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Chuva interminável

May 14, 2019

Por Rebecca Rempel

Tradução de Orlando Silva

 

Em março de 2019 o ciclone Idai atingiu, Moçambique e Zimbábue; causando transtornos para cerca de 1.5 milhão de pessoas. Milhares de casas e plantações foram destruídas. As equipes da OM, baseadas em Malawi e Moçambique, foram diretamente impactadas pelo ciclone. Nos últimos seis anos, o obreiro da OM Macdonald, do Malawi, tem vivido numa área rural a vinte quilômetros da base da OM, ali, ele e sua família, compartilham o amor de Cristo e divulgam as Boas Novas. Abaixo, ele conta como foi sua experiência com o ciclone.

 

 

Chovia, como sempre. Era a estação de chuvas.

 

Nós, no vilarejo, não sabíamos do ciclone. A intensidade das chuvas nos pegou de surpresa, além disso não parava de chover. Não tínhamos informações precisas sobre o quê, de fato, ocorria.

 

Creio que choveu por quatro dias. Ininterruptamente. Dia e noite por quatro dias e quatro noites.

 

No entanto, não acreditávamos que pudesse piorar a ponto de derrubar as casas e destruir as colheitas.

 

Piorou no terceiro dia. Ouvimos, durante a noite, algo que nos pareceu, em princípio, tiros de arma de fogo, mas eram, na verdade, as paredes das casas caindo.

 

Mas o pior estava reservado para o quarto dia. Muitas casas não suportaram e ruíram. As pessoas, cujas casas tinham sido destruídas, procuraram a escola da OM nos pedindo para ficarem nas salas de locais de refeições.

 

Ao todo eram cerca de quarente pessoas: oito famílias e 16 solteiros. Eles não procuraram refúgio nos seus vizinhos porque as casas próximas tinham sido, igualmente, afetadas. Mesmo que a casa não ruísse, ela estaria condenada, em função de rachaduras ou vazamento de água pelo teto. Sendo assim, as pessoas correram para as escolas. Elas confiavam na solidez da construção de alvenaria das escolas ao invés de se sentirem seguras em casas feitas de barro.

 

Nós apoiávamos as pessoas, que tinham procurado as escolas dizendo: ‘não perca a esperança’, ademais, nós os visitávamos – de manhã, à tarde – para ver como eles estavam. Era, para nós, um privilégio ajudá-los. Algumas dessas pessoas eram reservadas, e, no dia a dia, -  não conversavam com a gente. Isso porque éramos cristãos e eles muçulmanos. Logo, era uma grande oportunidade para compartilhar com eles, durante as duas semanas em que ficariam na escola.

 

 

Depois da chuva

 

A chuva parou no quarto dia à noite. De repente, era como se fossemos uma comunidade. Famílias se frequentando e cozinhando juntos, lá.  Pessoas ajudando-se uns aos outros.

 

Alguns dos moradores vinham nos dizer: ‘Entendi, eu só quero dar alguma coisa, ajudar. ’ Então eu dizia: ‘Sim, essa é uma boa ideia. Podemos demonstrar amor especialmente quando as pessoas estão mais necessitadas. ’

 

As experiências com Deus são sempre mais intensas em tempos de tribulação e dificuldades. Não acho que alguém se opusesse a isso dizendo: ‘Por que você está compartilhando sobre Jesus? ’

 

Mesmo o chefe da tribo nos procurou e disse: ‘Obrigado por estar cuidando de nosso povo. Nós entendemos, agora, a relevância de se ter uma escola na comunidade; não é só para se aprender a ler e escrever, mas também para emergências. Dessa forma, podemos ter, aqui mesmo, um local que pode ser útil em catástrofes como essa. ’ Foi como se estivéssemos confraternizando socialmente com a comunidade, em especial, com o chefe e com as pessoas que, até aquele momento, não entendiam porque estávamos na vila.

 

Porque Jesus nos ama, não é difícil que compartilhemos com, coragem e ousadia, nossas experiências com Ele.  Na verdade, eu compartilho o amor de Cristo por que eu O experimentei em minha vida. Ademais, esse Amor dá sentido à minha vida.  Inclusive agora, enquanto eu falo.

 

 

Seguindo em frente

 

Ouvimos, nas rádios, que havia pessoas sofrendo com as chuvas em Moçambique e Zimbábue. Foi quando entendemos, que haviam pessoas em outros países que também tinham sido afetadas. Cerca de duzentas e vinte pessoas tinham sido prejudicadas, ali onde estávamos.  As casas ruíram completamente, suas colheitas desapareceram. Nós da OM, acompanharemos o pós desastre para ver como as pessoas vão se sair. Esse será nosso foco principal: checar se as pessoas estão bem, estão sendo bem cuidadas e, sobretudo, encorajadas pela Palavra de Deus.

 

Se você tem a oportunidade de ajudar alguém em algo no qual eles estão tendo dificuldades, acho que essa á a oportunidade para terem uma experiência com Jesus.

 

As equipes da OM em Malawi e Moçambique estão, no momento, pensando como ajudar às populações atingidas pelo ciclone.

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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