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De ônibus, bicicleta ou barco: OM faz do Novo Testamento o best-seler no.1 em Bengali

Por OM Bangladesh Communications

Tradução de Alcineia Rocha

Revisado por Jéssica Ferri

 

 

 "Nós costumávamos afirmar que tínhamos o terceiro navio da OM", disse Andrew*, que serviu a bordo do barco da literatura da OM por 10 dias e em Bangladesh desde que o ministério da OM começou em 1972. Estes barcos de fibra de vidro de 5,6 metros tinham um abrigo no topo e levavam de quatro a cinco pessoas. Abaixo do convés de madeira, havia uma área de estocagem para suprimentos, roupas e toda a literatura do evangelho Bengali disponível. As equipes poderiam levar até dois meses distribuindo a literatura pelos rios, antes de voltar para o escritório da OM para um seminário de estudo.


"Antes disso, foi colocaca em ação pelos engenheiros do navio Logos uma ignição maior", lembrou Andrew. "No entanto, era grande o suficiente para exigir marinheiros qualificados para operá-lo. Uma vez que não conseguimos esse pessoal, teve que ser vendido.” Logos visitou Bangladesh mais de uma vez no início da década de 1970, e o escritório da OM começou a trabalhar oficialmente em 1972, depois da independência do país do Paquistão.

 


Fazendo a Bíblia acessível

 

Bangladesh tem mais de 700 rios, abrangendo mais de 24 mil quilômetros no total. Milhares de aldeias rurais ainda não foram alcançadas pelo evangelho e possuem acesso apenas por barco. Ter um barco de literatura do evangelho era um meio criativo e prático com o qual a OM costumava levar a mensagem de Jesus para milhões de pessoas, que de outra forma, seriam inalcançáveis.

 

As equipes venderam literatura cristã no mercado e de porta em porta. Era importante que a literatura tivesse valor monetário, embora acessível, para que fosse vendida para comerciantes de papel locais. "Os cristãos locais disseram que não era possível vender livros", conta Andrew. Quando a OM foi com sua primeira equipe de Bangladesh para um grande centro comercial em Dhaka, "eles venderam de tudo o que tinham! A partir de então, as equipes da OM viajaram pelo país por meio de veículos, barcos e bicicletas distribuindo a literatura".

 

 

Um best-seller

 

Inicialmente, grande parte do ministério da OM em Bangladesh teve como foco principal alcançar os hindus. Entretanto, em 1976, quando dois homens de origem muçulmana encontraram a fé, e muitos mais mostraram receptividade ao evangelho, o ministério da OM mudou. As equipes de evangelismo iniciaram um esforço para distribuir o Novo Testamento Bengali e a literatura cristã entre a população predominantemente muçulmana.

 

Embora houvesse um grande interesse nos livros vendidos pelas equipes da OM, nem toda a literatura era adequada. "Os muçulmanos não gostavam de imagens em livros religiosos, e eles tinham seu próprio dialeto de bengali", disse Andrew. Desta forma, a OM mudou a literatura para torná-la mais atraente. "Essa distribuição generalizada da literatura, seguida por cursos de correspondência bíblica, semeou a semente e abriu o coração das pessoas. Vendo essa abertura, nos mudamos para ter equipes de plantação de igrejas”, explicou Andrew.

 

Em 1980, quando a Sociedade Bíblica de Bangladesh produziu o Novo Testamento, ou Injil, em seu dialeto muçulmano, a OM começou a distribuir em grande escala. Em 1987, cinco equipes de divulgação distribuíram a literatura cristã e o Novo Testamento sem parar em ônibus, bicicleta e barco por 15 anos. Cada ano escolhendo uma área diferente de Bangladesh para focar.

 

"Seja por ônibus, bicicleta ou barco, fomos motivados a levar a Palavra de Deus para aqueles que nunca ouviram falar de Jesus, compartilhando o evangelho em algumas das regiões não alcançadas", disse Paul*, que serviu em uma das primeiras equipes de divulgação da OM.

 

Em 1988, a equipe se deparou com um artigo em um jornal Kolkota, na Índia, sobre os livros Bengalis mais vendidos. Naquela época, eram vendidas cerca de 200 mil cópias. "Nós fizemos o Novo Testamento Bengali um best-seller número um, superando bem 200 mil cópias. Distribuímos mais Novos Testamentos e Escrituras naqueles anos do que nunca em Bengali”, afirmou Paul.

 

"Por vezes nossas equipes eram confrontadas por grupos hostis, mas geralmente as pessoas estavam entusiasmadas e gratas por finalmente obterem uma cópia do Novo Testamento ou da Bíblia inteira e lê-los", Paul relembrou. "Muitas vezes os líderes religiosos levavam uma cópia do Novo Testamento e, por respeito, colocavam em suas cabeças e beijavam, nos agradecendo por finalmente darmos a eles uma cópia".

 

É claro que Deus protegeu as equipes da OM ao longo do caminho. "Naqueles muitos anos de viagens de centenas de milhares de quilômetros ao redor do país, por estradas e rios, nunca experimentamos um único acidente grave. O barco afundou duas vezes, mas felizmente ninguém se machucou, e conseguimos puxar e restaurar o barco e continuar", disse Andrew.

 

As equipes da OM viram a provisão de Deus no enorme esforço de semeadura pelas equipes de divulgação ao longo de muitos anos nas bolsas locais estabelecidas em aldeias rurais. Os relatórios são de que agora existem mais de 100 mil crentes de origem muçulmana.

 

Esses primeiros esforços continuam a moldar o ministério da OM e fazem parte de sua visão para ver comunidades vibrantes de seguidores de Jesus entre os menos alcançados.

 

*Nomes alterados por motivos de segurança.

 

Texto original aqui.

 

A OM em Bangladesh conta com uma família de missionários brasileiros atuando.

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

 

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