornando difícil para as pessoas irem a qualquer lugar.

 

A chuva e o vento eram tão fortes naquela noite, que os filhos de Amina foram para o quarto de sua mãe, onde todos ficaram juntos, incapazes de dormir. Amina se lembra de sentir medo e desamparo, pois não havia nada que pudessem fazer além de esperar a tempestade passar. Naquela noite, o lado da casa que era quarto das crianças desmoronou. No dia seguinte, quando todos estavam fora da casa, o quarto restante desmoronou.

 

Itens maiores que estavam na casa, como uma cama e cadeiras, foram recuperados e armazenados na casa de um amigo. Itens menores sofreram danos causados ​​pela água e não teve como ser recuperados. “Sinto-me mal por meus filhos terem perdido os livros da escola e seus pertences”, disse Amina.

 

A família ficou na casa de um vizinho por dois dias antes de se mudar para um acampamento designado pelo governo para aqueles que moravam ao longo do rio cujas casas haviam sido destruídas pelo Ciclone Idai. A tenda branca que a família recebeu era uma das duas dúzias de tendas ao redor de uma grande árvore.

 

O acampamento em si está localizado nos arredores da cidade - longe das margens do rio onde ficava a casa de Amina. A distância tem sido um grande desafio. Amina - que costumava comprar amendoim e depois cozinhar e vendê-lo no mercado - não pode mais trabalhar, pois o lugar onde ela comprava amendoim está localizado no lado oposto da cidade. Seus filhos, de 5 a 18 anos, devem caminhar duas horas para chegar à escola, exceto a filha mais velha, que fica na cidade. Ela tem ficado com um vizinho, para conseguir vender amendoim no mercado no lugar de sua mãe depois da escola. Qualquer lucro com as vendas dos amendoins são enviados para sua família.

 

Outras pessoas do acampamento já voltaram para suas casas que foram danificadas perto do rio, justificando a distância da cidade como razão para retornar. O trecho ao longo do rio é conhecido por inundações, e os moradores foram repetidamente orientados a se mudarem, mas a vida próxima a água é o que eles conhecem e para onde eles acabam voltando.

 

"Uma coisa que realmente me tocou quando conversamos com Amina foi que quando ela estava conversando conosco, ela não falava sobre comida", disse Mutita Kashimoto, Líder de Campo da OM em Moçambique. “Ela falou sobre o futuro de seus filhos, especialmente sobre a educação deles - e isso tocou meu coração.

 

A equipe da OM inscreveu Amina em Tabitha - um projeto do Freedom Challenge que capacita mulheres viúvas e vulneráveis ​​ensinando-as a costurar itens de qualidade para serem auto-sustentáveis.

 

Texto original aqui

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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