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O que aprendi no Sul da Ásia

July 5, 2018

 Por Matheus Souza

 

Matheus Souza* acabou de chegar de sua viagem de curto-prazo no Sul da Ásia. A carta abaixo compartilha a sua experiência:

 

O tempo no Sul da Ásia está chegando ao fim. Agora é o momento de tirar ensinamentos desses 5 meses destinados a expandir o Reino e mudar a vida das pessoas. O primeiro fato que constatei é que quem mais mudou fui eu.


Sair da zona de conforto dói. Nenhuma mudança é confortável; até por isso a sociedade nos ensina a seguir padrões. Mas como cristãos somos ensinados a entregar o controle de nossas vidas para sermos moldados à semelhança de Cristo. Me dei conta que as muitas atribuições de minha rotina me impediam de ver com clareza minha missão como discípulo e ordenar minhas prioridades. Do outro lado do mundo experimentei uma outra cultura que mostrou minha completa dependência de Deus e permitiu a Ele me ensinar algumas lições, que gostaria de compartilhar.


A primeira é que a igreja ainda é uma força incontrolável e em expansão, da mesma forma que no tempo dos apóstolos. Muitos hindus e budistas estão conhecendo a Cristo, milagres acontecem, sonhos e visões são recorrentes e centenas de cristãos dão suas vidas para que o Evangelho seja espalhado apesar das restrições legislativas. Um panorama diferente do da igreja brasileira, não é mesmo? Quem sabe não precisemos repensar e radicalizar nossa fé.


O Espírito Santo também se mostrou em minha vida de maneira muito diferente. Apesar de dominar a doutrina do Espírito Santo, ele parecia a mim mais um fato histórico que um consolador onipresente como Jesus o define. Pude viver um pouco do sobrenatural que é Deus vivendo em nós – e anseio por mais. O porquê? Investimento de tempo e busca incessante. Jesus nos ensina que todos os que procurarem acharão (Mateus 7.7-11)... pena eu ter demorado tanto tempo para realmente procurar de todo o coração.


Por fim, constatei a necessidade de sermos mais preocupados com os outros. O livro de Apocalipse e vários ensinamentos de Jesus mostram quão horrível será a eternidade para os que não reconhecerem o senhorio de Cristo. O inferno não é só horrível, é real! E a cada dia mais pessoas morrem sem Jesus. Nós temos a cura para a humanidade, mas não nos compadecemos daqueles que perecem. Nossa vida precisa ser repensada sob um novo senso de urgência. No Brasil, no Sul da Ásia ou em qualquer lugar do mundo existem pessoas à sua volta gritando por ajuda. Aquele que tem ouvidos, ouça!


Na mesma medida que discernimento e esclarecimento são bons e bem-vindos, estes exigem uma ação e conferem responsabilidade. A parábola dos talentos (Mateus 25.14-30) e Lucas 12.48 afirmam que a quem muito foi dado, muito será cobrado. Penso ter muitas obrigações em meu retorno ao Brasil de encorajar e equipar pessoas a serem apaixonadas por Cristo. Peço que continuem me sustentando em oração para que meu ministério seja cheio de frutos.


Quanto ao Sul da Ásia, os desafios permanecem. Em agosto a lei que regulamenta a permissão em pregar uma religião neste país se torna mais restrita. A pena máxima é de 5 anos de prisão. Será um grande desafio para a igreja continuar crescendo mesmo com a restrição e com a oposição crescente dos grupos extremistas hindus. Além disso, a OM no Sul da Ásia precisa de mais trabalhadores para realizar o imenso trabalho de alcançar vilas que estão intocadas pelo Evangelho e também de uma enorme quantia de dinheiro para que as muitas atividades continuem em operação. Ore para que Deus mande material humano e providencie os recursos para este trabalho. Se você se sentir tocado para fazer parte desse ministério, não hesite em visitar o site da OM.


Interceda também pelos muitos missionários ao redor do mundo. A vida de um missionário não é fácil e as batalhas espirituais são imensas. Geralmente pensamos neles como gigantes na fé e esperamos que estejam sempre contentes e inabaláveis apesar das circunstâncias. A verdade é que são apenas homens e mulheres totalmente dependentes de Deus para qualquer ação. Precisam muito de apoio da igreja para continuarem firmes e encorajados.


Por fim quero deixar registrada minha imensa gratidão por todos que contribuíram para meu tempo na Ásia. É incrível o mover de Deus quando nos unimos para a Sua obra. Espero que meu relato tenha avivado seu amor por missões e o encorajado a doar-se ainda mais. Lembre-se que nossa recompensa está no céu e que apenas os que perderem a vida terrena acharão a eterna. Deus o abençoe!


*O nome foi alterado por questões de segurança. Matheus Souza é brasileiro e participou de missões de curto-prazo neste 1o semestre de 2018.

 

 

 

A OM no Sul da Ásia conta com 1 família e 2 missionárias brasileiras atuando.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

 

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