NOTÍCIAS

Pelas lindas rochas

March 8, 2017

Tradução: João Marcos Hansen

 

A primeira experiência do Pastor moçambicano Antonio Nipueda com a Operação Mobilização quase lhe custou as entranhas (ou pelo menos é assim que ele se lembra). Em 1995, determinado a servir com o Doulos por dois anos, Antonio embarcou na Cidade do Cabo, África do Sul, onde o navio estava atracado antes de sua jornada. Seguindo para o leste ao longo da costa, o navio encontrou as famosas águas turbulentas do Cabo da Boa Esperança - e, logo depois, um tufão - dando a Antonio uma primeira impressão bem rude.

 

“Meu estômago e meu fígado caíram por inteiro, ” Antonio brinca sobre o enjoo marítimo. “Eu decidi retornar [para terra]. ” Mas o departamento de recursos humanos lhe negou o retorno, afirmando que as águas turbulentas iriam passar. Como predito, durante a viagem de dez dias de Madagascar até a Índia, a navegação tranquila acalmou o coração de Antonio pelo resto do seu tempo a bordo do Doulos.

 

Em 1997, o tempo de Antonio a bordo do navio se encerrou na Austrália, mas seu trabalho com a OM estava apenas começando. Ao retornar para sua terra natal, Antonio começou a colaborar com o líder de campo da OM para desenvolver estratégias de missões em Moçambique. Durante a Guerra Civil Moçambicana que durou até 1992, a OM concentrou seus esforços em missões através de auxílio - providenciando comida e abrigo para os refugiados. Nos anos seguintes, o líder de campo da OM Moçambique nesta época, Raymond Robyn, mudou seu foco para estabelecer um treinamento missionário no norte de Moçambique. Antonio partilhava voluntariamente da visão de Robyn para plantação de igrejas - uma visão que levou Antonio e sua equipe para a vila de Mecula.

 

A equipe precisou de cinco dias para chegar a Mecula devido à falta de estradas.

 

“Foi preciso usar nossos facões para cortar árvores para fazer uma ponte a fim de atravessarmos um rio, ” Antonio se lembra. No ano 2000, quando a equipe de Antonio viajou para o norte, o vilarejo de Mecula tinha apenas uma casa de alvenaria. O restante da vila não passava de conjuntos de cabanas de pau-a-pique.

 

O vilarejo existia isolado do mundo civilizado - mesmo não estando livre das influências islâmicas já que vários imãs residiam na área.

 

A equipe da OM recebeu abrigo numa base militar próxima, mas Antonio pediu que os agentes do governo providenciassem outro local devido a ameaça de minas terrestres dos rebeldes. Eles foram levados para um vilarejo próximo ao Rio Lugenda a 10 quilômetros a leste de Musoma. Numa mesquita construída às margens do rio, o Imã local encarregou os outros líderes muçulmanos de cuidarem dos OMers; Antonio, sua família e a equipe da OM foram guiados a uma reserva natural local - Antonio viu imediatamente que era um “local de muitas lindas rochas, ” mas contendo um segredo sombrio: a equipe da OM ouviu relatos de atividades demoníacas ali, levando os nativos a fugirem a medida que o número de mortes na comunidade continuava a crescer.

 

Os Imãs pediram que Antonio e sua equipe orassem pela área para combater o mal que eles não puderam derrotar. O grupo aceitou, orando pelas pedras para que a glória de Deus se revelasse ali.

 

“Do ano 2000 até hoje, ninguém mais morreu ali, ” diz Antonio. “As moças podem lavar suas roupas, as crianças podem nadar, os pescadores podem pescar. ” No rio, próximo das lindas rochas, antes um local de medo e trevas, agora a OM Moçambique compartilha o evangelho da paz uma vez que os muçulmanos locais pediram para que Antonio lhes apresentasse o Deus poderoso que pode derrotar demônios.

 

“Eu não posso lhes mostrar com seus olhos cegos, ” Antonio falou aos locais. “Vocês precisam ter olhos espirituais para ver este Deus. ”

 

Até hoje, a igreja de Antonio em Mecula está crescendo em meio aos muçulmanos a medida que estes encontram Jesus com seus olhos espirituais.

 

Por favor, orem por Antonio e sua equipe que buscam descobrir maneiras de ajudar os nativos a cultivar comida. No momento todas as tentativas de cultivar plantações são arruinadas pelos animais selvagens e os aldeões não tem como proteger sua comida deles. Orem por recursos para garantir uma produção sustentável de comida.

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar as pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

Compartilhar
Compartilhar
Curtir
Please reload

Notícias em destaque

Lutando contra a pobreza do conhecimento bíblico

May 31, 2019

1/7
Please reload

Notícias recentes

October 30, 2019