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Pioneirismo na Asia Central

October 4, 2018

Por Nicole James
Tradução de Rodrigo Mendes
Revisão Alana Romão

 

Uma pequena equipe na Ásia Central raramente se apresenta no bazar. Na maioria das vezes, outros fazem isso por eles.

 

A equipe não morou nessa área da Ásia Central por muito tempo, mas eles se relacionaram com muitas pessoas. “Não podemos aceitar todos os convites que recebemos. Poderíamos aceitar muito mais convites para comer com as pessoas e conversar com elas. É realmente uma porta aberta”, descreveu Iva*, membro da equipe.

 

Fazer compras no bazar é uma chance de conhecer pessoas. Ir a qualquer lugar, na verdade. "Apenas andando na rua, você encontra a maioria das pessoas", disse o líder da equipe, David*.

 

Desenvolver relacionamentos, no entanto, requer intencionalidade - persistir sobre a compra de produtos e parar para dizer olá sempre que você vir um rosto familiar - e flexibilidade.

 

“Há um açougueiro que trabalha ao longo da estrada para casa. Eu sempre tento parar e dar uma boa palavra para ele”, David compartilhou. “Uma tarde ele disse:

 

'Venha comigo e teremos uma reunião noturna com outros amigos'”.

 

Cinco horas depois de sair da cidade e se encontrar com outros homens, David voltou para casa.

 

Culturalmente, os homens da Ásia Central podem “parar em qualquer lugar”, dizer olá e convidar alguém para tomar chá. David até falou sobre Jesus enquanto estava sentado na sauna pública, uma área de reunião central para homens na cidade.

 

Outro membro da equipe, Missy*, disse que a equipe compartilha muito, mas ela reconheceu que eles não viram muitas evidências de que a verdade penetrou na vida das pessoas. “Eu acho que há muitas pessoas que têm uma cegueira espiritual. Eles ouvem, mas não podem aceitar a verdade de quem é Jesus.

 

Ouvem, mas ainda há uma barreira."

 

A equipe não conhece nenhum crente da Ásia Central em sua cidade, porém, ouviram rumores de crentes em uma ou duas das aldeias.

 

 

Abraçando a cultura, compartilhando histórias

 

Além dos encontros, a equipe também aprendeu a abraçar a cultura de visita interna da Ásia Central como uma maneira de compartilhar histórias. Há uma palavra especial no idioma local para o ato de visitar pessoas em suas casas, sentadas em almofadas, bebendo chá e conversando.

 

“É um script bem definido. É sempre o mesmo”, explicou Iva. Os afazeres de duas a quatro horas começam do lado de fora, quando o anfitrião leva uma jarra de água para os convidados lavarem as mãos. Então todos se movem para dentro e se sentam ao redor de uma toalha de mesa no chão, artisticamente cobertos com pequenos pratos cheios de nozes, passas, biscoitos, chocolate, salgados e pão.

 

Uma vez que o pão é partido, tudo começa.

 

O anfitrião serve chá numa pequena tigela redonda (a xícara de chá) que é passada. "Beber chá e pão é o mais importante", disse Missy. Como anfitrião, "você está constantemente servindo chá porque isso mostra que você está servindo muito".

 

Nas visitas, uma ordem prescrita determina os alimentos e bebidas servidos. Da mesma forma, uma hierarquia definida determina onde se sentar e quem pode falar.

 

“Se você é superior (mais rico, mais velho), sente-se no topo da sala. Se você é menos graduado, sente-se à porta”, Missy compartilhou.

 

Como estrangeiros, os membros da equipe geralmente recebem uma posição especial. “Às vezes é uma oportunidade de falar, pois não temos idade e porque somos solteiros, não teríamos a oportunidade de falar”, disse Iva.

 

Ainda assim, pode ser difícil orientar a conversa, observou David. Entre os homens, os assuntos variam do futebol ao casamento e até mesmo sobre o preço de uma vaca. “Não posso mudar o assunto”, explica ele. "Eu tenho que esperar e talvez em um ponto eu possa entrar com assuntos (espirituais)."

