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Alcançando os Refugiados

April 13, 2017

Por Nicole James

Tradução: Tayza Garcia

 

 

Perto de casa

 

A foto partiu seu coração. Embora a imagem de Aylan Kurdi, o garoto sírio de três anos que se afogou em 2 de setembro de 2015, tentando atravessar o mar Mediterrâneo da Turquia à Grécia, tenha corrido o mundo, para a missionária de longo prazo Annie*, a imagem foi ainda mais triste. As águas devolveram o corpo do menino em uma praia na Turquia, o país que morava.

 

"A vida na América, na África do Sul ou mesmo na Europa parece muito distante das necessidades práticas [dos refugiados]", pensou. Na Turquia, no entanto, a foto de Kurdi mostrou a condição das pessoas em sua própria cidade, como outro garoto da Síria que ela viu implorando na neve, usando apenas uma camiseta contra o frio.

 

"Muitos refugiados da Síria morrem no mar e morrem nas longas caminhadas que têm que fazer. Eles precisam de exposição na mídia para que isto seja visto, para que os corações das pessoas sejam quebrantados da maneira como o coração de Jesus foi quebrantado", explicou Annie.

 

Os refugiados também precisam de ajuda. Então Annie pediu a sua equipe na Turquia para responder à crise. Primeiro, eles se aproximaram da igreja.

 

"Nosso papel aqui é apoiar a igreja local", afirmou Phillip*, líder de campo da OM na Turquia. "Nosso pastor da igreja local não podia fazer muito sozinho, mas nossa equipe foi capaz de dizer sobre esta situação dos refugiados. Podemos ajudar a igreja com isso... Annie está muito empenhada. Ela se sente muito movida."

 

Phillip e Annie ouviram falar de outra igreja que tinha começado a fornecer caixas com itens de auxílio aos refugiados que registraram na cidade. Como os números aumentaram rapidamente, no início de dezembro de 2015, a igreja de Phillip e Annie se ofereceu para começar a parceria com esta igreja distribuindo 100 caixas uma vez por semana.

 

Cerca de metade da equipe de Annie começou o trabalho, junto com alguns turcos da igreja, dividindo o grupo em diferentes estações durante um turno de 4 horas. Alguns registravam os refugiados para confirmar sua presença na distribuição daquele dia; alguns cuidavam da distribuição de roupas de segunda mão, ajudando as pessoas a encontrar itens necessários; alguns entregavam as caixas com itens de auxílio para as pessoas que vinham buscá-las.

 

O idioma foi um problema – a equipe da OM equipe e os irmãos da igreja local falavam turco em vez de árabe. Annie pediu a uma amiga síria que ela conheceu na escola de línguas para ajudar a traduzir. "Ela também andou pelas ruas para encontrar refugiados sírios comigo. Isso foi realmente incrível ", lembrou Annie. "Eu quero ser capaz de perguntar-lhes como eles chegaram aqui, onde eles moram. Ela é a maneira com que eu falo com eles."

 

 

 

Software para servir

 

Realmente, de acordo com Craig*, um ancião da igreja turca que lidera a operação, o ministério existe para formar conexões pessoais e, eventualmente, plantar igrejas. "Nós entendemos o fazer algo sobre a crise de refugiados como parte do que significa plantar uma igreja", explicou. "Não é diretamente trazendo novas congregações à existência, mas é ajudando a igreja [turca] a fazer o que uma igreja deveria fazer, o que inclui responder a crises regionais como a crise de refugiados: atender às necessidades de seu próximo".

 

Ao examinar maneiras de atender as necessidades do refugiado e modelo de serviço prático para as igrejas turcas, Craig percebeu que ele precisava de um novo sistema. Assim, ele pediu a Keaton*, um estagiário de curta duração trabalhando para sua organização, para desenvolver um programa de software para distribuição de ajuda. Usando celulares, os voluntários podem tirar fotos dos refugiados e registrá-los sob um código QR único. Cada semana, os voluntários enviam mensagens de texto aos refugiados registrados, convidando-os a pegar uma caixa com itens de auxílio. Ao escanear os códigos QR na chegada, os voluntários verificam a identidade das pessoas que pedem ajuda.

