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Encontrando suas vozes

November 6, 2017

Por Jessica Alyea

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão de Jéssica Ferri

 

Jessica Alyea (EUA) juntou-se à OM Hungria em 2016 como facilitadora de comunicação em campo, além de auxiliar no ministério do esporte e nas atividades juvenis. Aqui ela compartilha sua visão sobre as crianças transformadas durante uma semana de acampamento de trabalhos teatrais no verão de 2017.

 

No final da semana eu estava exausta. Minha voz estava rangendo como uma velha bicicleta enferrujada. O acampamento de trabalhos teatrais durou sete dias, nove horas por dia no calor de julho. Mas, como as 24 crianças húngaras de nove a 16 anos fariam sua première ao final de um musical que tinham aprendido - em inglês - em apenas uma semana, eu abracei aquele dia de maneira orgulhosa por todos eles.

 

Minha colega OMer, Rebecca Lingenhoel, que atua como professora de música na escola cristã internacional perto do nosso escritório da OM na Hungria, liderou esse acampamento de verão em parceria com a escola. Tendo passado os últimos 25 anos em serviço com a OM na Hungria, Rebecca sabe o que falar para a juventude húngara e tem uma paixão por ir até às famílias da comunidade. Ela já realizou esse acampamento de trabalhos teatrais algumas vezes antes, como sendo uma oportunidade para os alunos praticarem seu inglês e tentar algo diferente, então fiquei empolgada quando ela me perguntou se eu poderia ajudar com a apresentação de 35 minutos, em uma versão simplificada de Aladdin Kids, da Disney.

 

Ilumine a cultura educacional da Hungria e você ainda encontrará sombras de abordagens comunistas e vergonhosas para a aprendizagem, com memorização muito rígida e um foco estreito de atividades. A maioria das crianças húngaras não tem a chance de realizar algo assim, a menos que elas frequentem uma escola de música ou teatro. E confiança é algo que, pelo que eu vivenciei em um ano no país, as crianças húngaras geralmente não têm.

 

Mas dê-lhes a oportunidade de cantar no palco, realizar danças e saltos coreografados, gerenciar adereços e a cortina ou criar um logotipo artístico para o show - tudo em sua segunda língua - e essas crianças se levantam para a ocasião. Com algum encorajamento, elas acham suas vozes.

 

Havia um menino chamado Jacint, que na segunda-feira disse que não gostava e que não queria aprender a coreografia ou a música, mas em função da apresentação para familiares e amigos que haveria no sábado, estava fazendo uma dança legal em um pequeno grupo usando lâmpadas negras. Também havia Domi, que na quarta-feira quis sair, mas voltou a encontrar entusiasmo depois de encontrar alegria no gerenciamento do palco. Nós constantemente precisávamos manter um olho em Tibi, que gostava muito de conversar com seus colegas, mas devido à bela voz para cânticos, cantou em um solo durante a apresentação.

 

A semana foi um turbilhão de jogos de alta energia, caracterização de pateta e exercícios vocais, números musicais animados e fantasias de cores vivas que concluíram com a satisfação do grupo em ver algo do começo ao fim. A timidez e a insegurança foram superadas. As famílias foram reunidas para ver talentos descobertos e exibidos pela primeira vez. Nós compartilhamos testemunhos e orações com o grupo, mas, principalmente, tivemos a chance de compartilhar o prazer de Deus ver Seus filhos usarem os dons que Ele lhes deu.

 

Você tem paixão pelas artes ou pelas comunicações? Contate comunicacao.br@om.org sobre como ajudar com um acampamento de teatro ou uma turnê de concertos cristã no verão de 2018!

 

Texto original aqui.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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