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Servindo àqueles que buscam a verdade


#NortedaÁfrica "Desde que chegamos ao norte da África, até hoje, o cenário da vida espiritual local realmente mudou. Há igrejas em lugares onde não havia antes. Há mais interesse das pessoas pelo Evangelho. A juventude, está interessada. Os jovens estão buscando informações; querem saber mais", explicou Oliveira* (Brasil), que que é obreiro no Oriente Médio há mais de 20 anos.


Desde a Primavera Árabe, que começou em 2010, Oliveira notou que as pessoas no norte da África têm menos medo de fazer perguntas — e gostam muito de fazer pesquisas na internet. Ainda assim, apesar do aumento de pessoas que buscam a verdade e de evidências de novos pequenos grupos de crentes locais a se reunir em vários lugares, menos de um por cento da população desses países são cristãos.


Ter acesso às pessoas


Como latino, Oliveira disse que se adaptou bem à cultura norte-africana. "As pessoas não se sentem ameaçadas [por mim]", explicou. "Quando as pessoas falam comigo, querem saber sobre futebol, sobre o Carnaval, sobre café.” Oliveira quer falar sobre Jesus.


Nos últimos dois anos, ele tem se associado a grupos de comunicação social, e se encontrado, pessoalmente, com indivíduos do seu país anfitrião que tenham pedido especificamente por aconselhamento espiritual. "O objetivo é que, à medida que construímos amizades, eles nos apresentem a outras pessoas, e que compartilhem o que dizemos com outros", disse ele.


É um padrão que Oliveira já viu antes. Em uma cidade, uma senhora se tornou uma crente e levou duas de suas sobrinhas ao Senhor. Em outra cidade, outra pessoa decidiu seguir Jesus e compartilhou com vários membros de sua família, que também se tornaram cristãos. "Pode começar sem grandes compromissos", disse Oliveira. "Uma vez que você tem uma pessoa que se torna um crente, você pode discipular, você pode encorajar, você pode desafiar essa pessoa a compartilhar o que ela crê com pessoas que são importantes para ela."


Oliveira e sua mulher também têm orado, e visitado, uma região chamada de “buraco negro”. Essa parte do país é conhecida por ser carente de vida espiritual. Pouco se sabe dos crentes de lá ou de qualquer pedido por Bíblias, ou afins. O Norte da África tem “uma herança cristã muito rica.”, muitos dos “pais da igreja” vieram desse lugar no início do Cristianismo. Nossa oração é que Deus faça um reavivamento e que, outra vez, ele faça o que já fez no passado.”


Dando toda a sua vida


Filho de pais crentes, Oliveira cresceu na igreja, "indo para a escola dominical desde a época em que eu era criança até quando me tornei adulto. No Brasil, a escola dominical é para todos", disse.


Aos 16 anos, ele entendeu seu chamado para seguir Jesus. Ao ler a Bíblia sozinho e perceber a sabedoria encontrada nas Escrituras, ele aceitou a Cristo. " Ler a palavra de Deus é a principal maneira pela qual Deus fala comigo", compartilhou.


Depois que ele se tornou um crente, alguém o convidou para uma conferência de missões. "Eu não sabia de que se tratava porque na minha igreja, ninguém falava sobre o trabalho de missões", admitiu. Como o panfleto anunciando a conferência, era muito bom, ele decidiu participar de qualquer maneira.


Na conferência, Oliveira se surpreendeu com as histórias contadas pelos missionários. "Uau! Na minha igreja, os sermões que ouvia eram: 'O que aconteceu na Bíblia ficou na Bíblia. Isso não acontece hoje. Mas o que eu ouvi na conferência foi que o livro de Atos ainda está acontecendo", percebeu. "Quando voltei [da conferência], eu não era mais o mesmo, e queria me envolver de alguma forma."


Oliveira começou a participar de reuniões de oração com a equipe da OM no Rio de Janeiro. Em 1980, ele recebeu um convite para se juntar ao navio Logos, como parte de um grupo de treinamento para jovens latinos. Após receber uma licença não remunerada do trabalho, Oliveira viajou para seu treinamento inicial na Argentina. Seis dias depois, ele soube que o navio tinha afundado.


O grupo decidiu continuar o programa em terra, e Oliveira passou o ano seguinte viajando pela Argentina e pelo Brasil — compartilhando o evangelho no rádio e na televisão, fazendo evangelismo porta a porta e participando de treinamento de discipulado em igrejas e seminários. Após uma apresentação da igreja, Oliveira sentiu o Espírito Santo desafiá-lo: "Você desafia as pessoas a darem suas vidas para servir em missões, mas você mesmo não fez isso.”


Para servir em missões em tempo integral, Oliveira primeiramente teve que convencer seus pais, especialmente sua mãe. "Ela não gostou nada da ideia!", lembrou. "Ela pensou que eu deveria continuar a trabalhar, que eu era muito jovem e deveria me casar ... e muitas coisas.”. Ele também teve que deixar o emprego. O diretor o encorajou a ficar, mesmo oferecendo um ou dois anos adicionais de licença não remunerada, mas Oliveira estava seguro de sua decisão: "Assinei os papéis de liberação do emprego e saí. Então entrei na OM".


Ministrando aos muçulmanos


Em uma conferência de missão na Europa, Oliveira teve sua primeira experiência com muçulmanos na Espanha, quando conheceu um jovem de Marrocos. "Sentado no porto, compartilhei o evangelho com ele, e, ali mesmo, ele aceitou o Senhor", lembrou. Isso despertou o desejo em Oliveira de continuar compartilhando o amor de Deus com pessoas que nunca tinham ouvido falar dele.


De volta ao Brasil, atuou em um centro de treinamento onde trabalhadores vindos de vários países compartilhavam, regularmente, experiências com os alunos. "Mesmo trabalhando na administração do treinamento, muitas vezes eu também participava das aulas.", lembrou Oliveira. Ao ouvir mais pessoas contarem suas histórias, ele entendeu seu crescente interesse por pessoas que nunca tinham tido acesso ao evangelho, especialmente muçulmanos.


Ele orou por vários meses e depois decidiu ir para o norte da África, um decisão que exigia que ele primeiro aprendesse inglês, depois árabe. Embora seu país anfitrião tenha mudado desde então, seu propósito não mudou: orar, ministrar às pessoas em sua linguagem do coração, ver novos crentes formar igrejas e investir em discipulado continuam sendo o chamado de Deus para Oliveira.


*Nome alterado por questões de segurança


Tradução por Orlando Silva

Revisado por Eunice L. Amaro

Texto original aqui.

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