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Um Chamado Macedônico


#Suíça Em 2008, Hermann recebeu um telefonema de uma mulher cristã de Interlaken, Suíça: “Hermann, você pode vir com uma equipe para nos ajudar a falar do amor de Deus? Existem milhares de árabes nas ruas.”


“É maravilhoso que os árabes estejam vindo para Interlaken,” ele respondeu. “Certo, eu vou.”


Três dias depois de ter chegado à cidade, Hermann, um suíço, ouviu o Senhor falar: “faça suas tendas aqui.”


Ganhando experiência


Naquela altura, Hermann tinha já duas décadas de experiência no mundo árabe. Em 1986, foi para o norte da África, destacado pela OM. “Naqueles dias, só havia o Time Mundial da Arábia,” ele lembra. Viajando em um ônibus, distribuindo literatura e orando pelos lugares por onde passava, ele e outros três trabalhadores eventualmente foram presos, lançados na prisão e deportados.


A seguir, Hermann seguiu o direcionamento de Deus para Israel. “Lá estava eu no Mar Morto, olhando para a Jordânia. Eu nunca pensei que estaria, um ano e meio depois, olhando para o outro lado,” ele compartilhou.


Em 1991, Hermann visitou o Golfo. “De lá, eu soube que precisava trabalhar na Península Arábica (PA),” disse. Ele começou a distribuir literatura evangélica e, com outro casal, fundou o ministério da OM na Península Arábica, que segue em andamento.


Depois de casar-se em 1992, Hermann e sua mulher viram-se de volta à Suíça no ano seguinte, preparando-se para seguir novamente para a Península. Na conferência, um trabalhador egípcio situado em Genebra aproximou-se dele: “sabe, Hermann, tem muitos árabes do Golfo aqui.” Naquele verão, junto com o time da OM na Suíça, ele foi pioneiro no evangelismo de Genebra ao Golfo Árabe. Eles repetiram esse evangelismo no verão posterior.


Então Hermann e sua crescente família passaram os nove anos seguintes na Península Arábica, facilitando a visitação de centenas de jovens trabalhadores em um país e começando uma livraria cristã em outro. Em 2003, de volta à Suíça, um crente árabe convidou-o a se juntar a outro grupo, consistindo de outros que falavam árabe, para alcançar os árabes do Golfo na Suíça. “Só vou se puder levar 20 suíços”, Hermann respondeu.


Ele apareceu com uma equipe de 22, “todos os suíços querendo saber como era isso de dividir o amor de Deus com os árabes do Golfo,” lembra.


Equipando outros


Ao longo já dos primeiros anos, treinar times de europeus para receber os turistas árabes tornou-se o principal ministério de Hermann, conforme ele recebia uma série de “chamados macedônicos” dos seguidores de Jesus. Os chamados vinham de pessoas que encontravam centenas de milhares de turistas árabes em suas diferentes cidades e, como as mulheres em Interlaken, queriam saber como dividir o amor de Deus com eles. “Eu acredito que o Senhor realmente me preparou e moldou em todos esses anos no Golfo, no Oriente Médio. Eu sou muito grato por essa experiência. O Senhor é sempre aquele que chama,” diz ele, parafraseando 1 Tessalonicenses 5:24: “Não sou Eu, mas Ele quem fará.”


Seus anos como pioneiro na descoberta de maneiras de dividir o amor de Deus, entregando Sua Palavra para árabes interessados em conhecer mais e aprender mais sobre a cultura árabe em suas áreas, qualificaram Hermann para passar adiante seu conhecimento para outros europeus encontrando Khaleejis, árabes do Golfo, pela primeira vez. “Você saber como é viver nesses países quentes, saber como é ouvir os pedidos de oração, e daí por diante, eu acho que

ajuda muito,” ele explicou. “Claro, queremos que essas pessoas saibam que são preciosas aos olhos de Deus. Ele tem um plano, e Ele quer trazer todos de volta para a Casa de Deus.”

