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Como eu vejo

February 6, 2019

Por OM Internacional

Tradução de Liliane Nascimento

 

 

Missão Integral

 

Em maio de 2011, eu estava em uma reunião com a equipe de líderes da OM do Oriente Próximo. Estávamos discutindo a situação na área, que estava claramente caminhando para uma guerra civil total, nós concordamos muito claramente que não iríamos nos envolver no trabalho de ajuda. Nós tínhamos equipes na região com um relacionamento forte de discipulado com alguns crentes locais, estávamos trabalhando com treinamento e capacitação, trabalhando ao lado de alguns dos crentes em iniciativas de plantação de igrejas. Envolver-se em trabalhos de ajuda humanitária seria uma distração de tudo isso, além disso, a experiência anterior nos lembrou que grandes esforços de ajuda podem se tornar intermináveis ​​e consumir a todos. Nós simplesmente não nos envolveríamos.

 

Um ano depois, estávamos administrando um grande projeto de ajuda humanitária que atendia tanto os habitantes locais quanto os dos países vizinhos.

Por que essa mudança dramática em nosso pensamento e ações? Bem, construímos bons relacionamentos com vários crentes e igrejas locais. E  a maior mudança em suas vidas foi por causa da guerra. Então, eles tiveram que responder às necessidades em torno deles. Poderíamos realmente ter dito: "vamos ajudar com o discipulado, mas a respeito do maior acontecimento de suas vidas neste momento, com isso não vamos nos envolver?” Que tipo de evangelho estariamos proclamando ou demonstrando? Então, nos envolvemos, trabalhando em parceria com crentes e igrejas locais que tinham amor por sua comunidade e pelas comunidades ao seu redor.

 

 

Sendo diferente

 

Procuramos trabalhar com grupos específicos. No entanto, no Oriente Próximo, você ajuda seu próprio povo, os sunitas ajudam os sunitas, os xiitas ajudam os xiitas, os católicos ajudam os católicos, os evangélicos ajudam os evangélicos. Nós estávamos determinados a sermos diferentes, porque o evangelho é diferente.

 

Juntos, criamos projetos de ajuda humanitária com diferentes características e queríamos ser verdadeiramente inclusivos. À medida que planejávamos e revisávamos regularmente os projetos, fizemos várias perguntas: Estamos fornecendo ajuda onde é mais necessário? Os projetos estão sendo executados com transparência? O acesso à ajuda é fornecida de acordo com a necessidade e independentemente de afiliação religiosa ou abertura espiritual? Nossos projetos estão oferecendo oportunidades para que os crentes cristãos locais se envolvam com pessoas de outras origens religiosas? As pessoas têm a oportunidade de ouvir o evangelho, em seu sentido mais amplo, através de nossos projetos? Aqueles que estão espiritualmente abertos têm a oportunidade de participar de um estudo bíblico (ou alguma outra possibilidade de acompanhamento) que poderia levá-los a fazer parte de uma nova comunidade de crentes?

 

Nos fizemos muitas outras perguntas. Sentimos que se o projeto e a implementação do dele não fossem integrados dessa maneira, nosso trabalho não seria holístico, não seria uma demonstração e uma proclamação do evangelho. A ajuda seria oferecida de acordo com a necessidade e independentemente da abertura espiritual de alguém. Sabíamos que havia um caminho claro entre o projeto e as comunidades locais que potencialmente seriam comunidades vibrantes de seguidores de Jesus era fundamental. De fato, se esse não fosse o caso, acreditávamos que estaríamos prestando um desserviço aos que procurávamos servir e ao próprio evangelho.

 

 

Onde nós vemos a missão

 

Eu me sinto realmente encorajado por saber que nós, como OM, estamos cada vez mais lutando com o que o ministério 'integral' ou 'holístico' significa à luz da nossa missão e visão. Eu acho que é uma história não contada e desconhecida na OM que quando estamos vendo frutos, o contexto, é muitas vezes, uma abordagem holística. Eu acredito que isso seja verdade na maioria dos casos. Isso pode incluir projetos de desenvolvimento na Ásia Central, treinamento esportivo e grupos de auto-ajuda na África, projetos de ajuda na Europa e Oriente Próximo ou simples envolvimento da comunidade em uma variedade de outras formas. E muitas vezes há muitas vantagens no engajamento simples da comunidade em grandes projetos.

 

Precisamos proclamar e demonstrar o evangelho, vivê-lo de maneira vibrante em nossas próprias vidas entre os povos e comunidades menos  alcançados. Nossa oração é que as novas comunidades de seguidores de Jesus que estão surgindo sejam testemunhas do poder transformador do evangelho, fazendo uma diferença tangível e sustentável em suas sociedades.

 

Stephan Bauer* atualmente é o Diretor Associado Internacional para Ministérios em Campo, ele diz que é um momento empolgante (e assustador) para se envolver nesse tipo de liderança.

 

*Nome alterado para segurança

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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