 

O que começou em maio de 2015, como um pequeno ministério de duas igrejas locais rapidamente cresceu em um sistema contendo mais de 5.500 nomes de refugiados. Craig e Keaton obtiveram um prédio para o projeto de refugiados e começaram a supervisionar uma maior distribuição semanal de 500 caixas. O prédio antigo com escadas enroladas e tábuas de chão que rangia e borbulhava sob a constante atividade oferecia espaço suficiente para que a OM se juntasse como um distribuidor semanal, junto com uma terceira igreja.

 

"É encorajador ser capaz de ver as igrejas que desejam fazer parceria, vendo como o corpo de Cristo está se levantando", afirmou Keaton. "A igreja turca está crescendo e tantas etnias estão trabalhando juntas".

 

Combinados, os três grupos da igreja distribuem cerca de 700 caixas por semana, cada caixa no valor de US $ 10: são fornecidos arroz, macarrão, lentilhas, óleo, açúcar e chá suficiente para alimentar uma família de três por uma semana.

 

Além das caixas, o centro também tem um pequeno armário médico com pessoal capacitado por médicos voluntários, uma sala de oração, uma área de recreação infantil e um amplo material evangelístico à mão. Poucos meses depois do processo de distribuição, uma refugiada veio ao centro para receber comida e, por meio de um tradutor, mencionou que tinha um problema com as costas. Keaton perguntou se ele poderia orar por ela, e ela começou a chorar. "Você não está apenas cuidando das necessidades físicas, mas também espirituais", afirmou.

 

 

 

O que lembrar

 

Ao falar sobre os refugiados, Annie e Keaton enfatizaram a mesma coisa: os refugiados são pessoas. "A razão pela qual os refugiados são refugiados não é porque são terroristas; Eles estão fugindo do terrorismo", disse Keaton. "Precisamos ser luz e brilhar naquela escuridão."

 

"Foi uma revelação perceber que os refugiados são muito parecidos com você e eu", disse Annie. "Eles têm filhos da mesma forma que eu tenho. Seus filhos ficam doentes exatamente como o meu ficou doente esta semana."

 

Na Turquia, os refugiados não são apenas pessoas pegando caixas uma vez por semana, elas se tornaram parte da vida diária. Um dia, a esposa do líder de campo da OM da Turquia levou seus filhos para um parque nas proximidades. Enquanto as crianças estavam brincando, ela olhou ao redor e percebeu que cada família presente estava falando uma língua diferente, as pessoas no parque representando pelo menos quatro nacionalidades diferentes. Na Turquia, a presença de refugiados é óbvia.

 

No entanto, a responsabilidade de servi-los não depende exclusivamente daqueles que vivem na Turquia. Fazendo eco aos pensamentos de Annie sobre a distância entre a crise dos refugiados e a igreja global, Keaton desafiou todos os crentes a se envolverem: "Só porque está acontecendo do outro lado do mundo não significa que é algo do qual estamos separados. Qualquer um que queira ajudar pode ajudar."

 

 

 

Como ajudar

 

Você pode participar na satisfação das necessidades dos refugiados doando à OM Turquia. Entre em contato com a OM Brasil e informe que a doação é para a OM Turquia, para fundos em Resposta à Crise dos Refugiados. Você também pode orar pelas necessidades das pessoas deslocadas em todo o mundo. Por favor, ore para que a OM Turquia permaneça continuamente com o foco em Cristo enquanto procuram servir e dar frutos entre a comunidade de refugiados na Turquia. Ore para que Deus forneça as finanças e os voluntários para que este ministério continue.

 


Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar as pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

 

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