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Equipando árabes para alcançar os menos-alcançados

December 18, 2018

Por Nicole James

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão de João Marcos Hansen

 

Nos últimos anos os membros da OM no Oriente Próximo experimentaram uma necessidade crescente de envolver mais crentes árabes em equipes internacionais. A liderança de campo observou as igrejas locais começarem a crescer e expandir sua visão e capacidade de enviar missionários.

 

“O que torna a OM única é um chamado para fazer parceria com a igreja local e um foco para ir onde não há igrejas”, descreve o Líder de Campo da OM Oriente Próximo, Jeremy*.

 

Como uma forma prática de preparar crentes locais de origem muçulmana e cristã para serem enviados em missões de longo prazo com a OM, o campo estreou seu Programa de Estágio Árabe em fevereiro de 2016. O programa de um ano começa com um treinamento de residência de três meses. Para a segunda metade do programa, os participantes se juntam a uma das equipes da OM existentes no Oriente Próximo (Líbano, Jordânia, Síria e Iraque) ou são pioneiros em um novo movimento em uma área não alcançada.

 

Três crentes sírios de origem muçulmana (COM) completaram o primeiro ciclo de treinamento enquanto sete crentes cristãos egípcios entraram no segundo turno.

 

“Os participantes vêm com muita experiência no ministério, provavelmente ainda mais experiência de ministério do que esperamos dos novos membros da equipe internacional”, observou Jeremy.

 

Eles também falam árabe fluente e, até certo ponto, conhecem a cultura, embora existam diferenças significativas entre os países e regiões árabes, reconheceu Jeremy. O treinamento cultural "é focado em como viver em uma área que não é o lar e lidar com todos os problemas transculturais que surgem."

 

Equipando os estagiários locais com ferramentas de ministério reproduzíveis, semelhantes ao que os OMers estrangeiros aprendem no programa de treinamento de dois anos para novos membros e ajudando-os a aprender como prosperar em um ambiente de equipe, a OM espera enviar um fluxo de mais trabalhadores árabes para as regiões menos alcançadas.

Os estrangeiros muitas vezes gastam muito tempo e esforço (apesar de necessário) para aprender a língua e a cultura, enquanto os nativos podem começar a aprender e implementar ferramentas evangelísticas quase que imediatamente.

 

A velocidade com que os estagiários locais começaam a causar impacto é "bastante surpreendente", disse Jeremy. “O pessoal da escola de estágio abriu a Bíblia 21 vezes [em visitas domiciliares] dentro de um mês. Como estrangeiro, fiquei feliz de poder comprar frutas depois de um mês [estudando árabe].”

 

No entanto, "não estamos nos afastando de ser uma organização internacional. Temos força quando combinamos culturas diferentes.” Jeremy esclareceu. “Eu acho que toda a igreja internacional tem um papel a desempenhar e eu espero que haja pessoas de fora do mundo árabe nessas equipes também.”

 

 

O ajuste certo

 

Hamad* e Nidal* foram dois dos três primeiros árabes a completar o módulo de treinamento de três meses. Hamad estava procurando uma oportunidade para servir a Deus usando o dom do evangelismo. Nidal queria começar o ministério em um lugar onde nada estava acontecendo.

 

O treinamento, eles disseram, era pessoal e prático. Eles empenharam tempo aprendendo como facilitar Estudos Bíblicos de Descoberta (EBD) nas visitas. Também praticavam eles mesmos. “Fizemos EBD de manhã juntos, então primeiro aplicamos a Bíblia em nossas próprias vidas e nos desenvolvemos antes de esperarmos que outras pessoas a aceitassem”, explicou Hamad.

 

Mesmo que ambos os homens sejam de origem muçulmana, eles foram discipulados em uma igreja local e aprenderam a terminologia cristã. Como estagiários da OM, eles aprenderam a falar sobre Jesus para pessoas que nunca ouviram o evangelho e como usar a linguagem que os muçulmanos entendem. "Por exemplo, os cristãos diziam: 'Estamos sujos em nossos pecados e Deus nos lavou o sangue do Cordeiro'", disse Hamad. "Para um muçulmano, você poderia dizer: 'Deus nos tirou da nossa vergonha e nos deu honra.'”

 

“O que eu realmente gostei no treinamento foi poder encontrar os crentes locais que estão no ministério, que têm muita experiência e podem ajudá-lo a entender as coisas e levar a relacionamentos que não eram possíveis”, disse Hamad. “Eu fui realmente encorajado; quando havia problemas na minha família, as pessoas ficavam ao meu lado e oravam por mim.”

 

As orações respondidas nas visitas foram uma característica marcante do tempo de Nidal no treinamento. Numa família que conheceu, não havia ninguém empregado na primeira vez em que ele os visitou. Ele orou por eles. Na segunda visita, todos tinham empregos. Em outra ocasião, a família perdeu a papelada da ONU, o que lhes permitia viver no país como refugiados. Nidal orou novamente. Quatro dias depois, a família telefonou para ele e anunciou que os documentos haviam sido encontrados. "Isso foi realmente especial para mim", lembrou Nidal.

 

O programa de estágio, resumiu Nidal, “é uma ótima ideia. Ensina você, te treina para o ministério e, ao mesmo tempo, é através da escola que há mais plantio e semeadura do que está acontecendo.”

 

Após a conclusão da escola de treinamento de três meses, Nidal e Hamad se juntaram a uma equipe de plantação de igrejas da OM na área onde o treinamento foi realizado, permitindo-lhes desenvolver relacionamentos feitos durante o treinamento, bem como expandir para novas famílias. “Não há igrejas aqui. Há poucas pessoas evangelizando nessa área. Não há muitas pessoas ministrando aos refugiados sírios aqui”, disse Nidal. “Nossa visão é ver a igreja crescer aqui nesta área.” Além da contribuição como treinadores dentro e fora do Campo do Oriente Próximo, Nidal e Hamad ajudaram a facilitar a segunda escola de treinamento.

 

Ore para que o Programa de Estágio Árabe encontre novas fontes de financiamento para que possa continuar a treinar e equipar trabalhadores locais para alcançar as áreas menos atingidas do Oriente Próximo (Líbano, Jordânia, Síria e Iraque). Ore por graça para que os atuais estagiários se unam a equipes e sabedoria à medida que grupos futuros procuram estabelecer novas equipes em novos locais.

 

*Nome alterado por segurança.

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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