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Tecnologia Transformacional

February 10, 2018

Por Nicole James

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão de Eunice Amaro

 

 

A tecnologia está transformando a Ásia Central.

 

Já no Kyrgystan e no Cazaquistão, as pessoas podem chamar táxis por meio de seus smartphones, usando aplicativos, como Uber, Yandex e Namba Taxi. Os governos de toda a região apresentaram planos plurianuais para o desenvolvimento digital, na esperança de obter benefícios econômicos e sociais por meio do aumento da tecnologia e do acesso generalizado à Internet**.

 

"Todos têm smartphones", observou o trabalhador da OM Craig*. "Avançar, é assim que todos vão ler coisas e ter acesso a informações".

 

As “selfies” e as mídias sociais transformaram a cultura popular, mas a igreja da Ásia Central ainda não aderiu totalmente a mania da tecnologia. "Precisamos preencher esse espaço com recursos para as igrejas locais nas línguas locais", afirmou Craig.

 

Ele formou um grupo de trabalhadores interorganizacionais interessados em desenvolver ferramentas de discipulado digital. Seus três principais projetos incluem disponibilizar as Escrituras em smartphones em todas as plataformas, desenvolvendo um aplicativo devocional em uma língua asiática central e adaptando um aplicativo de músicas de adoração para uso em igrejas domésticas.

 

"Nós também vemos que há espaço para muito mais nesse campo - muitas outras aplicações e outros recursos digitais também", disse Craig. "Estamos tentando extrair os que são realmente bons em inglês e queremos encontrar uma versão russa que já existe e promovê-la aqui ou, se não houver nada, criar algo no idioma local".

 

Além de disponibilizar as Escrituras nos smartphones, Craig disse que acrescentar a Bíblia em audio é estratégica. Pessoas que viajam de ônibus, muitas vezes, ouvem músicas ou outros entretenimentos, durante longos percursos, e, à noite, quase todos os caminhantes e corredores exercitam-se com fones de ouvido anexados aos seus telefones.

 

Esta tecnologia, no entanto, não é apenas para os jovens. "A geração mais velha ... gosta mais de ouvir as coisas, então eles ficam realmente felizes quando podem ter a versão em áudio da Bíblia em seus celulares", disse Craig. "Quando eu coloco nos telefones de algumas pessoas e eles começam a ouvir, ficam muito entusiasmadas com essa possibilidade".

 

 

Apologética on-line

 

Como os smartphones, as mídias sociais também fornecem uma plataforma enorme para compartilhar as Escrituras. Craig e a equipe criaram uma página no Facebook para The Prophets 'Story, um vídeo evangelístico que descreve a vida de vários profetas bíblicos - culminando com Jesus - e que ilustra a mensagem da redenção por meio de Seu sacrifício.

 

A equipe usou a publicidade do Facebook, para levar o vídeo para mais pessoas e criar discussões. "Há muita resposta negativa porque é um país muçulmano, mas ... você encontra alguns comentários aleatórios: "Sim, isso é em que eu acredito"; "Eu concordo com isso", disse Craig.

 

Parte da promoção de informações on-line é a formação dos locais para acompanhar as pessoas interessadas. Craig ajudou a facilitar um treinamento apologético, liderado por um asiático central que ensina em uma escola bíblica, que incluiu uma seção sobre apologética on-line.

 

"Nós convidamos os crentes locais, na sua maioria, jovens envolvidos com as mídias sociais e o lado digital das coisas", compartilhou Craig. Doze pessoas participaram das quatro sessões de duas horas.

 

O treinamento centrou-se na teoria e métodos de apologética e incorporou uma aplicação prática. Os participantes aprenderam questões comuns que os muçulmanos têm sobre o cristianismo e como respondê-los sem criar barreiras.

 

Por exemplo, ao responder a comentários sobre The Prophets 'Story, "Como você se envolve como apologista?", perguntou Craig. "Ao invés de estabelecer um argumento, é compartilhando a fé e fazendo isso de maneira cheia de graça".

 

Na Ásia Central "qualquer tipo de proselitismo ou evangelização é ilegal", afirmou Craig. No entanto, o conteúdo digital não tem as mesmas restrições que a mídia impressa. A informação pode se espalhar mais rapidamente e amplamente por meio da tecnologia.

