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Até o último damasco

February 1, 2019

Por Nicole James

Tradução de João Marcos Hansen

 

No final de uma viagem de comunicações de uma semana para a Ásia Central, meu marido e eu andamos pela margem rochosa de um grande lago. Antes nós fomos nadar nas águas de um turquesa inacreditável, eu estava usando um vestido de algodão tradicional solto e calças e tentando secar as dobras do tecido antes do sol se por.

 

Estávamos chegando ao final da praia e tínhamos acabado de dar meia volta, quando um grupo de mulheres sentadas juntas nos chamaram. Elas perceberam que éramos estrangeiros e, ao nos aproximarmos, abriram um grande pote de vidro com damascos secos que estava guardado atrás da sua variedade de comida de piquenique. Uma das mulheres esvaziou uma sacolinha de plástico e derramou metade do conteúdo do vidro nela. Então nos entregou a sacola junto com um pacote de salgadinho e sorriu.

 

Meu marido e eu colocamos nossas mãos sobre os nossos corações, sorrimos de volta e dissemos, “Obrigado.” Então caminhamos de volta para a sombra onde estava o nosso grupo naquela tarde. Quando pegamos um dos damascos secos para experimentar, percebemos que estavam recheados com amêndoas. Querendo mostrar nossa apreciação pelo presente, pegamos meio pacote de doces com cobertura de amêndoas que havíamos comprado no início da semana e uma barra de chocolate fechada para levar de volta para as mulheres.

 

Não falávamos nada do idioma local ou mesmo do russo que era amplamente falado. Quando voltamos às senhoras, entregamos nossa pequena oferta e sorrimos novamente. Então, através de uma série de gestos, elas nos convidaram a sentarmos juntos. Nos aconchegamos na beirada da plataforma de madeira e tentamos nos comunicar. Perguntamos sobre os damascos, imaginando quem teria feito essas guloseimas recheadas. Elas riram e tentaram responder, gesticulando o processo de colheita, tirar as sementes, secar e rechear a fruta.

 

Elas chamaram seus filhos, enrolados na toalha depois de nadar, e eles abriram um app de tradução nos seus celulares. Apesar da tecnologia, não conseguíamos entender muito, mas continuamos a expressar a nossa apreciação pelo seu país e por sua generosidade.

 

Eventualmente, nos levantamos, prontos para nos reunir àqueles com quem tínhamos viajado. Mas antes que pudéssemos sair, elas pegaram o vidro de damascos secos novamente e o abriram. Então o viraram, derramando todos os damascos em outra sacola plástica. Tentamos protestar, querendo que elas ficassem com um pouco desses doces que obviamente deram trabalho, mas elas recusaram, nos despedindo com a segunda sacola.

 

Esse ato de generosidade ficou gravado para mim. Éramos estranhos e elas nos chamaram para nos abençoar. Elas não precisavam nos dar nada - muito menos tudo - mas o fizeram com sorrisos nos rostos. Não nos conheciam, não esperavam por nada em troca, simplesmente deram.

 

Que imagem linda de generosidade - o tipo de abundância transbordante e que não foi pedida, mas que Deus se deleita em dar aos Seus filhos. E o tipo de generosidade extravagante que se espera que nós tenhamos em troca.

 

“Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra.” - 2 Coríntios 9:6-8 (NVI)

 

Como missionários que tem que levantar sustento, meu marido e eu sabemos tudo sobre pedir aos outros para serem generosos e se alegrarem nas contribuições resultantes da sua escolha em investir no Reino de Deus através do ministério que Deus nos confiou. Então, tentamos ser bons mordomos com esse dinheiro e usar uma porção desses fundos para abençoar outros.

 

Mas as senhoras na praia me desafiaram a mais - não apenas a doar de olho no orçamento ou no que sobrou, mas virando o vidro de ponta cabeça e chacoalhando-o em benefício de outros.

 

Este ano, vamos além das contribuições com aqueles a quem amamos e em vez disso, vamos buscar maneiras de abençoar estranhos, a ir além para receber pessoas que não conhecemos, a doar o que temos sem recusar nada - e a nos alegrarmos nas promessas de Deus de que à medida que contribuímos alegremente, Ele continuará a nos prover com tudo o que precisamos para fazer as Suas boas obras.

 

Você já experimentou a generosidade extravagante de um estranho? Que ideias você tem para abençoar outros este ano?

 

Nicole James é uma escritora internacional pela OM, apaixonada por publicar histórias do trabalho de Deus entre as nações e contando às pessoas sobre as coisas maravilhosas que Ele tem feito ao redor do mundo.

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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