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Trabalhando juntos no Reino Unido

November 4, 2017

Por Kris Johnstone

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisado por Jéssica Ferri

 

 

O editor global da OM no Reino Unido, Kris Johnstone, conversa com Andrew Berry, recém-nomeado diretor de Evangelização da OM no Reino Unido, sobre as oportunidades que existem entre as comunidades menos alcançadas nas ilhas britânicas.

 

Kris: Conte-nos sobre o seu testemunho.

 

Andrew: Como muitos baby boomers da minha geração, crescendo nos anos 70 e 80, o cristianismo não era muito relevante para mim pessoalmente. Mesmo eu tendo frequentado a igreja regularmente, foi conhecendo pessoas apaixonadas por Jesus e tornando Ele conhecido que criei meu comprometimento.

 

Depois de dois anos com a OM na Bélgica, onde conheci minha esposa Marcia, fui ordenado como pastor. Eu ministrei nos Estados Unidos por 17 anos antes de retornar à Europa como pastor de uma igreja internacional na França, no início dos anos 2000, onde também fui envolvido em iniciar uma igreja local.

 

Kris: Qual é o seu papel dentro da OM no Reino Unido e em que isso implica?

 

Andrew: Ano passado, quando a OM no Reino Unido e a OM Lifehope se fundiram em um único ministério, o diretor da OM Reino Unido, Matthew Skirton, me convidou para dirigir ministérios de evangelismo em todo o país. Isso coincidiu com o desenvolvimento de uma nova declaração de missão internacional: "Queremos ver comunidades vibrantes de seguidores de Jesus entre os menos alcançados", o que nos permitiu uma oportunidade para refinar o foco do ministério da OM aqui no Reino Unido. Na prática, isso significa que eu supervisiono, dirijo e apoio equipes que trabalham entre minorias étnicas como somalis, turcos, paquistaneses, sírios e chineses.

 

Kris: Como é o ministério no Reino Unido?

 

Andrew: O ministério da OM no Reino Unido não é uma novidade e, na verdade, já tem como foco alcançar esses grupos de pessoas desde os últimos 60 anos.

 

A diferença é que agora estamos mais focados em ver esses povos, não apenas encontrando Cristo, mas tornando-se parte de uma igreja local a qual pode reproduzir e continuar o trabalho de evangelismo, discipulando e treinando a liderança entre as segundas e terceiras gerações. O que é realmente encorajador é que entre as igrejas multiculturais e as igrejas étnicas existe o desejo de alcançar não apenas a sua cultura, mas também os que vivem a sua volta, independentemente da sua formação.

 

Kris: Muitas missões não reconhecem a Europa e, certamente, não o Reino Unido, como sendo menos alcançadas. Isso é similar para a OM?

 

Andrew: Estamos vivendo em um período maravilhoso na história do Reino Unido. Mesmo com o grande número de igrejas envolvidas, ainda existem comunidades que não possuem uma vibrante comunhão entre eles que relevantemente proclamem as boas novas.

 

Isso pode ser pelo fato de estarem isolados pelo idioma (ou seja, o evangelho não está sendo apresentado à comunidade em sua língua materna). Eles podem estar isolados de forma cultural, étnica e, talvez, em alguns casos, geograficamente. A OM traz uma grande experiência em missões interculturais e essa é a área em que a OM pode preparar a igreja britânica de forma exclusiva ao expandir seu alcance.

 

Kris: Como você imagina que o ministério no Reino Unido estará em cinco anos?

 

Andrew: Dentro de cinco anos eu poderia imaginar que teríamos indivíduos e equipes nas principais cidades urbanas do Reino Unido - onde os menos alcançados estão vivendo - que estão se associando com os outros para evangelizar, discípular e treinar líderes para que possamos ver crentes cultivando discípulos, trabalhadores, missionários e até igrejas.

 

Kris: O que será necessário para nós [a Igreja] chegarmos lá?

 

Andrew: Serão necessários indivíduos dispostos a serem treinados e enviados, que tenham paixão para alcançar culturas e línguas para apresentar efetivamente o evangelho. Neste momento temos equipes em Londres e Birmingham. Eu acho que logo poderemos ver as equipes crescerem em Cardiff, Glasgow e Manchester.

 

Aqueles que têm habilidades nas artes, música e esportes, bem como missionários para crianças, podem desempenhar um papel importante nos ajudando. A capacidade de evangelizar, discipular e treinar líderes são um presente exclusivo - independentemente da abordagem que tomamos.

 

Kris: o que a Igreja pode fazer para se envolver?

 

Andrew: Eu acredito que precisamos continuar ouvindo e explorando ideias de parceria com a igreja local, com indivíduos e com as outras organizações que já estão fazendo um ótimo trabalho. As igrejas locais podem se associar conosco enviando pessoas para aprender, crescer e servir através do nosso programa de Treinamento de Discipulado das Missões do Reino Unido.

 

Provavelmente o desafio mais difícil é que, tradicionalmente, para a OM no Reino Unido, são outras nações que nos enviam trabalhadores. Agora precisamos que a igreja britânica comece a responder ao campo missionário que chegou ao Reino Unido. Se pudermos alcançá-los, acredito que, por sua vez, eles enviarão uma nova geração para o resto do mundo.

 

Ore pelas novas oportunidades que a igreja tem para se associar aos ministérios da OM em todo o Reino Unido.

 

Texto original aqui.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração, em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

 

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