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Ministro feito de relacionamentos

December 7, 2017

 

Por Andrew Fendrich

Traduzido de Rodrigo Mendes

Revisão de Eunice Ladeia Amaro

 

João, um angolano nativo e líder de gangue na cidade de Menongue, Angola, tinha 8 anos quando Wessel e Joan van der Merwe se mudaram para Angola para prosseguirem  no trabalho de missão em tempo integral. Em um país de milhões, as chances de os três se encontrarem eram pequenas, mas Deus não lida com chances.

 

À medida que João cresceu, até atingir a idade adulta, Wessel e Joan, como representantes da OM, estavam trabalhando duro, embora não pelas definições missionárias tradicionais. Como professores de Inglês para Estrangeiros (ESL) durante os primeiros anos de seu ministério em Angola, o casal construiu relações e fez conexões, passando por vários blocos culturais como muitos encontrados na vida angolana.

 

"Trabalhamos muito tempo na cultura", diz Wessel. "Foi difícil tentar descobrir quem são os angolanos, mas isso era a coisa certa a fazer. Nós estamos colhendo os frutos disso hoje."

 

Os frutos que Wessel se refere não são apenas conexões com funcionários governamentais de alta patente e outras relações legais e corporativas, mas também são  as conexões encontradas no dia a dia, nas inúmeras amizades de que ambos desfrutam, desde donos de lojas e padeiros até professores e pastores locais.

 

"Levou quase 10 anos para passarmos por isso. Precisávamos que fosse perfeito ", explica Wessel. E Joan acrescenta que o desafio de despender tempo com o povo angolano significou muito para ela.

 

"Eu gosto do desafio de trabalhar de forma transcultural; É uma experiência de vida enriquecedora para mim pessoalmente", diz ela. "Você precisa encontrar seu relacionamento com Deus em um cenário completamente novo".

 

Quando Wessel e Joan começaram seu programa de treinamento de missões em 2013, eles tinham apenas um aluno, mas sob o próprio ministério, a fundação apoiou seu trabalho.

 

Em 2016, o programa recebeu João, que deu um testemunho milagroso de cura e libertação. Depois de chegar a Cristo em 2014, ele se tornou um participante fiel do grupo de discipulado de Joan e, eventualmente, ele se comprometeu com o treinamento de missões, com a bênção de seus pais. Agora, João plantou uma igreja em Menongue, onde Wessel e Joan continuam a ajudar a orientá-lo e apoiá-lo.

 

Em 2017 o programa de treinamento de missões da OM Angola, em seu quinto ano, recebeu 17 estudantes em tempo integral (um 18º  participante completou uma parte do programa). O programa é de um na,  seguido de seis meses de trabalho prático, após o qual os alunos recebem um diploma de graduação.

 

Enquanto outros programas de missões na OM África são de três a seis meses, Wessel diz que é necessário um programa de um ano e meio para o contexto cultural de Angola.

 

"Os angolanos são zelosos: querem começar novas igrejas", diz ele. "Mas percebemos que é bastante desastroso. É por isso que não temos um programa de três a seis meses. É importante ter um programa que dê tempo para investir em estudantes".

 

A maioria dos estudantes vem da capital de Angola, Luanda - uma metrópole conhecida por seu estilo de vida caro. Como grandes companhias de petróleo trouxeram uma influência ocidental para Luanda, mesmo os angolanos locais da grande cidade têm problemas para se adaptarem à vida na base da OM em Menongue.

 

Eles chegam ao terreno de 30 hectares da OM Angola (74,1 acres) por estrada de terra, onde se ajustam a vida com Wessel, Joan e o resto da equipe OM. Os edifícios da propriedade são feitos de argila, o que Wessel diz ser importante, porque seu desejo é misturar-se com a comunidade a sua volta, mesmo após mais de uma década de construção de relacionamentos.

 

Também é importante, diz Wessel, que eles "vivam juntos", pois construir relacionamentos com os alunos é essencial. Wessel e Joan , portanto, têm um quarto ao lado da cozinha e da sala de jantar onde os alunos se reúnem para comer.

 

Assim como a base de seu ministério em Angola é feita de relacionamentos, o treinamento de missões não é bem um programa mas uma comunhão. E, por sua vez, essa comunhão estabelece uma base para o efetivo trabalho no reino.

 

"Aqui, o discipulado se transforma em plantação de igrejas", diz Wessel. "Queremos ver jovens plantando igrejas e não apenas entre os não alcançados. Nosso foco é o não alcançado mas aqui em Angola não temos muitas influências espirituais. Então, também nos concentramos nisso".

 

O programa de treinamento de missões também despende uma semana, perto do final do ano,  com os aborígenes de Angola, adicionando experiência de missões práticas ao treinamento teológico. Como resultado, os alunos estão mais bem preparados para tomar medidas práticas quando retornarem para casa nos últimos seis meses do programa.

 

Mas mesmo quando começaram a colher os benefícios de seu trabalho, Wessel e Joan estão pensando em que tipo de legado eles vão deixar.

 

"Isso me dará grande alegria", diz Joan sobre os jovens missionários da OM Angola, "sentar-se um dia na varanda e observar a próxima geração coordenando tudo". Wessel concorda.

 

"Se precisarmos sair agora, iremos com muita alegria", diz ele. "O Pai nos permitiu realizar algo  por meio deste treinamento que traz grande alegria ao meu coração: ver esses caras avançarem e fazer um ótimo serviço em Angola".

 

Texto original.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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