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Turnê de missões de mobilização

October 10, 2018

Por Nicole James

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão de Jéssica Ferri 

 

Um medo incapacitante de elevadores, um relacionamento romântico terrivelmente ruim e um instantâneo da Copa do Mundo de 2006 - você nunca ouviu "Pray, Give, Go" assim antes. Quando os funcionários da OM Naemi Siemens (Alemanha), 18, Casey Sbrana (EUA), 24, e Timothy Tai (Reino Unido / Malásia), 38, iniciaram uma turnê de mobilização de 7 mil quilômetros em 5 semanas por toda a Argentina, eles usaram testemunhos pessoais e analogias únicas para ajudar igrejas e grupos de jovens a entender a importância das missões globais.

 

A turnê de mobilização, de 11 de janeiro a 16 de fevereiro de 2018, foi um protótipo e uma resposta a orações, de acordo com o líder de campo da OM Argentina, Markus Leder. "Sabíamos que queríamos fazer equipes itinerantes e mobilização, mas nunca o fizemos", admitiu ele. Quinze anos depois que ele e sua esposa Vanesa se mudaram para um subúrbio de Buenos Aires, capital da Argentina, com três novos membros de equipe chegando e as férias anuais de verão se aproximando - tradicionalmente o período mais difícil para Markus preencher o ministério - “foi o momento certo para fazê-lo".

 

Recentemente matriculados em aulas de espanhol, o trio de novos OMers filmou um vídeo simples com suas oficinas temáticas de missões e Vanesa, uma argentina, publicou nos canais de mídia social da OM. Mais de 20 igrejas responderam, convidando a equipe a visitar vários acampamentos de verão e retiros de jovens. “De acordo com as datas dos acampamentos, tentei fazer um mapa ligando os pontos”, lembrou Vanesa. A viagem estava acontecendo.

 

 

Desenvolvimento curricular

 

Como preparação para a viagem, alguns meses antes da data, a equipe dividiu tópicos, montou trajes para a 'apresentação do chapéu' - uma demonstração interativa da proporção de missionários servindo entre os grupos de pessoas menos alcançados - e testou seu programa em um punhado de acampamentos de outubro a dezembro.

 

A equipe desenvolveu workshops individuais de uma hora de duração, correspondendo a "Pray, Give, Go", há muito considerado o slogan informal da OM. Naemi optou por se concentrar em oração por causa da importância recém descoberta em sua vida. "Eu nunca fui uma pessoa de oração e passar um tempo com Deus geralmente era algo que eu tinha mais como obrigação", ela compartilhou. “Mas aqui [na Argentina], como eu não tinha a minha rotina diária como na Alemanha, encontrei a diversão e a alegria de passar tempo com Deus”.

 

Casey, cuja apresentação estava em progresso, contou ao público sobre sua primeira experiência em uma viagem missionária de curta duração para a África (sua mãe o fez ir) e como conheceu um novo amigo lá que nunca tinha ouvido falar de Jesus. Ele também apresentou os "cartões de compromisso" - ofertas do tamanho de cartões de visita que o público poderia manter.

 

"Acreditamos que há poder em fazer esse compromisso com o Senhor, anotá-lo e torná-lo tangível", disse ele. Na verdade, um cartão de compromisso similar na faculdade o mandou direto para seus dois anos de serviço na Argentina.

 

Tim, por padrão, optou por falar sobre doações, embora sua formação em serviços bancários fornecesse um elo natural com as finanças. Sua apresentação, no entanto, se concentrou mais em como dar a vida a Deus do que simplesmente escrever um cheque (ou ficar na fila por horas no caixa eletrônico para retirar uma doação, conforme o caso na Argentina).

 

Todos os três workshops básicos, temperados com histórias pessoais íntimas e detalhes culturais individuais, bem como outras partes da apresentação tinham um objetivo: “compartilhar o que a OM está fazendo e por que achamos que as missões são importantes”, disse Casey.

 

 

Na estrada

 

Quando os três OMers e um tradutor, que foi alterado no meio do caminho, finalmente entraram no carro e partiram, eles tinham preparado seus materiais, mas ainda não sabiam o que esperar.

 

“Era basicamente diferente em todos os campings e igrejas”, resumiu Naemi. Às vezes a equipe era a principal palestrante de um acampamento de três dias - assim como a banda de louvor, os líderes de jogos e os agendadores - e às vezes eles só tinham algumas horas para se apresentar.

 

“Eu amo me preparar para as coisas que vão acontecer, mas isso é um pouco difícil na Argentina, porque antes de chegarmos a um acampamento ou igreja, não sabíamos quantas pessoas estariam lá, que idade teriam, se eram adolescentes, jovens ou talvez pessoas mais velhas, e quanto tempo nós tínhamos para um programa”, explicou ela. "Então, isso foi uma coisa que eu realmente tive que aprender a apenas ficar calma e confiar que tudo ia dar certo".

 

Na maioria das vezes, isso aconteceu.

 

"Tivemos momentos incríveis, indo por um desvio para Bariloche, vendo uma bela parte da Argentina que não esperávamos ver, conhecendo melhor um ao outro como uma equipe - foi uma ótima viagem", Tim descreveu.

 

"Não tivemos desafios entre nós no time. É aí que tudo correu muito bem", Naemi acrescentou. “E mesmo nas viagens, nunca ficamos sem gasolina. Nós nos perdemos às vezes...”.