Dividindo o amor de Deus


Alguns anos atrás, durante um evangelismo em Zell e See, Hermann foi caminhar com um cristão sírio de sua igreja natal. Eles oraram para que Deus os guiasse até aquelas pessoas que Ele preparou. Primeiro, os dois homens viram um casal árabe – em lua-de-mel, vieram a descobrir – parados na beirada de um lago, olhando as ondas. Encorajados por sua recepção amigável, Hermann deu a eles um cartão SD com 14 filmes, a Bíblia inteira e 50 canções cristãs. Quando o casal saiu, Hermann e seus amigos oraram por eles e pediram a Deus por uma outra oportunidade.


Logo, viram um homem árabe sentado sozinho na praia. Eles o cumprimentaram, e ele convidou-os a sentar. Então ele perguntou: “vocês têm uma Bíblia aí?”


“Normalmente eu não carrego uma Bíblia inteira comigo, mas naquela tarde, o Senhor tinha dito: ‘leve aquela Bíblia,’” Hermann lembra.


Espantado, ele entregou a Bíblia para o homem. Depois de quase uma hora, o amigo de Hermann perguntou ao homem se ele gostaria de aceitar a Jesus em seu coração. “Sim, estava esperando por isso,” o homem respondeu.


Não existem tantas oportunidades de direcionar as pessoas a Jesus tão abertamente quanto Hermann gostaria, mas seu ministério, que sempre envolveu distribuir literatura cristã, está “semeando, semeando e continua semeando,” ele explicou. Quando as pessoas vão embora com a Palavra de Deus, Hermann ora para que a Verdade crie raízes e transforme duas vidas.


Seguindo a Jesus


Hermann cresceu na igreja reformada, mas não entendia o evangelho. Sua cunhada, uma tibetana com passado budista, tornou-se seguidora de Jesus depois que sua família foi enviada para a Suíça, quando a China invadiu o Tibet em 1960. Em 1983, ela convidou Hermann para um grande evento evangélico em Zurique. Ele rejeitou o convite, mas concordou em levar ela e seus amigos até lá. Na chegada ao local, Hermann viu os carros estacionados lá e decidiu investigar o que estava acontecendo. Ele voltou no dia seguinte e no posterior também. “No terceiro dia, eu dei minha vida a Cristo”, ele disse. “Eu tinha 25 anos de idade, era fumante inveterado, e Deus me libertou disso.” Hermann e sua cunhada dividiram a esperança que encontraram com seu irmão e outros parentes, que fizeram, todos, decisões por Jesus.


Dois anos depois, Hermann foi em uma missão de curto prazo para o Reino Unido. Durante o treinamento, o Senhor deu a ele um versículo que continua a influenciar sua vida hoje: Romanos 15:20-21 (NVI) – “Sempre fiz questão de pregar o evangelho onde Cristo ainda não era conhecido, de forma que não estivesse edificando sobre alicerce de outro. Mas antes, como está escrito: "Hão de vê-lo aqueles que não tinham ouvido falar dele, e o entenderão aqueles que não o haviam escutado."


Mudança de planos


Quando perguntado sobre o impacto do coronavírus nas atividades planejadas para os meses do verão europeu em 2020, Hermann explicou que sua agenda havia mudado completamente. Enquanto o evangelismo normal planejado para junho, julho e agosto foram cancelados, por causa do vírus, Hermann continuava procurando meios para alcançar os árabes do Golfo, ainda que em menor escala, e preparava o caminho para eventos futuros. Por exemplo, “o momento ideal para um projeto que começamos há dois anos se foi, então preciso gastar mais tempo com aquela igreja e ver se haverá um projeto em 2021,” ele compartilhou. Ele tem oferecido um curso renovador sobre formas de dividir o amor de Deus para pessoas que tomaram parte de seus programas nos últimos seis anos. Hermann e sua mulher também tiveram tempo para aprender juntos, matriculando-se em um seminário de dois meses durante os seus (normalmente) meses mais ocupados. Como esperança em tempos incertos, Hermann citou parte de Isaías 55:9: “Pois são meus caminhos maiores do que os teus caminhos, e meus pensamentos maiores do que os seus.”


A OM está em campanha no mundo inteiro para trazer socorro por impactos causados pelo COVID-19. Sua oferta e orações são muito bem-vindas e necessárias. Acesse ww.om.org.br/covid para ofertar para campos em necessidade imediata.


Traduzido por Renato Alt

Revisado por Liliane Nascimento

Texto original aqui.

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