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Esperança no meio da tempestade

November 28, 2018

Por Nicole Walters

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão de Jéssica Ferri

 

Desde agosto, uma organização parceira da OM envia equipes da capital uma ou duas vezes por mês aos campos de refugiados em Cox's Bazar, onde cerca de 700 mil Rohingya fugiram da violência em Mianmar desde o último verão.

 

As equipes desenvolveram um bom relacionamento com o exército e, em abril, foram solicitadas a ajudar na distribuição de alimentos e suprimentos para as famílias que não tinham o suficiente.

 

Uma pequena equipe conseguiu distribuir itens que incluíam alimentos, sabão e guarda-chuvas para proteção contra o sol escaldante do verão e as chuvas de monção a mil famílias. No dia seguinte, os membros da equipe passaram um tempo com as crianças, protegendo-as do sol, cortando as unhas, penteando os cabelos, orando em silêncio e fazendo-as se sentirem cuidadas e amadas.

 

"Estamos cientes de que é pouco o que podemos fazer, mas sabemos que Deus nos chamou para não desviar o olhar, mas fazer alguma coisa", explicou o coordenador do programa, Pastor Saul*.

 

“Quando oramos: 'Venha o teu reino, assim na terra como no céu', o que oramos? Há fome no céu? Falta de abrigo? Não. Se nós como cristãos oramos essa oração, também precisamos agir. A oração não é suficiente. Precisamos ajudar também”, disse o pastor.

 

O parceiro da OM quer passar da distribuição para uma presença de longo prazo nos acampamentos e na comunidade do entorno. Alguns trabalhadores de curto e longo prazo chegaram recentemente a Bangladesh com o objetivo de construir um trabalho mais duradouro nessa área.

 

Sophia*, uma das pessoas que trabalham para estabelecer o escritório perto de Cox Bazar, juntou-se aos esforços de distribuição em abril. Ela compartilhou que quando os membros da equipe cumprimentaram as mulheres e crianças, a maioria retornou com sorrisos. Sophia disse que sentiu a presença de esperança nos acampamentos, mas também tem muito medo à medida que a estação das monções se aproxima.

 

"Tudo o que eles estão construindo agora pode ser destruído nas próximas semanas e meses", disse ela. Existem verdadeiros receios de que os abrigos temporários que foram estabelecidos sejam demolidos pela chuva forte e ventos. “Estradas ficarão inacessíveis para ajuda, famílias serão separadas por deslizamentos de terra, pânicos, evacuação, latrinas trasbordarão, o acesso à água potável será cortado e as doenças se espalharão”.

 

As ONGs estão distribuindo kits para tornar os abrigos instáveis os mais seguros possíveis e implementando planos para uma melhor drenagem e um sistema de identificação para as crianças, caso elas sejam separadas de suas famílias. Os parceiros da OM querem trabalhar para uma presença sustentável entre este povo resiliente e esperançoso, permanecendo muito tempo depois que as chuvas cessarem.

 

Ore por eles enquanto eles buscam obter as permissões necessárias do governo para trabalhar lá. Por favor, orem pela saúde e segurança do povo Rohingya com todos os novos perigos que as chuvas de verão devem trazer e para que eles conheçam o amor do Pai que os vê no meio da tempestade.

 

*Nome alterado por segurança

 


A OM Bangladesh conta com 1 família de missionários brasileiros atuando

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

 

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