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Um gostinho de missões

September 30, 2017

Por Nicole James

Tradução de Tayza Garcia

Revisado por Jéssica Ferri

 

"As pessoas dizem que as viagens de missões são como férias. Você vai para outro país explorar lugares e se divertir... Eles realmente não entendem o que é um missionário", afirma Débora Gonçalves, servindo em no ministério Global Challenge, responsável por missões de curto prazo na OM Brasil.

 

Embora muitas viagens de missões de curto prazo envolvam ir a um outro país e muitas vezes ocorram durante as férias escolares ou do trabalho, o objetivo não é que os participantes se divirtam, por si só. Em vez disso, é “um gostinho de missões", descreveu Débora. "Você pode descobrir que tem um chamado para aquele lugar ou pode mobilizar sua igreja quando você voltar".

 

 

Várias missões de curto prazo

 

A missionária Cynthia Hansen, que atua no ministério de finanças da OM no Brasil, teve sua primeira experiência com missões em uma viagem de curta duração para a Guatemala com a OM. Ela passou seu tempo compartilhando o evangelho nas escolas e nas comunidades pobres, apoiando o evangelismo com médicos, organizando suprimentos e distribuindo sapatos doados para crianças que precisavam.

 

"Depois que eu voltei da primeira viagem, eu estava certa de que [missões] era o que Deus tinha para mim", disse Cynthia. "Gostava do meu trabalho, mas depois da minha experiência em missões, não via o significado de trabalhar lá".

 

A mãe de Cynthia, no entanto, não queria que ela realizasse missões em tempo integral. Em vez disso, ela a aconselhou a terminar a universidade, comprar um carro e comprar uma casa. Obediente, Cynthia fez o que sua mãe pediu. Ela também continuou a fazer viagens de missões de curto prazo durante suas férias - duas vezes para a Guatemala e uma vez para a Bolívia.

 

Até que decidiu parar de trabalhar completamente e usar o pagamento de indenização de seu trabalho para financiar seu treinamento de missões na OM Brasil. Cynthia esperava servir no exterior, mas sem apoio financeiro, ela, em vez disso, aplicou suas habilidades no escritório da OM em São José dos Campos.

 

Segundo ela, viagens de curta duração transformam a percepção de uma pessoa. "Mudam o que você sente sobre missões, como você entende missões. Mesmo que você não comece a fazer missões [de longo prazo] de imediato, você não é a mesma. Você se sente muito motivada para mobilizar a igreja... há oportunidades para se envolver, mesmo não sendo missionária em tempo integral", disse ela.

 

 

Espalhando emoção em casa

 

A coisa mais emocionante sobre missões de curto prazo é ver "os jovens se envolverem e também entenderem sua vocação para fazer parte de missões", diz Simone Aragão, outro membro da equipe de coordenação de viagens de curto prazo da OM no Brasil. "Estou realmente certa de que Deus pode falar com eles na viagem. Às vezes, eles não querem voltar para o campo em tempo integral, mas eles realmente desejam motivar a igreja a se envolver".

 

Para as igrejas, os participantes da viagem de missões de curta duração trazem a ideia de missões para mais perto de casa. Geralmente, quando as igrejas ouvem sobre missionários, estão "longe de sua vida diária", explicou Débora. Quando os participantes de curto prazo retornam para casa, no entanto, as igrejas podem ver os resultados ali à sua frente.

 

Lukas, um pastor da juventude, viajou para a Sérvia em uma viagem de missões de curto prazo em dezembro de 2016. Um mês depois, ele enviou um e-mail para Débora. "Eu preciso de uma viagem para alguns adolescentes na minha igreja", ele anunciou. "Quando voltei para minha igreja e falei sobre o que fiz, minha igreja ficou louca... Meus adolescentes também querem ter essa experiência!"

 

 

Projeto Balcãs

 

Em 2016, a OM no Brasil enviou cerca de 40 participantes em viagens de missões de curto prazo. Em 2017, eles lançaram o projeto dos Balcãs, projetado para enviar jovens da América Latina em uma viagem de oito meses para um dos sete países estratégicos.

 

Gisele Pereira, que passou nove anos na Bósnia, afirmou a adequação dos brasileiros para servir nos Balcãs. "É uma cultura calorosa. Eles adoram falar e estar juntos o tempo todo... Somos muito parecidos”, descreveu.

 

Apesar do desafio da comunicação no primeiro ano (Gisele usava dois dicionários: inglês-bósnio e inglês-português para conversar com a anfitriã), Gisele viu Deus responder suas orações pelos bósnios.

 

Uma vez, depois que sua anfitriã ficou violentamente doente após ter comido por engano algo estragado, Gisele ofereceu remédios leves de estômago do Brasil e orou pela senhora. Dez minutos depois, a mulher melhorou drasticamente.

 

"Uau, esse medicamento foi incrível! Você pode pedir aos seus amigos no Brasil que me enviem esse medicamento?", perguntou a anfitriã.

 

"Foi muito difícil explicar para ela, mas tentei [dizer a ela] que orei, porque este medicamento não era nada", lembrou Gisele.

 

"Uau, seu Deus é um Deus muito forte", respondeu a mulher.

 

A equipe de curto prazo espera usar o Projeto Balcãs para mobilizar brasileiros e jovens de toda a América Latina. "Eles são muito semelhantes a nós, e queremos que mais da nossa gente vá para lá", afirmou Gisele. "Temos um grande potencial para alcançá-los".

 

Ore para que a equipe de curto prazo da OM Brasil se conecte com pessoas interessadas ​​em missões. Ore para que os participantes de missões de curto prazo em toda a América Latina retornem aos campos com possibilidade de atuar integralmente e motivem suas igrejas para um maior envolvimento em missões internacionais.

 

Texto original aqui.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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