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Justiça para Refugiados

February 26, 2017

Por Nicole James

Tradução: Tayza Garcia

 

“...e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8)

 

Os primeiros missionários da OM tinham como foco o evangelismo. À medida que se espalhavam por todo o mundo,

 

porém, eles encontraram situações que exigiam algo mais. Hoje, os missionários oferecem ajuda prática a todas as pessoas - independentemente de sua origem religiosa - garantindo que aqueles que recebem ajuda tenham a oportunidade de ouvir sobre Jesus e o caminho para se tornarem parte de uma vibrante comunidade de seguidores de Jesus.

 

 

Resgate de refugiados vietnamitas no mar

 

Em 1980, durante seu turno a bordo do Logos, Tom Dyer avistou um barco com 52 refugiados vietnamitas. Os refugiados filipinos tinham estado no mar há 11 dias, ficando sem suprimentos e praticamente sem água, quando o capitão do navio os convidou a bordo. No dia seguinte, ele avistou outro barco com mais 41 refugiados. Embora a ocupação máxima do Logos fosse de 144 pessoas, o capitão acolheu os refugiados mais uma vez.

 

"No momento em que carregamos esses 93 passageiros extras, éramos mais de 200 pessoas a bordo, incluindo nossa tripulação e equipe. Muitas das pessoas do barco estavam exaustas e fracas”, Dyer descreveu.

 

Logos atracou na Tailândia, onde a OM procurou o cônsul britânico em Bangkok e o Ministério das Relações Exteriores em Londres. Os refugiados ficaram a bordo durante oito semanas, dormindo na sala de jantar e passando dias no convés. A ONU forneceu comida e, finalmente, o governo britânico garantiu o seu reassentamento.

 

 

Respondendo aos refugiados na Ásia Ocidental e Central

 

No mesmo ano, um missionário procurou iniciar uma organização de socorro dentro da OM para ajudar refugiados afegãos no Paquistão. A OM na época se concentrava na evangelização e na distribuição da literatura, logo, sua liderança não estava preparada para incorporar o trabalho de socorro e desenvolvimento. No entanto, o Fundador da OM, George Verwer deu sua bênção para iniciar uma ONG independente, que cresceu para cerca de 35 adultos, incluindo vários OMers, chegando a 350 funcionários locais, atendendo de cinco a oito milhões de afegãos fugindo da opressão soviética; Essa ONG continua o desenvolvimento comunitário e trabalho de suporte a deficientes nessa região hoje.

 

Em 1991, Julyan Lidstone, embaixador dos Ministérios Muçulmanos da OM, visitou um acampamento ao longo da fronteira sul da Turquia, para onde os refugiados curdos tinham fugido de Saddam Hussein. Lidstone encontrou condições desesperadoras, insalubres e pessoas com pouca esperança de sobrevivência. Ele havia recebido ofertas de ajuda internacional e sabia que Deus queria ajudar os curdos enviando crentes para servi-los.

 

Até ali, o pensamento da OM tinha mudado para permitir o trabalho de socorro e desenvolvimento dentro da organização. "A primeira resposta de Deus ao sofrimento do mundo foi a de enviar Seu Filho, e agora Ele quer nos enviar. Quando permitimos que Sua compaixão nos mova em ação, vemos Sua glória de uma nova maneira", disse Lidstone.

 

 

Encontro com refugiados moçambicanos na África do Sul

 

Em meados da década de 80, dezenas de milhares de moçambicanos fugiram para a África do Sul para escapar da guerra civil. Depois de uma viagem de quatro dias cruzando o Parque National Kruger, uma das maiores reservas de caça no mundo, 80.000 refugiados se estabeleceram perto de uma equipe da OM.

 

O Diretor Internacional da OM, Peter Tarantal, disse: "Impulsionados pela compaixão por essas pessoas indefesas, e porque vimos oportunidade de envolver a Igreja na África do Sul, iniciamos programas de extensão em vários campos de refugiados. Logo percebemos que era impossível compartilhar o evangelho de maneira significativa com alguém que está com fome. Justiça para os refugiados significa pessoas cuidando deles, fornecendo refúgio e falando em seu nome. Através do discipulado e do treinamento, demos a eles o senso de dignidade".

 

A OM iniciou um programa de alimentação que se transformou em socorro e desenvolvimento em larga escala. A equipe também plantou 10 igrejas; Alguns ainda estão prosperando, disse Tarantal. "A experiência de justiça com os refugiados teve um grande impacto em nosso ministério em toda a África. [Hoje] é um dos principais pilares do ministério."

 

 

Servir refugiados sírios no Oriente Médio e na Europa

 

No contexto da atual crise de refugiados sírios resultante da guerra civil em curso, um missionário sugeriu: "Nós, como trabalhadores, não podemos oferecer a essas pessoas preciosas a esperança de justiça, mas podemos oferecer o dom gratuito da misericórdia. Oferecemos-lhes o que recebemos: o dom imerecido de Deus, o perdão e, então, a capacidade de perdoar e ser livre para sempre da necessidade de obter uma "justiça por si mesmo"”.

 

Durante os últimos cinco anos, a OM fez parceria com mais de 40 igrejas no Oriente Médio com mais de 20 projetos. "Conseguimos participar do que Deus está fazendo para corrigir esta situação terrível de maneiras realmente significativas", disse o Líder de Campo do Oriente Médio. Vinte e cinco a trinta trabalhadores da OM atendem diretamente aos refugiados através de projetos geradores de renda, programas infantis, visitas, estudos bíblicos, iniciativas de educação e acompanhamento por meio de igrejas locais. A OM continua a financiar igrejas parceiras que distribuem alimentos para aqueles com menor acesso e maior necessidade.

 

Dentro da OM Europa, mais de 10 países têm projetos em andamento que atendem refugiados juntamente com as igrejas. Durante oito anos, a OM fez visitas bimestrais ao campo de refugiados de Bicske na Hungria. Desde 2013, OM tem servido ao lado de duas igrejas em Atenas, Grécia, participando de programas de alimentação para os refugiados que chegam. Ao longo do verão de 2015, quando os refugiados começaram a superlotar as ilhas gregas, a OM intensificou seu socorro, recrutando um fluxo constante de voluntários de curto prazo e fazendo parceria com igrejas adicionais para atender às crescentes necessidades. As equipes da OM na Áustria e na Alemanha desenvolveram times para alcançar os refugiados,  além de visitar, ensinar idiomas e ajudar com tarefas práticas, como preencher formulários oficiais.

 

"A justiça para a OM é uma questão crucial", afirmou Tarantal. "Sem estabelecer e viver a justiça em tudo o que fazemos, há um enorme vazio em nosso evangelho".

 

Nicole James é jornalista, professora de ESL e aventureira. Como escritora para a OM Oriente Médio e do Norte da África, ela é apaixonada por publicar as histórias das obras de Deus entre as nações, dizendo às pessoas sobre as coisas maravilhosas que Ele está fazendo no mundo.  

 

Texto original

 

O papel da OM na Igreja é mobilizar as pessoas para compartilhar o conhecimento de Jesus e Seu amor com cada geração em cada nação. A OM é pioneira e lidera iniciativas para resgatar vidas, reconstruir comunidades e restaurar a esperança em mais de 110 países.

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