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Servindo na rua dos árabes

March 1, 2018

 

Por Nicole James

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão de Eunice Amaro

 

Trabalhador da OM de longo prazo, Simon não é novo no ministério muçulmano. Por mais de duas décadas, ele e sua esposa Becky se concentraram em servir a comunidade árabe em Londres. Recentemente, eles viram um novo despertar espiritual entre os muçulmanos. "Nós realmente sentimos que estamos à beira de algumas coisas bastante significativas. Dentro da comunidade árabe há esse sentimento de impulso", explicou Simon.

 

Na Rua dos árabes,
Sete anos atrás, o contrato da casa que Simon e Becky planejavam comprar inesperadamente não saiu. Eles esperaram um ano até encontrarem uma casa no bairro, perto de um estádio , onde eles agora vivem.

 

"Quando nos mudamos, não tínhamos ideia de quão grande era a comunidade árabe. Não tínhamos ideia do fluxo sírio que estava prestes a começar. Nos últimos dois anos, foi perceptível a onda imigratória", descreveu Simon. "Nós sentimos que Deus nos fechou uma porta. Sabíamos que teríamos encontrado outro apartamento, mas a porta se fechou para a área para onde queríamos ir. Deus abriu a porta em um lugar diferente e, agora, podemos ver o porquê: Nós temos todos esses muçulmanos à nossa porta".

 

A poucos passos de sua casa, lojas árabes foi aberta ao lado de uma pizzaria iraniana. Do outro lado da rua, um homem libanês tem uma padaria. Mais adiante, há um restaurante sírio, uma loja de roupas marroquinas e a barbeira iraquiana que Simon frequenta. No caminho para o centro da OM, Simon passa por outra rua, um lado somali, o outro afegão. "É tão rico culturalmente!", disse ele.

 

A área também tem uma forte presença islâmica. Nos últimos dois anos, Simon disse que três novas mesquitas foram abertas - além da duas mesquitas já existentes com mais de 1.000 pessoas.

 

Ainda assim, Simon vê muitas oportunidades para falar sobre Jesus.

 

 

Divulgação
 Historicamente

 

A equipe de Simon concentrou-se em divulgação baseada em literatura, incluindo distribuição em massa e tabelas de livros. Nos últimos dois anos, no entanto, ele se concentrou mais na divulgação da amizade. "Estamos querendo iniciar conversas e ouvir histórias", disse ele.

 

Semanalmente Simon para em lojas, ao longo da rua dos árabes, para conversar com os proprietários e conhecer os clientes. Por esse meio, "fizemos algumas amizades muito boas, tivemos a oportunidade de ouvir as histórias das pessoas e falar sobre nossa fé de forma discreta. As pessoas sabem que estamos orando por elas".

 

As histórias que Simon ouve contêm lutas emocionais e espirituais – perda de membros da família durante a guerra, entes queridos desaparecidos, cônjuges sendo separados, pais separados dos filhos.

 

Ele conheceu um empresário palestino que faliu duas vezes. "Mas ele era um lutador", afirmou Simon. Duas vezes, ele conseguiu reconstruir seus negócios. "Mas o que realmente o quebrou, o que quebrou seu espírito, foi que um de seus filhos foi lutar pelo ISIS e foi morto", explicou Simon. "Ele era apenas um homem com o coração partido".

 

Dentro de alguns meses, Simon encontrou três famílias com histórias igualmente tristes. Seus cabeleireiros, dois irmãos do Iraque, também perderam um terceiro irmão para um carro-bomba que havia sido detonado em frente de sua casa. Ele deixou para trás uma criança pequena e sua esposa que estava grávida de seu segundo filho. Simon sentou e ouviu suas histórias. Ele também deu duas Bíblias aos irmãos.

 

Simon encontrou-se, várias, com outro homem no ônibus. "Ele estava indo na mesma direção que eu. Existem dezenas e dezenas de ônibus", observou Simon. "Parece fortuito que continuássemos nos encontrando.

Ele era o único de sua comunidade que havia ouvido o evangelho mais claramente por meio de um evangelista itinerante egípcio.

 

"Os relacionamentos que estamos desenvolvendo na comunidade são reais, relacionamentos vitais por meio dos quais podemos compartilhar claramente a verdade e o poder de Cristo, para muitas pessoas que perderam quase tudo", explicou Simon.

 

"Becky e eu somos muito intencionais em querer ser testemunhas de Cristo e de sua vida e sua salvação. Queremos comunicar isso por meio de palavras e por meio de ações. As ações podem ser sentar, ouvir, falar e orar. Isso pode ajudar as famílias e seus filhos".

 

Durante a semana, Becky encontra-se com várias mulheres crentes com base muçulmana (MBBs), discipulando-as e orando juntas. "Muitas dessas mulheres, como crentes, são testemunhas dentro de suas esferas de influência", disse Simon.

 

 

Parcerias estratégicas

Além de fazer amizade com os árabes, Simon também se concentra na rede de diáspora - ligando-se a pessoas de mentalidade semelhante à da OM e outras organizações, para o objetivo comum de ver muçulmanos na Europa chegarem a Cristo. "Uma alegria real é poder trabalhar, semana a semana, com pessoas de outras empresas no ministério estratégico e ver coisas novas acontecerem", Simon compartilhou.

 

Essa colaboração entre organizações desenvolveu vários recursos, incluindo um curso que ensina os cristãos comuns a compartilharem o evangelho com os muçulmanos e, mais recentemente, uma segunda série que prepara a igreja para receber MBBs. "Parece que a igreja foi agitada e acordada para ser mais uma presença para a crescente comunidade muçulmana no Reino Unido", observou Simon.

 

Além disso, ele compartilhou que a OM ainda incorpora a literatura como uma parte intencional de seu trabalho. Nos últimos anos, sua equipe enviou materiais para a Escandinávia, facilitando ministérios lá. Ao longo do próximo ano, ele também planeja facilitar sessões de orações de intercessão estratégica,em diferentes zonas de Londres com forte presença árabe. "Deus está entrando na vida das pessoas", disse ele. "Estamos vendo, mais e mais, frutos na comunidade árabe muçulmana".

 

 

*Nome alterado por motivos de segurança

 

Texto original aqui.

 

 

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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