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Ajudando as vítimas da inundação em Myanmar

December 4, 2018

Por Ellyn Schellenberg

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão João Marcos Hansen

 

Em muitas situações em que há bastante sofrimento, passar tempo com as pessoas ajuda a transmitir a mensagem de amor da OM com mais intensidade. Recentemente, uma equipe da OM visitou uma aldeia inundada no sul de Mianmar para distribuir alguns itens básicos de alimentação; eles também passaram algum tempo sentados com muitas pessoas afetadas pelo desastre natural e ouvindo seus relatos dolorosos.

 

Alice*, membro da equipe da OM em Mianmar, sentou-se em frente a uma mulher que segurava seu bebê de dois meses. Seu nome significava “flutuar na água” porque ele nasceu nas águas da inundação. A equipe da OM deu a ele o nome Moisés, que da mesma forma era uma criança que flutuava nas águas. Quando as dores de parto da mãe surgiram, o mesmo aconteceu com as inundações. Então a mulher, cujo marido trabalhava fora da área e mandava dinheiro para casa para sua família, foi para outra casa em busca de segurança, mas a água continuava subindo. Ela então foi levada meio carregada, meio caminhando até a casa mais alta na aldeia e, quando chegou ao terceiro andar da construção, a criança nasceu.

 

Durante dois dias, o recém-nascido e sua mãe esperaram por um barco para levá-los a um salão na comunidade local em uma cidade vizinha. Quando as águas da inundação diminuíram, a dupla retornou ao que restava de sua casa; o telhado estava meio perdido. Se chovesse durante a noite, eles e muitos outros com casas semelhantemente danificadas teriam que se sentar e não poderiam se deitar, pois não havia cobertura para ficarem abrigados da chuva.

 

Devido à falta de comida, a jovem mãe era incapaz de amamentar seu bebê, então ela estava tentando extrair leite em uma garrafa. Alice, que também era mãe, deu algumas instruções úteis e depois também lhe deu um pouco de comida. Toda a comunidade estava juntando sua comida e dinheiro, mas não havia o suficiente para todos. A comida que a equipe da OM deu foi o primeiro auxílio alimento que essa comunidade recebeu em uma semana. Quando eles estavam saindo, a mãe de Moisés chorou. O pastor local em parceria com a OM perguntou se eles poderiam orar por ela. Ela aceitou, então a equipe se sentou ao redor dela novamente para orar por esse bebezinho e sua mãe.

 

Em outra aldeia onde as águas da enchente acabaram de baixar, a equipe da OM sentou-se com um grupo de oito mulheres, todas com mais de 60 anos. Elas tinham artrite, hipertensão e problemas estomacais. Foi a segunda vez em cerca de seis semanas que uma equipe da OM visitou a vila e as pessoas foram chamadas pelo chefe local usando um alto-falante para vir buscar as doações de alimentos que a equipe da OM tinha trazido. Lentamente, as mulheres idosas que carregavam bebês foram buscar as doações e ficaram para conversar com os membros da equipe.

 

A maioria dos pais dessas crianças trabalha em outros países, pois há poucas fontes de renda na aldeia. Então os avós criam os filhos. A aldeia não tem ensino médio, então a maioria das crianças, quando completam 14 anos, se mudam para outro lugar para encontrar trabalho. Se os alunos optarem por continuar na escola secundária, eles precisarão andar cerca de um quarto de milha, fazer um passeio de barco de 30 minutos pelo rio e caminhar por mais uma milha apenas para chegar até um ônibus que os levará para a escola.

 

Quando a equipe da OM distribuiu pacotes de arroz, as mulheres idosas agradeceram profundamente. A aldeia é fortemente influenciada por um monge de alta ordem, que nunca permitiu que os cristãos viessem. No entanto, conforme a equipe se estabelecia na aldeia, o chefe convidou-os para vir como igreja e fazer uma viagem médica e sediar um concerto em torno do Natal. Ele até se ofereceu para arrumar as coisas para a equipe. Mesmo que não seja um crente, ele ficou tão tocado pelo trabalho que o pastor local e as equipes da OM estiveram envolvidos desde a inundação que ele ouviu os sermões do pastor toda semana. Através deste relacionamento em desenvolvimento, os cristãos estão sendo convidados a fazer mais em uma área que não tinham permissão para visitar anteriormente.

 

Para a maioria das famílias, a pressão financeira da inundação foi esmagadora. Aqueles que tinham algumas economias, gastaram nos sistemas de pooling em que muitos moradores começaram a compartilhar sua comida e finanças entre todos. Apesar de terem tão pouco para si mesmos, as pessoas são rápidas não apenas em compartilhar umas com as outras, mas também em estender sua generosidade às equipes da OM que as visitava.

 

Depois de falar e orar com um tradutor com quem passaram o dia, um membro da equipe da OM compartilhou: “Fomos dar arroz, mas acho que [a mulher] sentiu amor. Ela nos convidou muitas e muitas vezes para ir a sua casa e comer com ela outro ano, e que poderíamos dormir em sua casa. A generosidade dessas pessoas que não têm comida diária suficiente é muito tocante.”

 

*Nome alterado por segurança

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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