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Meu vizinho, meu irmão

February 16, 2018

Por Nicole James

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão de Jéssica Ferri

 

Quando Jeremiah*, um trabalhador de longo prazo da OM voltou ao seu país de origem, na Zâmbia, para trabalhar entre os muçulmanos da Somália, ele esperava que o ministério fosse muito mais fácil do que havia sido durante os anos no exterior. "Os muçulmanos vieram de seu país e agora estão no meu país", ele argumentou.

 

Ele não esperava que os muçulmanos o ignorassem. Muitas vezes ele entrava em uma loja para comprar uma xícara de chá e conversar com os homens reunidos lá. Certa vez, quando ele entrou na loja, ele viu duas ou três pessoas. Ao sentar para se juntar a eles, em poucos minutos, todos desapareceram.

 

Por um ano e meio Jeremiah tentou fazer amizade com seus vizinhos - uma família somali que já havia se mudado da Somália para o Quênia, para a Tanzânia e para a Zâmbia. Por causa das viagens da família, Jeremiah sabia que falavam Swahili. No entanto, cada vez que ele se dirigia ao seu vizinho em Swahili, o homem, Khaled*, simplesmente balançava a cabeça negativamente.

 

Uma tarde, Jeremiah estava sentado do lado fora de casa quando ouviu a filha do vizinho, da mesma idade que seu primogênito, gritando. Jeremiah correu para a casa. A menina tinha se queimado com água fervente. Ela continuou gritando e sua mãe estava chorando. Khaled, o pai, não estava em casa.

 

Jeremiah agiu rapidamente. "Eu me senti tão mal, coloquei a garota e a mãe no carro junto com minha esposa e dirigi até a clínica", uma clínica particular, isto é. Segundo Jeremiah, a clínicas governamentais, embora mais baratas, podem exigir horas de espera. Na clínica particular ele imediatamente se aproximou de uma enfermeira disponível e pediu que ela atendesse a garota o mais rápido possível. A enfermeira deu à menina medicações poderosas e começou a tapar as feridas.

 

Mais tarde, depois que ela terminou o tratamento, a enfermeira deu a Jeremiah alguns remédios e a conta do atendimento. Ele pagou a conta e depois levou a garota e a mãe de volta para casa prometendo que levaria a menina de volta à clínica para acompanhamento.

 

Naquela noite, Khaled voltou para casa e sua esposa lhe contou o que havia aocntecido. Logo após, Jeremiah e a esposa ouviram uma batida na porta deles.

Khaled estava à porta. "Sinto muito", disse ele.

 

"Então você fala Swahili?", Jeremiah respondeu, notando lágrimas nos olhos de Khaled. "Por um ano e meio tentei falar com você".

 

"No meu contexto, na Somália, não confiamos em ninguém. Você não confia nem em sua esposa, ou seu irmão, ou sua tia, ou qualquer um", disse ele. "Jeremiah", ele continuou, "você não é meu amigo, você é meu irmão".

 

No dia seguinte, Jeremiah e sua família receberam um convite para jantar na casa de Khaled. "Essa foi a chave para desbloquear a comunidade somali", explicou Jeremiah. A partir daí ele teve o fundamento para pregar o evangelho na comunidade somali e desde então, viu vários somalis chegarem a Cristo.

 

*Nome alterado

 

Texto original aqui.

 

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

 

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