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Definindo mobilização

March 30, 2017

 

Por Shanti Bolt

Tradução: João Marcos Hansen

 

Shanti Bolt da Holanda se juntou à Equipe de Aventuras de três semanas da OM Chile com uma paixão por evangelismo, mas ficou desapontada quando o grupo começou a participar de um workshop atrás do outro em vez de sair para as ruas. Ela compartilha como sua própria paixão por missões começou e como ela finalmente entendeu a necessidade por mobilização.

 

Eu não tinha um motivo em particular para ter me inscrito nessa viagem missionária de curto-prazo; eu só estava com um tempo livre entre as matérias que estava cursando e estava buscando uma boa maneira de passar esse tempo. As pessoas dizem que quando se é jovem, é bom ter tempo para sua vida e para viajar pelo mundo, não é? Eu acho que gostava da ideia, mas não sabia por onde começar.

 

O que eu sabia era que eu sempre amei estar envolvida em missões. Quando era uma garotinha, meus pais me levavam em retiros da nossa igreja e me encorajavam a usar meus talentos e paixões em vários tipos de ministérios e projetos. Eu era muito grata pelos cristãos que investiram seu tempo para me discipular; eu podia simplesmente ver e aprender.

 

Ao longo dos anos eu desenvolvi um profundo desejo de me tornar uma devota “cristã 24/7”. Eu devia ter uns 11 anos de idade, mas já sabia que não queria me tornar uma “cristã-do-domingo-de-manhã”. Eu queria ser uma seguidora de Cristo todos os dias, o tempo todo.

 

Eu precisava me desafiar a fazer missões, não apenas pela maneira prática de cumprir o que cada cristão é chamado a fazer, mas também porque era um meio de ter intimidade profunda com Deus. Você aprende a confiar Nele, a simplesmente obedecer e conhecer o Seu coração. Eu quero que meu coração seja movido pelas mesmas coisas. Eu quero chorar pelas mesmas coisas. Quero pensar as mesmas coisas. Quero Ele liderando a missão e eu como sua trabalhadora verdadeiramente envolvida. Então, “Chile, aqui vou eu! ”, eu pensei.

 

Quando eu estava na Equipe Aventureira de três semanas no Chile, eu esperava que o programa tivesse bastante evangelismo nas ruas, mas ele não era tão focado nisso. Eu estava surpresa e talvez um pouco desapontada. Tivemos muitos seminários e workshops bem úteis sobre missões e evangelismo criativo, mas eu pensava: “Eu não estou aqui para falar de evangelismo. Estou aqui para evangelizar, certo? ”

 

Mesmo assim, eu gostei muito do programa e de conhecer cristãos do outro lado do mundo. As conexões pessoais que desenvolvi na Equipe Aventureira foram muito incríveis e enriquecedoras.

 

Então, depois de viajarmos quase mil quilômetros para o sul e servirmos em outra igreja, eu comecei a perceber que tinha me esquecido de algo muito importante. Como minha vida como cristã 24/7 começou? Eu fiz isso sozinha? Não, isso começou quando houve cristãos que me inspiraram quando eu tinha 5 anos de idade, que me educaram e motivaram e me mostraram o seu modo de servir. Ao me disciplinarem, eles investiram a longo prazo e multiplicaram seu trabalho e alcance.

 

Eu comecei a me conscientizar da beleza do método evangelístico da OM: você encoraja, educa e motiva os cristãos locais sobre missões e realiza uma campanha evangelística nas ruas junto deles. Você faz isso junto deles, para que quando você e sua equipe se forem, eles serão cristãos mobilizados deixados ali para assumir o trabalho. Eu nunca entendi o nome “Operação Mobilização” até entrar para essa Equipe Aventureira da OM Chile.

 

Mais tarde, pudemos compartilhar sobre nossa vida missionária com criancinhas. Eles estavam tão interessados e fizeram perguntas muito boas! “Como é ser um missionário? É difícil deixar seu lar e sua família? Os missionários são pobres? Que missão mais te inspirou? Qual era a sua idade quando a paixão de Deus e missões começou a crescer? ” E então eu percebi que eu tinha mais ou menos a idade deles quando minha paixão começou a crescer. Havia algumas crianças no grupo que queriam se tornar missionários.

 

Eu espero que Deus possa inspirá-los através de mim. Eu acredito que nosso Deus não é apenas alguém num livro de história, mas um Deus que era, que é e que há de vir. E eu realmente anseio pelo dia em que todos saberão disso.

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar as pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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