 

“Muitas vezes eles ficam curiosos sobre quem são os estrangeiros e o que fazem.

 

Ocasionalmente eles nos convidam a contar histórias”, acrescentou Iva.

 

Uma mulher em particular, foi primordial em trazer a pequena equipe para a área. Ela cria regularmente oportunidades para eles falarem sobre Jesus.

 

"Ela gosta muito de ouvir histórias e várias vezes quando a visitamos e sentamos com seus parentes, ela para a conversa e nos pede para contar uma história (sobre Deus)", disse Missy.

 

A mulher também se lembra de histórias compartilhadas no passado. Há alguns anos atrás, Missy compartilhou: “estávamos conversando sobre o aprendizado de idiomas, o motivo de isso ser importante e porque temos idiomas diferentes. Eu contei a história da Torre de Babel como um comentário paralelo”. Mais tarde, ela perguntou novamente: "Missy, conte a história sobre a torre." E ela conectou isso a Deus.

 

“Quando compartilhamos histórias ou até mesmo quando lemos as pessoas ficam tão empolgadas com Jesus - elas acham que as histórias se encaixam em sua formação cultural. Eles dizem: “Isso é como a Ásia Central. Isso é como a nossa comunidade. Isso é como nosso líder religioso”, disse Iva. "Eles podem se identificar com as histórias."

 

 

Servir e pioneirismo

 

A equipe é pioneira na Ásia Central tanto geográfica como profissionalmente. David constrói dispositivos de terapia e ministra aulas de idiomas na comunidade. Iva e Missy servem como terapeutas.

 

“Meu coração sempre foi para os muçulmanos e eu queria usar minhas habilidades profissionais em campo", Iva compartilhou. "É emocionante estar em uma situação pioneira. "As pessoas que vivem na cidade-sede da equipe são conhecidas em todo o país por seu conservadorismo religioso”. "Eles são mais rigorosos do que em outros lugares do país, mas acho que é uma oportunidade porque eles realmente querem agradar a Deus", explicou Iva. “Muitas das senhoras que estou encontrando querem agradar a Deus jejuando ou orando. Eu acho que o Senhor vê seu desejo de agradá-Lo.”

 

Mateus 5:6 vem à mente, Missy acrescentou: “os que têm fome e sede de justiça” (NIV). Eles querem estar no caminho certo com Deus,  por isso fazem as coisas que fazem religiosamente.”

 

Como parte de seu trabalho profissional, Missy e Iva frequentemente se encontram com mães de crianças com deficiências. "Damos conselhos práticos com base em nossas experiências profissionais, mas também é uma oportunidade de aconselhar a família sobre a deficiência", disse Missy. "Muitas vezes a conversa leva a compartilhar que seu filho não é amaldiçoado por Deus ... Deus não escolhe uma mãe má e a amaldiçoa com uma criança deficiente. Na verdade, Deus escolhe uma boa mãe, que cuidará da criança e se preocupará com ela. Na verdade, Deus ama você.”

 

“Este é um trabalho realmente fundamental,” Missy enfatizou. “Muitas vezes as mulheres começam a chorar porque esta é a primeira vez que ouvem essa mensagem de amor.”

 

Como outras pessoas na cidade, mães de crianças com deficiências querem se relacionar com Deus e querem amá-lo, mas acreditam que foram amaldiçoadas por Ele, explica a equipe. "Acreditamos que esta primeira conversa já irá plantar sementes para que elas possam ver seus filhos de forma diferente e ver Deus de forma diferente", enfatizou Missy.

 

É claro que os membros da equipe oram para que seus relacionamentos sejam mais profundos. "É nossa profissão e nossa paixão ajudar as pessoas com deficiências, mas esse não é o ponto principal", afirmou Iva. Orem para que o Senhor se revele às pessoas na cidade onde a equipe atua. Ore para que as pessoas compartilhem o que aprenderam sobre Jesus com a família e os amigos.

 

Ore para que comunidades vibrantes de seguidores de Jesus se desenvolvam entre essas pessoas menos alcançadas.

 

*Nomes alterados por segurança

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

 

 

 

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