 

"Eu acho que a história dos profetas pode ter tido 300 mil visualizações em um mês ou mais, porque as pessoas compartilham e as pessoas comentam sobre isso. Se eles comentarem, outras pessoas vão vê-lo. Mesmo que seja um comentário negativo, ele aparecerá em seus feeds e se espalhará. E vai além do que fisicamente podemos fazer", disse Craig.

 

 

Adoração via WhatsApp

 

Gary*, um trabalhador que viveu na Ásia Central por quase 30 anos, começou a colecionar canções de adoração em uma língua local, quando percebeu que sua igreja natal sempre cantava as mesmas músicas. "Eu sabia que havia mais material lá fora", lembrou ele. Para tornar as músicas acessíveis a mais igrejas e indivíduos, Gary decidiu enviar as músicas para um aplicativo de smartphone. Em vez de desenvolver novas tecnologias, ele entrou em contato com o criador de um aplicativo existente.

 

O aplicativo, inicialmente, continha músicas de apenas alguns idiomas, incluindo turco e mongol. Gary fez uma parceria com o desenvolvedor para adicionar as músicas que já havia coletado, bem como as de outros idiomas da Ásia Central. "Eu sou um cara regional", explicou.

 

Gary contratou Taras*, um líder de adoração em uma igreja local, para enviar mais músicas para o aplicativo. "Ele é um músico. Ele sabe como colocar acordes nas músicas", observou Gary. Em um ano, Gary e Taras foram responsáveis por carregar mais de 5.000 músicas em 10 idiomas da Ásia Central - cerca de 1.000 carregamentos individuais e o resto por meio de canções eletrônicas enviadas para o desenvolvedor da aplicação. "Você pode escolher em quais idiomas você pode carregar no seu telefone. ... Você pode obter as letras das músicas. Se tivermos os acordes e os inserirmos, você pode conseguir isso; se tivermos um MP3, colocamos isso no aplicativo. Você pode ouvi-lo, transmiti-lo, ou baixá-lo", explicou Gary. O download de músicas é importante, porque a internet nem sempre funciona bem e, em alguns lugares, transmitir música cristã pode ser um risco de segurança. "Se você baixá-lo em um lugar seguro, você pode ouvi-lo sempre que quiser", disse Gary. Ele não pode acompanhar quantas vezes as pessoas ouvem músicas individualmente - uma vez que depois que os arquivos são baixados eles ficam “invisíveis”, por assim dizer - mas durante um período de monitoramento recente, ele percebeu que mais de 100 usuários clicaram em músicas em duas línguas da Ásia Central da sua área. Uma das características mais úteis foi a capacidade do aplicativo para criar listas de músicas. Gary disse: "Você pode usar o WhatsApp para enviar um link para todas as pessoas (da igreja de uma casa, por exemplo), e todos têm as letras". A popularidade do aplicativo ainda está crescendo, "todos usam o WhatsApp, então estamos passando músicas no WhatsApp o tempo todo.". O grupo de casa de Gary usou o aplicativo para compartilhar músicas em suas reuniões. Outra igreja a que ele compareceu conectou o aplicativo a um programa de projeção. Nessa façanha, Gary também ajudou o engenheiro.

 

"Outras pessoas disseram: ‘Nunca soube que havia tantas músicas [da Ásia Central]’ ”, disse Gary. "Algumas pessoas que trabalharam comigo estão felizes por terem um livro de canções expandido". Além de aumentar a conscientização sobre músicas disponíveis, "também fomos efetivos em redes e reunindo grupos", disse Gary. "Houve um grupo que se separou e não estava nem na igreja. Mas essas pessoas ouviram que eu estava colecionando músicas e vieram e me mostraram suas músicas, e por isso, eles voltaram a se conectar aos encontros da igreja. "Ore para que as igrejas da Ásia Central aprovem os recursos digitais que estão sendo criados. Ore para que eles invistam na criação de ferramentas que beneficiem as comunidades emergentes de seguidores de Jesus entre os menos alcançados.

 

*Nome alterado por segurança

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

 

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