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Pioneiros interculturais

February 19, 2018

 

Por Nicole James

Tradução Rodrigo Mendes

Revisão Jessica Ferri

 

Aproximadamente 93% da população de Hong Kong é chinesa. Os outros 7% são refugiados, expatriados e imigrantes ilegais, que compõem o que o governo define singularmente como a "minoria étnica", de acordo com a operadora da OM, Vanessa. Em 2010, a OM Hong Kong mudou seu escritório para uma das áreas mais pobres da cidade.

 

Depois de orar pedindo direcionamento sobre como eles poderiam servir à nova comunidade, os trabalhadores da OM criaram o Centro Doulos, um recurso para a população não chinesa que vive ao seu redor. O Centro Doulos oferece vários programas, incluindo tutorial para as lições de casa, projetos de arte e um grupo de meninas para dar suporte às crianças, bem como aulas de idiomas, grupos de culinária e seminários de saúde para mulheres.

 

Entre os cristãos em Hong Kong, a trajetória da OM para ministrar entre a minoria étnica foi radical. "Na maioria das nossas igrejas locais, apenas alcançamos os chineses. Para que possamos chegar à outra parte da população em Hong Kong é necessário algo novo", explicou Lincoln, que se juntou à OM Hong Kong em 2011.

 

 

Tornando-se seu vizinho

 

 

A equipe atende principalmente a comunidade paquistanesa perto do escritório.

 

"Através das divulgações nos tornamos os primeiros amigos chineses desses paquistaneses e seus primeiros amigos cristãos em Hong Kong", observou Lincoln. Como amigos, os paquistaneses convidam a equipe da OM para suas casas, muitas vezes pedindo ajuda com a língua chinesa ou com a lição de casa de seus filhos.

 

"Nós vamos visitá-los e depois nos envolvemos com eles e nos tornamos seus vizinhos", descreveu Lincoln. "Nós celebramos seus aniversários, mesmo que alguns deles nunca comemorem aniversários. Celebramos o Natal [juntos], embora os muçulmanos não comemorem o Natal".

 

A OM Hong Kong trabalha em conjunto com as igrejas locais recrutando voluntários para várias atividades de divulgação, mas todos estão "começando a partir de zero", afirmou Lincoln.

 

"Somos muito novos e recentes para servir os muçulmanos", reiterou Vanessa. "Na cultura local de nossa igreja chinesa, nós nunca fomos interculturais. Todos nós estamos apenas seguindo o chamado de Deus... Precisamos aprender do zero."

 

Aprendendo a se conectar

 

 

Para ajudar a equipe a se conectar com os muçulmanos, Johnson*, um pastor paquistanês que serviu no Paquistão com a OM por mais de 20 anos, se juntou à equipe em Hong Kong.

 

 

No início ele lutou para se conectar com a comunidade paquistanesa – significativamente diferente de seus compatriotas no Paquistão - mas ao longo do último um ano e meio ele gradualmente ganhou entendimento sobre como superar as diferenças culturais.

 

Johnson organiza uma divulgação e distribuição de literatura. Ele também fala e ora pelos paquistaneses na linguagem de seus corações . Durante sua primeira visita a uma casa paquistanesa em Hong Kong, o homem da casa compartilhou uma opinião sobre a equipe da OM. "Eu achei essas pessoas muito amorosas", disse ele a Johnson. "Eles nos ensinam como podemos amar nossos filhos. No Paquistão não nos importamos com o amor... Em nosso país não há bênção, mas neste país nos sentimos seguros. Nos sentimos abençoados".

 

 

Vendo o invisível

 

 

Em um esforço para "ver o invisível", Vanessa também se oferece como assistente social em uma escola de uma aldeia rural cujos alunos são 98% de minoria étnica. Segundo ela, a maioria dos chineses em Hong Kong evita a área. "Na comunidade eles têm um problema muito grave de discriminação. A comunidade local não reconhece que eles são seus vizinhos".

 

A escola não é cristã, então os voluntários não podem compartilhar o evangelho na sala de aula, mas quando estudantes ou suas famílias perguntam sobre fé fora da aula, eles são livres para responder. Além disso, os trabalhadores da OM ensinam os valores bíblicos às crianças e se conectam com suas famílias procurando maneiras de amar aqueles que muitas vezes são ignorados pela população maioritária.

 

Em um evento recente organizado pela equipe, um menino muçulmano da escola estava dentro de uma igreja ao lado de uma cruz. "Ele estava falando sobre como ele ama seu vizinho", descreveu Vanessa. "Sua família foi a primeira onde podemos fazer uma visita domiciliar".

 

Ore pelo time em Hong Kong enquanto estabelecem relações interculturais e compartilham o amor de Jesus com os muçulmanos.

 

 

*Nome alterado por motivos de segurança

 

 

Texto original aqui

 

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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