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Sementes de esperança para o Camboja

August 31, 2018

 Por Alana Romão

 

“Não sabem ao certo quem é Jesus, fazem muita confusão”. Em um país onde cerca de 95% da população tem como fé o budismo a cultura da honra e vergonha  se sobrepõe aos valores da família. Os poucos cristãos nativos são insuficientes para evangelizar as 14 mil vilas que ainda não possuem nenhuma igreja cristã.

 

Esta é a realidade do Camboja, um pequeno país do sudoeste asiático, considerado um local de extrema pobreza, onde cerca de 40% das crianças sofrem de desnutrição crônica. O Camboja é ainda listado como uma área de alto índice de exploração sexual e tráfico humano. Tráfico este causado tanto por estrangeiros como por mães solteiras que em momentos de desespero acabam cogitando e colocando em ação a venda de seus filhos por dinheiro. Inclusive, mais da metade das crianças do país já sofreu algum tipo de abuso.

 

Além disso, os moradores do Camboja ainda sofrem as consequências e carregam as dores de um governo de muita opressão que no passado assassinou diversas pessoas: o Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot Kram. Atualmente, os moradores sofrem com a falta de infraestrutura básica, como transporte público, hospitais e possuem uma educação em estado precário.

 

A brasileira Joelma Oliveira, voluntária de serviços humanitários, esteve no Camboja dando aulas de violão e ukulele e pode conhecer um pouco desta realidade, para ela, o povo cambojano é muito hospitaleiro, mas, a cultura difere-se bastante da brasileira, principalmente em relação às vestimentas, comida e desorganização do trânsito.

 

Para ela, o estilo de vida dos habitantes valoriza muitos os mortos e homens, diminuindo o valor das mulheres e crianças. “A imagem da família é muito distorcida, os homens traem muito as mulheres e as crianças são abandonadas.” Aliás, “boa parte dos poucos cristãos cambojanos tem um conhecimento muito raso da palavra de Deus e não são capazes de evangelizar o próprio país” completou a voluntária. “O país carece de exemplos de cristãos maduros que possam demonstrar ao povo como deve ser uma família cristã ou como as pessoas devem ser tratadas.”.

 

Joelma ainda contou que o estilo de vida e pensamento oriental defere bastante do ocidental, fazendo com que voluntários de outros países sofram alguns choques culturais, contudo, a maior dificuldade para exercer os trabalhos é aprender o idioma local.

 

Nesse cenário o ministério MTI (Mercy Teams International) da OM atua neste país asiático com alguns programas que dão auxílio aos pobres e marginalizados oferecendo, principalmente, ajudas relacionadas a educação e assistência a pessoas em situação de risco. Dentre as oportunidades oferecidas estão aulas de inglês, informática, futebol, além de orientações para as crianças sobre como podem se defender em casos de abuso.

 

 As famílias atendidas têm poucos recursos disponíveis e problemas com álcool e drogas são bastante comuns, por isso, o MTI opera tentando reverter o ciclo de pobreza que estas pessoas se encontram. Por vezes, o local onde está situado o ministério serve como um local de refúgio de segurança e descanso para mulheres e crianças em momentos de sofrimento.

 

Quando a população busca ajuda, a equipe de assistência social procura a melhor forma de atendê-los e compartilha sobre o amor de Jesus. Assim, como consequência da atenção e cuidado muitos cambojanos passam a compreender o amor de Deus. Alguns vão para a Igreja e até mesmo compartilham o evangelho com outras pessoas. Desta forma, objetivo da OM no Camboja, além de dar suporte e apoio as famílias locais, é cuidar da vida espiritual dos cambojanos, fazendo discípulos genuínos de Jesus.

 

Joelma, com pouco tempo no país, durante a ministração das aulas de música, pode compartilhar com alguns dos alunos sobre a história de Jesus e estas crianças começaram a admirá-lo. “Para mim foi uma experiência interessante e feliz.” Contou a brasileira dizendo que as crianças do país são muito carentes e puderam encontrar na convivência com ela um pouco de amor e afeto, com isso se sentiam amadas e até mesmo passaram a orar e visitar a Igreja local.

 

O pensamento cambojano de que Jesus é um Deus estrangeiro que não tem nenhuma ligação com o povo daquela região e não veio para todas as nações tem sido uma das maiores barreiras para os missionários que atuam no Camboja. Todavia, ainda que a religião predominante no país seja o budismo, o Camboja, ao contrário de alguns países vizinhos onde os cristãos são perseguidos, é aberto para o compartilhamento do evangelho. Mesmo assim, muitas pessoas nunca ouviram nada sobre Deus, principalmente nas províncias, localizadas longe da capital Phnom Penh.

 

 

O Camboja conta com uma brasileira atuando.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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