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Após o furacão, Esperança

November 3, 2017

Por Julie Knox

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão de Jéssica Ferri

 

Os membros da tripulação do Logos Hope se juntaram a organização de auxílio cristã Samaritan's Purse para ajudar as vítimas do furacão Irma na ilha caribenha de Barbuda.

 

A comunidade no navio, formada por voluntários enérgicos de todo o mundo, encorajou a equipe de respostas e assistência à desastres enviada à ilha pela Samaritan's Purse. A agência de ajuda humanitária baseada nos EUA é a única organização que atualmente trabalha em Barbuda, apoiando os residentes quando eles começaram a retornar às propriedades e reconstruir suas vidas.

 

Os telhados da maioria dos edifícios da ilha voaram e muitas casas foram completamente destruídas quando o furacão Irma antingiu a menor nação das duas ilhas Antígua e Barbuda. Todos os 1.800 barbudans foram transferidos para Antígua como consequência da destruição. Todos sobreviveram, menos um menino de dois anos arrancado dos braços de sua madrinha pelo vendaval, que atingiu 185 milhas por hora no seu auge. Os ilhéus lamentam a tragédia, e expressam alívio pelas vidas que foram poupadas em uma tempestade que causou um dano tão catastrófico.

 

"Minha linda ilha foi despedaçada como se uma bomba fosse jogada no meio dela", disse Devon Desouza, um funcionário do hospital local. "Mas estamos muito agradecidos pelo fato de a Samaritan's Purse e o Logos Hope se aproximarem e nos ajudarem mostrando que há pessoas que ainda se importam e querem nos ajudar da maneira que puderem".

 

 

Um total de 150 membros da tripulação juntou-se às equipes de socorro que se deslocaram de Antígua em vôos de transporte diários administrados pela Mission Aviation Fellowship (MAF) ou pelo avião de carga da Samaritan's Purse, que também ofereceu ajuda a Dominica e Porto Rico. Como a infraestrutura em Barbuda não estava funcionando, a Samaritan's Purse distribuiu pequenos geradores para as famílias e forneceu um sistema de filtragem de água - a única fonte de água potável da ilha.

 

Os voluntários do Logos Hope juntaram suas habilidades elétricas e de carpintaria com a dedicação para reforçar as casas e torná-las impermeáveis. Também se dispuseram a limpar os detritos das propriedades com seus corações abertos para ouvir os barbudans que buscavam os poucos pertences que podiam encontrar entre os destroços. Todos juntos se esforçando para começar a recuperar as vidas deles.

 

 

Uma dessas residentes é Joyann, uma professora que chorou enquanto descrevia a situação, em um canto com sua filha de três anos, seu namorado e seu pai idoso. Quando seu telhado foi arrancado, eles tentaram se proteger sob um casaco pesado e um pedaço de tábua. Ela olhou para o céu aterrorizada enquando a chuva caia e sua garotinha gritava ao vento. Quando o olho do furacão concedeu um breve período de repouso, eles atravessaram a cerca retorcida e foram em busca de um edifício mais robusto. Joyann carregava sua filha enquanto seu namorado carregava seu pai de 80 anos nas costas.

 

Shiraz Hopkins, conta que oito membros de uma família ficaram abrigados em um banheiro na casa de sua sogra:

 

"Essa é a área mais forte da casa. Eu estava fechando a porta e ouvimos todos os tipos de sons: o vento e as ondas agonizavam, os destroços voavam e batiam na casa. Todos nós mantivemos as mãos juntas e oramos, pedindo a Deus que tivesse piedade de nós. Começamos a cantar músicas, regozijando-nos, porque sentimos uma paz que nos dizia que tudo iria acabar bem. A maioria das tábuas de compensado do telhado foi levantada e muita água estava entrando. Eu pensei que deveríamos sair da casa. Enquanto cantávamos e louvávamos, algo me disse: 'OK, é hora de ir', e quando abrimos a porta, havia uma calmaria. Esse foi o olho do furacão - o melhor momento para se mudar".

 

 

Shiraz se refugiou em sua igreja, um prédio de dois andares com concreto entre o chão e os primeiros andares. Lá ele incentivou seus vizinhos - incluindo Joyann - a louvar a Deus enquanto a segunda metade da tempestade varria a ilha.

 

Os detritos através da ilha eram itens pessoais. Uma guitarra na grama; um aquário esmagado, sua água desapareceu e suas pedras espalhadas. Paredes descascadas revelavam salas expostas em desordem. Roupas de cama e páginas da Bíblia voavam na brisa. A roupa úmida estava emaranhada em postes de madeira redondos em jardins. Chapas de metal torcidas estavam presas em árvores. A maioria dos carros tinha os para-brisas rachados. Alguns foram deixados ao lado. Uma chave reluzia na rua empoeirada e ninguém sabia onde estava a porta em que se encaixa. Os animais que sobreviveram da fazenda vagavam selvagens.

 

Não é a primeira vez que um tripulante do Logos Hope viu uma destruição generalizada. Johanna Silva (Sri Lanka) e sua família ajudaram as pessoas após o Tsunami que matou 150 mil pessoas em seu país em 2004. "Chegando em Barbuda não esperava que a devastação fosse dessa magnitude", disse Johanna, enquanto estava em uma rua cheia de entulho. "Tudo o que eles tinham se foi em um piscar de olhos. É de partir o coração. Fiquei sobrecarregada no início, mas é tão encorajador trabalhar com uma equipe trabalhadora para fazer diferença em uma comunidade que realmente precisa disso".

 

Um dos eletricistas do Logos Hope, Timo Eschbach (Áustria), ofereceu suas habilidades práticas para ajudar os barbudans, bem como encorajá-los em sua fé. "Eu sei que estamos aqui em um país cristão e as pessoas conhecem Jesus", disse Timo, "Mas pode ser em momentos assim que as pessoas perdem a fé. Podemos dizer: ‘Há um Deus e Ele nos enviou para ajudá-lo’. Então, estou muito feliz por estar aqui para trazer esperança a essas pessoas”.

 

Para a Samaritan’s Purse, a parceria com o Logos Hope foi uma benção e um aumento de moral, de acordo com Mark Langham, o coordenador da área. "As equipes foram incríveis", disse ele. "Eles trabalharam incansavelmente, tiveram atitudes incríveis, trouxeram alegria e emoção que nos revigoravam todos os dias. Para mim, esse é o Corpo de Cristo, servindo aos outros e não esperando nada em troca - e também é uma imagem tão bonita da Igreja em geral, com tantos países sendo representados".

 

Estima-se que a reconstrução de Barbuda levará pelo menos dois anos. A Samaritan's Purse está estabelecendo presença permanente na ilha para ajudar. O Logos Hope realizou um evento especial a bordo do navio no porto de St. John's, Antígua, para os barbudans deslocados. A voz de Shiraz Hopkins era uma das mais altas enquanto ele continuava cantando e louvando a Deus, grato por tudo o que foi feito por sua família e sua comunidade. "Eu não posso agradecer o suficiente ao Todo-Poderoso pela Samaritan’s Purse", sorriu Shiraz. "Bens materiais podemos substituir, e eles serão substituídos. Vemos que Deus já enviou o Logos Hope e a Samaritan's Purse, e Ele enviará outros, então apenas agradecemos a Deus por sua generosidade. Ele levantará Barbuda novamente."

 

Visite www.om.org.br/contribua e doe para o Caribbean Relief Work.

 

Texto original aqui.

 

O ministério de Navios tem hoje 19 brasileiros atuando.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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