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Desenvolvendo discípulos

June 13, 2018

 

Por Nicole James

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão Polianna Andrade

 

 

Ter um emprego no Camboja é luxo, ter um emprego que te dê prazer e comodidade é algo ainda mais raro. E neste país, um dos mais pobres da Ásia, a falta de perspectivas de emprego não é o único problema que as pessoas enfrentam. De acordo com o “The World Factbook” **, desde de 2012, cerca de 2,66 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1,20 USD por dia (dólar americano que hoje equivale a pouco mais de 3 reais) e 37% das crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crônica. A falta de educação e de habilidades produtivas continua afetando toda a população, especialmente nas áreas rurais sem infraestrutura básica.

 

Com uma base em Phnom Penh, capital do Camboja, e um jardim de infância em Kampong Speu, uma província que fica a duas horas de distância, a OM procura fornecer ajuda prática e treinamento para pessoas pobres no Camboja e compartilhar Jesus com a população predominantemente budista. Embora os voluntários ocidentais liderem e discipulem a equipe, os funcionários cambojanos ocupam funções como: aconselhamento, ensino, treinamento, acompanhamento, desenvolvimento de currículo, administração de escritório e manutenção. Eles também gostam disso.

 

Dentro do quadro de funcionários, a equipe cambojana disse que trabalhava lá porque queria. A OM não apenas fornece a eles um lugar para se desenvolver profissional e espiritualmente, mas também lhes dá a oportunidade de entrar em suas próprias comunidades. "É uma bênção ver as pessoas que foram as primeiras a participarem de nosso programa, alcançarem seu próprio pessoal", disse o líder da equipe, Johan. Ork Seyha, um dos mais novos membros da equipe da OM MTI, encontrou a organização pela primeira vez quando ainda era criança. “Eu vim aqui e ouvi a equipe do MTI compartilhar o evangelho e eles me deram de presente uma caixa de sapatos da Operation Christmas Child contendo um Novo Testamento”, ele lembrou.

 

Na época, embora tivesse ouvido falar de Jesus, ele não acreditou; seus pais temiam que a organização cristã o "amaldiçoasse" e "o colocasse na água" [batismo].

 

Após o ensino médio, Seyha retornou a OM para estudar habilidades de computação com Chheuy Dara, que desenvolveu o currículo de TI. Seyha também fez um trabalho como faxineiro e jardineiro. Quando ele retornou aos 20 anos para as aulas de inglês, descobriu um novo amor pelo estudo, o que levou a uma promoção em seu trabalho e eventualmente ele experimentou a Deus. “Depois que tentei saber mais e orar, senti o amor de Deus. Quando eu oro, Ele sempre me responde”, Seyha compartilhou. “Acho que ele quer me usar e sempre me ensina coisas novas e dá amor a mim.”

 

No início de 2017, Seyha começou a trabalhar na OM MTI ensinando inglês e habilidades com computadores, bem como treinando futebol. Nove meses depois ele adorava o trabalho: "Eu gosto de ensinar e gosto de trabalhar em grupo e gosto de aprender mais sobre Deus". Seyha viu a OM MTI desenvolver e variar suas ofertas acadêmicas, que são importantes para a comunidade, ele afirmou que "No Camboja, se não tivermos conhecimento, não podemos desenvolver nosso país". Ele também experimentou o poder transformador do evangelho. “Eu nasci em uma família budista. Sou apenas eu quem acredita em Jesus e às vezes é difícil para mim. Mas eu tento e confio em Jesus e quero compartilhar o Seu amor e trazer os estudantes [para Deus]. Estamos sempre compartilhando o amor de Deus."

 

Dara, que trabalha na OM MTI desde 2011 como professor de informática e treinador de futebol, disse: “Tudo que aprendi é de Deus… Preciso devolver a Deus. Eu quero servir a Deus. Todas as crianças que vêm estudar aqui são pobres como eu. Eles não têm a oportunidade de estudar inglês e computadores fora da escola. Quando os vejo sorrir, fico muito feliz.” Os computadores são relativamente ferramentas que os trazem e acaba levando-os a crescer espiritualmente. Outra ferramenta benéfica de discipulado foi o curso Alpha, uma série de questões que exploram a fé cristã. “O curso Alpha nos ensinou sobre Deus, e o Espírito Santo nos tocou e [nos ensinou] o que devemos fazer para compartilhar o evangelho”, descreveu Dara. Johan também disse que o Alpha era uma ferramenta bem sucedida para discipular a equipe e os outros:

“Quando alcançamos as pessoas nas favelas ou pedimos a elas para virem ao nosso [escritório], nós compartilhamos sobre o evangelho, nós compartilhamos sobre como Jesus os ajudará e como Jesus morreu por seus pecados, que eles não devem ter medo dos espíritos, como eles têm aqui nas áreas budistas, mas que eles podem confiar em Jesus e Jesus cuidará deles. E assim as pessoas estão pensando sobre isso e mudando.”

 

Até mesmo os que fazem parte da OM MTI, que são cristãos, expressaram medo de espíritos. “Nós tentamos dizer a eles… para não ter medo; eles podem orar antes de dormir ”, disse Johan. “Quando oramos juntos com nossa equipe, vemos que as orações são ouvidas. A equipe também vê isso. Eles aprendem a olhar para trás e ver que Deus realmente ouviu suas orações.” “O trabalho no MTI é diferente de outros trabalhos que experimentei antes porque o MTI é realmente misericordioso com nossa equipe”, expressou Dara. “Nós temos amor, trabalhamos como uma família.”

 

A transmissão via satélite da OM MTI (um jardim de infância na província de Kampong Speu) oferece menos programas do que a base em Phnom Penh, mas atinge uma população mais remota. Kosal Phann, que começou como professor voluntário no jardim de infância em 2017 frequentou pela primeira vez aulas de inglês para adultos em 2006. “Esta área é budista; eles são muito ativos aqui”, explicou ele. “Quando eu era criança [minha família] não queria que eu fosse à igreja porque eles acham que Deus é o Deus do estrangeiro.” De fato, Kosal teve alguns problemas quando começou a estudar inglês (o jardim de infância também abriga uma igreja aos domingos), mas ele afirma que seu professor e pastor sempre o encorajou e falou sobre Deus. Assim ele afirma: “Comecei a me apaixonar por Deus.” Em 2009 ele começou a acreditar que Jesus era o caminho para a salvação. Kosal, que cresceu em Kampong Speu, disse que entende a situação das crianças locais. “As famílias aqui precisam que seus filhos fiquem em casa ou trabalhem. Eles não querem que seus filhos estudem.” No entanto, Kosal quer que as crianças da aldeia tenham a oportunidade de ter uma vida melhor. “Eu quero ver todas as crianças daqui obterem mais educação. Além disso, quero ver as crianças conhecerem mais a Deus”, afirmou. “Acreditamos que a Palavra de Deus pode mudar nossas vidas.” Como os cambojanos que vivem em um país lutando para se reconstruir após o genocídio e a guerra civil, a equipe da OM MTI entende a diferença que o evangelho faz. "Meu país, o Camboja, mudaria se acreditássemos em Deus", disse Dara.

 

 

** O World Factbook fornece informações sobre a história, pessoas, governo, economia, energia, geografia, comunicações, transporte, questões militares e transnacionais para 267 entidades mundiais.

 

 

 

*Nomes alterados por motivos de segurança

 

 

Texto original 

 

A OM no Camboja conta com uma missionária brasileira atuando.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilharem o conhecimento de Jesus e seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar um objetivo em mais de 110 países.

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