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Atravessando o oceano e protocolos sociais

January 8, 2018

 

Por Jana Eller

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão de Eunice Ladeia Amaro

 

Amin* e Nawar* viveram no campo do Oriente Próximo da OM (campo composto por Jordânia, Líbano, Síria e Iraque) por quase dois anos e aprenderam a navegar em muitas das diferenças culturais. Como membros da OM enviados de países latino-americanos, eles esperam ajudar a recrutar mais missionários latinos para irem ao mundo árabe.

 

Amin e Nawar encontraram muitas semelhanças entre a cultura latina e árabe, o que os ajudou a se conectar e se ajustar no campo. Por exemplo, um dos valores mais importantes em ambas as culturas inclui um forte foco na família e em relacionamentos.

 

"Emtudo diz respeito a relacionamentos, os latinos são muito rápidos fazendo isso. Então, esse não é um problema", explica Amin. "Nós gostamos de estar juntos, gostamos de festejar com música e a comida é uma prioridade. Se você tiver boa comida, isso é o que importa."

 

"Nós nos conectamos com pessoas de forma similar. Então, para nós, não é difícil se conectar com pessoas e fazer amigos", continua Nawar.

 

Aprendendo protocolos sociais

Segundo Amin, um dos maiores desafios na condução desses relacionamentos, no entanto, inclui o aprendizado dos protocolos sociais, que variam da cultura latina. Enquanto algumas culturas árabes tendem a parecer mais diretas e abertas, isso pode surpreender aqueles que não estão familiarizados com esse comportamento, ele explica. Aprender esses protocolos é fundamental para formar relacionamentos significativos com os locais, insiste ele.

 

No que diz respeito às visitas aos vizinhos, "talvez você precise aprender algumas coisas: o que vem primeiro, o que vem depois, o que vem no final", explica Amin.

Um exemplo que ele usa é de como oferecer café aos convidados. Enquanto nos países latinos esse gesto pode ser visto simplesmente como educação, muitos árabes interpretam isso como um sinal do anfitrião que é hora de partir. Além disso, no Oriente Próximo, quando o anfitrião oferece qualquer coisa, o convidado é bem-vindo a fazer um pedido para algo diferente, o que também contrasta com as culturas de origem de Amin e Nawar.

 

Outra diferença significativa pode ser observada especialmente em situações formais. A cultura árabe se baseia em priorizar a honra do outro, explica o casal. Por isso, ao participar de reuniões sociais, as pessoas sempre devem saber quem é o convidado de honra.

 

"Não importa quem seja o convidado de honra, eles sabem quem é. Eu não sei como eles sabem", Amin ri. "Então eles descobrem que você é o convidado de honra hoje e se certificam de que esteja tudo perfeito para você. Para nós, todos devem ter tudo”.

 

Outro exemplo de priorização da honra inclui fazer apresentações entre gêneros na primeira reunião. "Para nós latinos, todos somos sensíveis e muito amigáveis, não importa se você é um menino ou uma menina. Aqui, não", diz ele. A primeira reunião pode se parecer como "os homens basicamente ignoram as damas, então primeiramente o cara cumprimenta o cara e a garota cumprimenta a garota".

 

Após as apresentações, muitas vezes, os convidados solicitam um passeio pelo apartamento de Amin e Nawar. Embora tenha feito ajustes, Amin e Nawar enfatizam a importância de encontrar equilíbrio entre respeitar a cultura dos anfitriões e manter a privacidade. "Agora eu preciso ter minha casa muito limpa o tempo todo, porque, se eu tenho visitas, ... eles querem verificar tudo. Além disso,  eles estão olhando se você é limpo ou não", explica Nawar.

 

Enquanto Amin e Nawar continuam se ajustando à cultura, eles também se lembram do passado de vez em quando. Lembram-se de quando começaram e louvam a Deus por tudo quanto eles aprenderam. Nawar conta uma história de um desses momentos.

 

"Nunca vou me  esquecer de quando voltei de uma viagem internacional de volta do campo. No aeroporto, o atendente estava tentando fazer uma fila. Então de repente ele gritou: ‘Por favor pessoal, vocês precisam aprender a fazer uma fila, um a um a um, não em um monte’. Foi engraçado porque ele ficou chocado e frustrado. Eu estava rindo de mim mesmo porque você precisa conhecer a cultura árabe".

 

Parte do Ministério

Ajustar o estilo de vida simplesmente continua sendo uma parte de viver e servir no ministério transcultural. Amin e Nawar continuam a ver esse processo realizado conforme Deus lhes capacita a ver: Ele transforma vidas e comunidades.

 

"Precisamos ver por que o Senhor está usando este país", continua Amin, "por que o Senhor está trazendo refugiados do Iraque, da Síria e da África. E também estamos aqui como estrangeiros, livres para compartilhar sobre Deus".

 

"Deus me deu essa paixão e esse amor pelas pessoas daqui. Então isso é algo que eu vi todos os dias em que eu estive aqui", diz Nawar com um sorriso. "É assim que eu tenho desenvolvido algumas conexões e relacionamentos com pessoas daqui que fazem eu me sentir em casa".

 

*Nomes alterados por segurança

 

A estagiária da OM Communications Jana Eller é uma estudante de jornalismo e missões e gosta muito de ver como Deus está se movendo entre as nações. Ela está sempre pronta para aventuras espontâneas e para explorar coisas novas.

 

Texto original.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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