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Um lugar para desembarcar

September 1, 2017

Por Jessica Alyea

Tradução de Elizane Mozer

Revisado por Jéssica Ferri 

 

O missionário da OM Frans fala para os amigos e membros da equipe, incluindo Marcel, outro missionário da OM, na celebração de abertura do Centro Comunitário DOCK, na Hungria.

 

Há cerca de 7 anos, o Holandês Marcel Buchner estava sentado em seu escritório na cidade de Tata, na Hungria. Ele e sua esposa Lea, de nacionalidade húngara, já estavam trabalhando para ajudar pessoas pobres através da distribuição de comida e roupas. Ele tinha ajudantes temporários que os visitavam no verão. Mas algo estava faltando.

 

“Nós realmente não temos um objetivo de onde ir”, ele diz. “Nós estamos fazendo apenas um pouco disso, um pouco daquilo. Eu pensei: o que eu devo fazer? Eu fui à igreja e comecei a orar. E então, não houve relâmpagos, não houve trovão, mas depois, quando voltei ao escritório, me veio essa visão: um lugar onde as pessoas podem chegar, um lugar seguro para estarem junto com outras pessoas e onde eles possam contar suas histórias".

 

Foi assim que começou o sonho dos trabalhadores da OM de abrir um centro comunitário em Tata. Em março deste ano, a visão tornou-se uma realidade quando o centro DOCK abriu suas portas para pessoas de todas as idades que procuram um lugar de segurança, conexão e encorajamento.

 

"Uma doca é um lugar onde se guarda um navio que vem do mar para ser retirado da água e reparado", diz Frans Van Aken, outro membro da equipe de Tata. "O navio pode descansar em certo sentido e ser preparado para voltar ao mar novamente. Também queremos ser um lugar como esse, aonde as pessoas podem vir e ser reparadas, descansar e criar relacionamentos uns com os outros. Se eles querem direção em suas vidas, como cristãos, sabemos para quem apontar".

 

 

Ondas de desafios

 

Na parede da sala principal do centro há uma pintura colorida de um farol, criada por um adolescente talentoso que frequenta o local. A obra de arte parece simbólica, não só em relação ao propósito do centro de fornecer orientação e ajuda aos outros, mas também com relação à jornada da equipe OM em Tata, que passou por várias tempestades antes de finalmente encontrar águas mais tranquilas.

 

Primeiro vieram anos de espera. Com apenas a família de Marcel e Lea em Tata, no início. Não havia pessoas suficientes para começar a fazer a visão se tornar uma realidade. Foi apenas em 2015, quando a equipe aumentou para seis pessoas, que o trabalho sério no projeto pode começar.

 

Em seguida, começaram a procura por um prédio. Alguns membros da equipe estavam caminhando pela rua quando chegaram às instalações atuais do DOCK, que estava em ruínas na época.

 

“Este lugar é terrível, mas há algo que podemos fazer com isso”, Marcel se lembra de ter dito. A equipe começou a trabalhar com o objetivo de inaugurar em alguns meses. Mas os meses se estenderam para um ano e meio.

 

"Nós começamos, mas satanás realmente não gostou do nosso plano", diz Marcel. "Então tivemos muitas lutas, lutas para a construção, que durou meses, e também problemas de relacionamento com mal-entendidos, doenças, etc."

 

As paredes tinham que ser rebocadas. A cozinha tinha que ser transferida para baixo. Um banheiro tinha que ser mudado e um novo esgoto tinha que ser colocado - uma tarefa aparentemente direta que se tornou um pesadelo no sentido estrutural e legal.

 

"O esgoto foi o maior drama, porque as pessoas que contratamos para isso fizeram um trabalho horrível", diz Frans. "Em um ponto em que estávamos no porão, tentando consertar tubulações de esgoto mal colocadas, de repente havia água do banheiro dos vizinhos inundando tudo por causa do jeito errado com que os tubos estavam conectados. Essa foi a pior coisa. Tivemos que limpar, sentimos como se aquilo nunca fosse terminar. Muita coisa aconteceu e as coisas não estavam dando certo. Foi realmente difícil até mesmo continuar focado acreditando que aquilo daria certo, que na verdade aconteceria um dia".

 

Mas a equipe perseverou, recobrando o ânimo quando algumas bênçãos vieram à tona. Em um momento, um presente inesperado de US $1.000, doado por uma igreja, permitiu que a equipe continuasse trabalhando quando as finanças estavam baixas. Pouco a pouco, decisão por decisão, oração por oração, as coisas foram acontecendo.

 

"Agora é tempo de não olharmos para trás, apenas seguir adiante e esquecer o que passou", diz Frans.

 

 

O farol no final do túnel!

 

Em 17 de março de 2017, o centro abriu oficialmente suas portas. Paredes brancas e nítidas, luz natural e música animada receberam alunos, membros da equipe e a comunidade para celebrar. Todos estavam alegres e distribuíam sorrisos, enquanto os adolescentes pegavam lanches e desafiavam-se uns aos outros na mesa de pebolim, nos dardos ou no PlayStation. Os adultos tomavam café e conversavam ou oravam. O lugar se enchia de esperança. Um bebê rindo chamou a atenção de todos. A esposa de Frans, Eszter, falava sobre seu entusiasmo com relação ao centro e aqueles que participariam.

 

"Há muitas famílias desestruturadas nesta área", diz ela. "Nós conhecemos muitos jovens que estão enfrentando problemas em casa, seus pais não têm tempo para eles ou são divorciados, eles têm muitos traumas e dores da infância. Esperamos que eles venham aqui e vejam um exemplo positivo de como os adultos podem ser, esperamos que eles também vejam Deus em nós”.

 

Atualmente, o Centro Comunitário DOCK está aberto as terças e quintas-feiras à tarde para jovens de 12 a 18 anos, que podem desfrutar da comida e terem um tempo de lazer. Mas a equipe da OM espera eventualmente realizar também programas para adultos nos dias de semana pela manhã e para jovens no horário da tarde.

 

"Hoje é realmente especial", diz Eszter. "Parecia que isso nunca aconteceria e agora finalmente estamos aqui. É tão bom! Estou ansiosa para as pessoas virem, então poderemos influenciá-las mostrando a luz de Deus para elas. É entusiasmante!"

 

A altura de Marcel permite que ele seja identificado com facilidade em meio à multidão. Hoje, sua atitude imponente, mas gentil, é acompanhada por alegria e alívio.

 

"É o fim de uma estação”, diz ele. "Estamos entrando em uma nova estação agora. É um pouco assustador, mas também entusiasmante. Então estou realmente feliz de estar aqui para começarmos".

 

Por favor, ore para que o Senhor traga as pessoas ao centro, tanto para servir quanto para serem servidas. Orem por Frans, que assumiu a liderança do centro de Marcel em junho e por sabedoria para a equipe em dar os próximos passos para estabelecer programas relevantes.

 

Texto original aqui.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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