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Discipulando o Hakka

May 23, 2018

 

 

Por Ellyn Schellenberg

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão Eunice L G Amaro

 

 

Em Taiwan, os Hakka - um grupo culturalmente budista - representam cerca de um quinto da população total de 23,5 milhões e menos de 0,02% são evangélicos. Como budistas humanitários, eles compartilham muitas semelhanças com os cristãos, incluindo o desejo de ajudar os menos afortunados e de fazer boas obras. Eles são os primeiros a responder a desastres naturais, constroem templos a Buda para comunhão, e sua identidade está intimamente ligada a suas tradições familiares.

 

"Quando um Hakka se torna um cristão, no entanto, considera-se que ele está rejeitando toda a sua família", compartilha Solomon, um membro da equipe da OM que atua em uma cidade de maioria Hakka em Taiwan. “ Os Hakka acredita que o mundo dos vivos e o dos mortos estão conectados e se influenciam mutuamente, portanto um cristão é visto como não cumpridor de seu dever filial ao não adorar seus ancestrais. Isso causa muita tensão nas famílias.”. Ele acredita que, para ver mais pessoas, em sua comunidade, tomarem a decisão de seguir a Jesus, é importante alcançar os principais líderes da família que “conduzirão o restante da família para segui-los em direção a Cristo”.

 

Solomon e outro trabalhador da OM, Ken, trabalham no Community Transformation Center (CTM) da OM, que é uma instalação multifuncional usada para tudo. É local estudos bíblicos para jovens adultos, fornecimento de uma biblioteca com recursos cristãos. Para facilitar o evangelismo da comunidade, a sala tem parede de escalada e um estúdio de arte. A pequena equipe também faz parcerias com algumas igrejas Hakka por meio de programas infantis, para trazer equipes , por pequenos períodos, da OM.

 

Ken é o primeiro cristão em sua família. Durante o ensino médio, ele sofria intimidação escolar ( bullying) por seus colegas e experimentou o medo todos os dias. "Eu tentei contar aos meus pais sobre o que estava acontecendo, mas eles não sabiam como me ajudar,” Ken compartilhou. “Eu até pensei em suicídio, para escapar, mas também sentia medo da dor.” Quando estava na universidade, Ken, habitualmente, se rebaixava e se isolava das pessoas ao seu redor. " Tornei-me viciado em jogos de computador, tentando preencher o vazio com o jogo on line".

Em 2009, depois de encontrar trabalho, um colega do seu antigo emprego trouxe Ken à CTM para uma visita, e desde então, Ken visitava a comunidade quase todos os dias. “Solomon me desafiou a ler um capítulo [da Bíblia], todos os dias, em casa, e depois me perguntava o que eu havia lido. Quanto mais eu lia, mais ouvia a voz de Deus. Fiquei mais confiante, tive esperança no meu futuro e meus pensamentos negativos começaram a mudar”, relatou ele.

 

Quando Ken foi batizado, sua família não aprovou, mas em razão das mudanças que testemunharam nele, eles se tornaram mais abertos à ideia. Agora eles, ocasionalmente, se juntam a ele nas atividades da igreja, algo que Hakka tradicionais achariam desafiador por causa da pressão social.

 

“Leva tempo para explicar o evangelho de uma maneira culturalmente compreensível”, explicou o pastor Richard Huang, sócio da OM. “Precisamos ajudar as pessoas a entender que os cristãos não apenas esquecem seus antepassados, mas somos capazes de ensinar que temos que traçar nossas raízes até o nosso Criador. Os Hakka usam incenso para adorar seus ancestrais e podemos ensinar que nossas orações a Deus são incenso para Ele. Temos que, lentamente, ensinar as pessoas a não adorarem os ancestrais, mas temos que honrar a Deus como a fonte de nosso primeiro ancestral. ”

 

Sucesso [no ministério], para nós, significa mobilizar os Hakka em missões. Não se tratam apenas de conversões, mas precisamos discipular as pessoas de forma que elas captem a visão de que todas as nações devem conhecer a Deus”, compartilha Solomon. Ele espera que sua equipe cresça, para que a CTM possa sediar mais eventos de divulgação na comunidade e estar mais envolvida no apoio às igrejas existentes. “Precisamos criar oportunidades para que o evangelho seja levado aos Hakka e que os Hakka se envolvam em levar o evangelho ao resto do mundo. ”

 

 

 

Texto original

 

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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