 

E algumas coisas também se perderam na tradução. “Se estivéssemos explicando o que aconteceria em seguida ou falando sobre um versículo específico e como isso se relaciona com a nossa missão - não aconteceu muito porque tínhamos ótimos tradutores - houve algumas vezes em que algo era explicado [incorretamente] - e isso mudava a intenção original do que queríamos transmitir”, explicou Casey.

 

A equipe contava com a internet em vez de dados de celular para mensagens diárias e GPS, gastando uma quantidade razoável de tempo em paradas de descanso na estrada, mapeando seus próximos movimentos e utilizando WiFi grátis. Às vezes, planejar, programar e se comunicar com os organizadores do acampamento pode ser frustrante. Tim disse: “Nem todos os acampamentos tinham um cronograma claro. Mesmo que tivessem uma programação clara, nem sempre seguiam exatamente isso. Tudo era sempre flexível”.

 

Em uma igreja, a equipe foi convidada a apresentar seus workshops, terminando à tarde ou à noite. Às 19h, eles concluíram os workshops "Pray, Give, Go", a "apresentação do chapéu" e outra peça preparada. "Fizemos tudo o que queríamos fazer e então eles vêm até nós naquela noite e dizem: 'Na verdade queríamos terminar hoje à noite às 22h'", lembrou Tim. “Tivemos que pensar em mais coisas que poderíamos fazer apenas para preencher o tempo. Acabei compartilhando uma mensagem sobre como guardar seu coração que não tinha nada a ver com missões”.

 

Na turnê de mobilização, a equipe dormiu em todos os tipos de lugares, desde cabines de acampamento com ar condicionado até camas de cadeira improvisadas no meio de um salão de eventos vazio. Na fazenda de uma família no campo, eles ordenharam uma vaca e observaram as estrelas durante horas no pasto.

 

Quando só precisavam apresentar um workshop por dia, a equipe passava tempo com os adolescentes e jovens, construindo conexões e amizades. Casey jogava futebol sempre que podia. "Eu provavelmente dobrei meus amigos do Facebook nas últimas quatro semanas", disse ele rindo.

 

Na última noite em sua última visita ao acampamento, em volta de uma fogueira, os OMers lavaram os pés de todos os adolescentes de lá. “Enquanto lavava os pés, senti que Deus nos ama muito e deu tudo por nós e veio a este mundo para nos servir. Essa foi uma experiência muito, muito bonita", Naemi compartilhou.

 

"Foram muitas viagens. Muitos lugares diferentes onde foram criadas formas de manter contato com as pessoas e oferecer-lhes oportunidades à medida que crescem em sua compreensão de missões e sua caminhada com o Senhor”, disse Casey. “Nós vivíamos em um carro, e foi incrível.”

 

 

Encorajando resultados

 

“Sempre foi encorajador quando dávamos nossos três workshops sobre 'Pray, Give, Go' e como as pessoas vinham até nós tentando obter mais informações sobre missões, sobre como orar, como doar, como ir, sobre viagens missionárias de curto prazo”, disse Naemi. “Às vezes as pessoas diziam: ‘Uau, nós não sabíamos disso, queremos nos envolver’. Esse era o nosso objetivo. As pessoas queriam se envolver em missões”.

 

Em um acampamento a equipe distribuiu cartões informativos e os cartões de compromisso ao mesmo tempo, “provavelmente um erro logístico de nossa parte”, observou Casey. Mais tarde, quando eles procuravam os cartões de informações coletados, encontraram o cartão de compromisso pessoal de alguém. O cartão não tinha nome, mas mostrava que a pessoa se comprometera a servir - um dia - em missões de longo prazo.

 

“Foi encorajador ver isso através de nosso programa, através do processo em que estivemos trabalhando e orando muito. Deus estava trabalhando. Deus estava colocando no coração das pessoas o desejo de servir em longo prazo em outros países além da Argentina”, disse Casey.

 

Cerca de um mês depois que a equipe retornou da viagem, Markus disse que ainda estava recebendo pedidos para visitar novas igrejas. A equipe coletou detalhes de cerca de 300 pessoas interessadas em receber informações sobre missões de curto, médio ou longo prazo. “Um dos nossos objetivos era não apenas ir, falar e sair, mas ir, compartilhar e manter essa conversa e construir esse banco de dados de pessoas com quem estivemos em contato e poder compartilhar algo sobre missões”, Casey disse.

 

A OM também se conectou com 40 novas igrejas como resultado da turnê de mobilização. “A maioria deles nunca teve experiência com missionários antes”, disse Vanesa. “Aqui em Buenos Aires já visitamos muitas igrejas, mas somos apenas uma das muitas organizações.” Fora da capital, no entanto, a apresentação das missões da OM “foi um grande abridor de olhos para muitas [igrejas]. A maioria delas está nos convidando de volta”.

 

Logisticamente a viagem funcionou bem por causa do time, Markus e Vanesa reconheceram. Igrejas e acampamentos que hospedavam a equipe forneciam comida e moradia e muitas vezes forneciam ofertas que cobriam taxas de combustível e pedágio. A equipe recebeu dinheiro antecipado para despesas, mas em vez de precisar levantar um orçamento de mobilização separado, eles retornaram da turnê com fundos extras para o ministério da OM.

 

Alguns argentinos que ouviram a apresentação da equipe já se inscreveram para viagens de curta duração, Vanesa relatou. Para outros, “o próximo passo é que eles aprendam mais”, disse Tim. “Esses são os tijolos da construção que nos ajudarão a atingir nossa meta de enviar 100 missionários nos próximos dez anos”.

 

*Nomes alterados por motivos de segurança

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

 

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