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Amada filha

November 10, 2017

Por Mary May

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisado por Jéssica Ferri

 

 

Elisabeth* e Annette* trabalham em um centro social que oferece serviços de terapia para crianças com necessidades especiais, aulas para crianças que não são aceitas no sistema escolar e uma comunidade solidária para as mães.

 

Durante as férias de verão, Elisabeth e Annette foram convidadas para visitar a família de uma das novas meninas no centro pela primeira vez. Passaram um tempo com a família durante o almoço, incluindo as três crianças, com idades de 13, 9 anos e uma menina ainda bebê.

 

A filha do meio, Zorah*, provavelmente tem uma condição chamada hemiparesia, que caracteriza uma fraqueza em todo o lado esquerdo ou direito do corpo.

 

A deficiência de Zorah torna o andar um desafio significativo para ela. Um lado de seu corpo é extremamente fraco e sua visão é muito pobre. No entanto, ela tem inteligência apropriada para a idade. No Norte da África, onde vive a família, a vergonha está associada à deficiência. A comunidade culpa os pais pela doença da criança ou o marido pode culpar a mãe e deixar a família se ele não suportar o peso de cuidar da criança ou carregar a vergonha.

 

No entanto, essa mãe diz que sua filha é extremamente preciosa para ela. Ela tenta encorajar outras mães de crianças com deficiência a valorizá-las e levá-las para fora de casa e não se envergonhar delas.

 

Elisabeth e Annette trouxeram alguns materiais para ajudar Zorah a fazer alguns exercícios através de jogos. O tubo de plástico e as bolinhas de gude eram divertidos de usar e Zorah gostava de usar o tubo como um direcionador, como algo para pisar e para soltar as bolinhas. Ela estava trabalhando arduamente usando ambas as mãos, o que é muito bom para o equilíbrio e a coordenação. Às vezes ela ficava tão atenta à atividade que ela prendia a respiração por longos períodos até Annette lembrá-la, “Respire. Respire”.

 

Ao tirar a camisa por causa do calor, os terapeutas viram muitas pequenas cicatrizes como queimaduras nos ombros e braços de Zorah. Eram cicatrizes antigas, mas óbvias, e algumas delas estavam inflamadas.

 

"O que aconteceu?", perguntou Annette. A mãe disse que não sabia como explicar a ela e que Annette não entenderia. Depois de um tempo ela disse que tinha levado a filha a um médico especial aos 4 anos de idade e que ele tinha "tratado" um lado de seu corpo com varas quentes na tentativa de curá-la. A mãe disse que era para assustar Jinn - espíritos ruins que poderiam ser os causadores da doença na criança.

 

Elisabeth disse que isso foi esclarecedor para ela, pois nunca havia visto ou ouvido falar de tal "cura".

 

A mãe, obviamente, tinha um grande amor por sua filha e mesmo assim estava disposta a sujeitá-la a dor na esperança de curá-la. Os visitantes ficaram chocados com as cicatrizes e com a dor que a garotinha deve ter sentido quando as queimaduras foram causadas.

 

Eles ficaram imaginando se isso era apenas um costume porque a família era do campo ou se era algo mais difundido. Mais do que qualquer outra coisa o ato demonstrou o desespero da família em querer que sua filha estivesse bem.

 

Por favor, ore por Elisabeth e Annette e por outros terapeutas cristãos como elas no Norte da África, para que possam demonstrar às famílias de crianças com necessidades especiais que há esperança. Ore para que eles tenham a oportunidade de falar a verdade bíblica na vida dessas famílias.

 

*Nomes alterados por questões de segurança.

 

Texto original aqui.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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