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Oração piedosa

November 14, 2018

Por Hannah Rueber
Tradução de Rodrigo Mendes
Revisão Alana Romão Santiago

 

Desde cedo, Kieran Fitzgibbon, nativo de Cork, sentiu Deus chamando-o para a Rússia. “Eu tinha 11 anos quando Ele disse 'vá para a Rússia' e eu disse 'ok'”.

 

Kieran nunca duvidou ou lutou contra isso, ao contrário, percebeu que esse chamado era uma característica constante de sua vida. Ele estudou russo e teologia na faculdade e visitava companheiros de curso durante um ano que passou no exterior em Moscou.

 

“Eu vi um cara instalando cabos de rede no prédio onde meus amigos estavam hospedados”, lembra ele. “Quando o vi, tive esse pensamento de Deus me dizendo: 'É assim que você vai entrar na Rússia ... por meio do trabalho de TI (Tecnologia da Informação)' Eu queria morar lá, estar entre as pessoas e viver minha vida para Deus (com um trabalho normal).”

 

Como recém-casados em 2009, Kieran e Ciara visitaram o navio da OM, o Logos Hope, em Cork, onde surpreendentemente encontraram alguns trabalhadores russos a bordo. Os amigos que eles fizeram durante a viagem preparariam o palco para a introdução oficial deles na Rússia mais tarde.

 

Enquanto gerenciava o departamento de TI em seu trabalho numa fábrica por um ano, Kieran recebeu treinamento especializado que o qualificaria para a próxima porta que Deus abriria. Lembrando-se de que Deus os guiava por meio do trabalho com TI, Kieran e Ciara viram um anúncio postado no Facebook por um amigo russo do Logos Hope. A OM Rússia estava procurando um Gerente de TI.

 

“Nós oramos sobre isso”, Kieran compartilhou, “e realmente sentimos que Deus nos levava a fazer isso. Colocamos de lado nossas preferências (um emprego que pagava com regularidade em vez de viver com apoio missionário) e partimos para isso. Então, acabamos na Rússia.”

 

 

Para a Rússia e de volta

 

Ciara compartilhou que “um dos maiores choques culturais foi como as pessoas se relacionavam umas com as outras em público e quanto tempo levava para se conectar. Mães no parquinho não conversavam. Os moradores locais suspeitavam muito dos estrangeiros. Disseram-nos que levaria de dois a três anos para criar uma amizade com um russo, o que era bastante certo.”

 

Kieran e Ciara originalmente concordaram em servir por um ano, mas eles sentiram que Deus guiava sua família para ficar por um total de cinco anos.

 

Quando o seu quinto e último ano na Rússia se aproximava, eles começaram a se preparar para retornar à Irlanda. O primeiro passo foi orar sobre para onde eles retornariam na Irlanda. Ciara lembra que “o Senhor me disse que estava me jogando uma bola curva e não seria como eu pensava.”

 

“Pedi ao Senhor que enviasse alguém para nós, ao invés de nós especificamente procurarmos algo”, compartilhou Ciara. No dia seguinte alguém nos contatou, dirigindo-nos para Tramore, no condado de Waterford. Aconteceram muitas confirmações depois disso, levando-nos a mudar para lá. Cada passo exigia que Deus abrisse uma porta para nós.

 

Voltar à Irlanda não foi apenas uma transição, mas um choque cultural contrário. “Dos 11 aos 30 anos tive esse sonho (de morar na Rússia)”, disse Kieran. “Então vivi o sonho, o que foi um grande privilégio. Voltamos a Cork com essa visão de que Deus nos traria a Tramore, simplesmente não sabendo como.

 

“Enquanto estávamos na Rússia”, disse Ciara, “Deus nos deu essa visão de comunidade, de viver e conhecer nossos vizinhos e ver o Seu Reino vir.”

 

“Quando voltamos, estávamos desempregados, sem lar e não na Rússia”, compartilha Kieran. "Por meio de uma série de "coincidências" inacreditáveis, encontramos escolas para nossos três filhos, uma casa para alugar e depois um emprego."

 

"Deus pode ter um impacto em qualquer lugar", disse Ciara. "Ele é tão gentil e cuida dos mínimos detalhes."

 

Para Kieran: “Nossa vida em conjunto, o que queremos ensinar aos nossos filhos, se resume a pedir a Deus. Se estamos servindo na Rússia, desenvolvendo uma carreira nisto ou naquilo, ou varrendo uma estrada em algum lugar como trabalho. Tudo o que Ele quer é a nossa obediência. É uma luta me policiar de forma que eu nunca pare de depender de Deus."

 

Ciara reconheceu que “estar na Rússia foi um treinamento. Deus me ensinou tudo o que eu pensava que sabia, mas não sabia. Foi também um lembrete para sermos nós mesmos. Quando as pessoas colocam missionários em um pedestal, elas optam por sair. (Mas Deus) quer ver o Seu reino vir para cada pessoa.”

 

O futuro não é exatamente claro para a família Fitzgibbon, agora um grupo de seis pessoas. Kieran descreveu como: "Não temos ideia do que vai acontecer, mas estamos vendo isso como uma aventura. Ir à Rússia e voltar sempre fez parte de nossa caminhada com Deus.”

 

"É emocionante porque não sabemos muitas coisas", concordou Ciara. “Nossos filhos estão aprendendo a se relacionar com os irlandeses, a serem eles mesmos e a comunicar quem são para pessoas que nunca ouviram falar de Jesus. As pessoas perguntam: ‘você vai voltar para a Rússia?’ Eu não sei. É muito provável, mas sob quais circunstâncias não sabemos. Sinto que ainda não terminei minha missão na Rússia.”

 

Texto original

 

A OM Rússia conta com 1 missionário brasileiro atuando

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

 

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