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Quem está disposto?


#Malásia Elina Choo desfrutava de uma vida confortável numa companhia de frete onde ela trabalhou pelos últimos sete anos, com direito a um carro da empresa e uma caminhada cristã “até que boa.”


Então, durante um encontro de jovens adultos na sua igreja, o palestrante perguntou: “Se você realmente tivesse uma oportunidade, o que gostaria de fazer?” A questão instigou perguntas irritantes na mente de Elina: Será que a vida é mais do que um ciclo de comer, dormir e trabalhar? Será que Deus realmente tinha um propósito para ela?


Ela se lembrou de uma cena de sua infância, quando ela havia subido pelas rampas de acesso ao Doulos, um dos navios da OM, e sonhou em se juntar à tripulação. Agora ela estava diante de uma oportunidade de transformar aquele sonho em realidade.


Ainda assim, os obstáculos permaneceram, principalmente a pressão de levantar sustento financeiro num tempo de recessão global.


“Foi aí que o Senhor me desafio a confiar nele,” disse ela. “Eu só precisava me render e deixá-lo trabalhar.” Uma vez que ela entregou o seu futuro a Deus, a sua igreja entrou e prometeu apoiá-la, integralmente, nas suas necessidades financeiras. Depois de três meses e uma carta de demissão, ela embarcou no Doulos.


Elina agora trabalha no escritório da OM na Malásia, para ajudar a treinar e preparar pessoas que expressam interesse em fazer parte de missões. Aproveitando sua experiência de 11 anos com o ministério de navios da OM, ela aconselha trabalhadores em potencial que enfrentam os mesmos problemas assustadores que uma vez ela já enfrentou, incluindo a dor de deixar a família e os amigos e a pressão das finanças.


Seu conselho para eles parece simples, mas reflete anos de aprendizado sobre como depender de Deus nos altos e baixos.


“Não coloque Deus numa caixa,” ela diz. “Permita que Deus seja Deus.”


A saída


Com seu pai servindo no exército, Elina cresceu numa base em Kuala, Lumpur. Seus pais não eram cristãos, mas depois que dois irmãos mais velhos dela começaram a seguir a Cristo, o restante da família, incluindo a Elina, seguiram seus passos.


Por volta dos 11 anos, ela ouviu um missionário falar na igreja que sua família frequentava. Ela ficou boquiaberta e inspirada pelo trabalho do homem para Deus. O sermão foi concluído com um desafio: “Quem quer ser usado por Deus?”. A pequena Elina levantou sua mão ousadamente.


Quando ela foi para o ensino médio e por fim se formou, porém, ela colocou esse compromisso em pausa e se acomodou no ritmo do trabalho em uma empresa de frete, até que ouviu, novamente, o chamado de Deus - dessa vez para se juntar ao Doulos.


Durante os próximos 11 anos (oito anos com o Doulos e três com o Logos Hope), ela serviu em várias funções, desde ajudante na cozinha até coordenadora de igrejas, e responsável pelo contato entre o navio e oficiais do governo. Visitou países desde o Djibouti até a Ucrânia.


Ela logo descobriu a necessidade de confiar, completamente, em Deus, especialmente quando as constantes ondas deixavam seu estômago embrulhado. Durante uma viagem pelo Norte da África, ela ficou tão mal, que não conseguiu nem descer do seu beliche. Enquanto estava na cama, sentindo-se fraca e inútil, ela ouviu o Senhor falar: “Não use a sua força para ir e me servir, mas dependa de mim.”


Ela iria se segurar nessa verdade, enquanto também lidava com a solidão e a saudade de casa, sentindo uma falta profunda da sua família e dos amigos na Malásia. “Quando nos mudamos de um lugar para outro, é um sacrifício,” ela reconhece.


Em seus sentimentos de ausência,porém, ela reconheceu Deus trabalhando, e se lembra com carinho das histórias de como Deus proveu “pequenas coisas” que mostravam o seu carinho paterno, como quando seus amigos celebraram o seu aniversário com uma festa malasiana, ou quando uma estranha na Grécia lhe ofereceu um abraço. Por meio de tudo, Deus “estava ao meu lado nessa jornada”, diz ela. “Cada vez que eu sentia falta de algo, ou de alguém, Deus, do seu modo, me dava segurança.”


'Deus pode usar uma pessoa simples'


É essa certeza do cuidado e provisão de Deus que Elina compartilha com trabalhadores em potencial que ela espera encorajar para missões. Na sua função atual com o escritório, ela diz que usa uma variedade de “chapéus”: processar aplicações, preparar recrutas, prover cuidado aos membros e trabalhar com a equipe de liderança. Mas o que mais lhe dá “alegria” e “vida” é caminhar ao lado tanto de pessoas mais jovens quanto de mais velhas, enquanto elas descobrem o seu chamado para servir a Deus, seja uma mulher que acabou de sair da universidade, ou uma senhora nos seus 50 anos que decidiu deixar tudo na Malásia para servir a Deus no Japão.


“ Muitos de nós não têm a ousadia de ir atrás dos chamados feitos por Deus, porque sentimos que Deus deve estar querendo alguém mais qualificado”, diz ela. Para aqueles que têm essas dúvidas, ela faz um encorajamento.


“Deus pode usar uma pessoa simples,” diz ela. “Você não precisa ser um pastor para fazer a diferença na vida das pessoas.”


Para Elina, tudo se resume em darmos, ou não, o primeiro passo para seguirmos os planos de Deus para as nossas vidas, porque ele tem um plano para cada um de nós, mesmo uma mulher malasiana simples trabalhando em uma empresa de frete.


A Malásia tem as maiores taxas de infecções da COVID-19 no Sudeste Asiático e tem estado debaixo da Ordem de Controle de Movimento (MCO) desde o dia 18 de março. Isso significa que as fronteiras do país estão fechadas, impedindo que malasianos entrem ou saiam do país e que turistas o visitem. As pessoas estão proibidas de ultrapassar 10km de distância de suas casas. Só é permitido que saiam para comprar comidas essenciais e buscar tratamento médico. O jornal New Straits Times relatou que uma pesquisa descobriu que “46,6% dos entrevistados que trabalham por conta própria declararam ter perdido seu trabalho em razão da COVID-19 e da ordem de isolamento sendo executada.”. A economia do país, assim como muitas outras, está sofrendo. A equipe da OM na Malásia tem trabalhado em casa, e alguns membros têm respondido às necessidades dos impactados pela COVID-19, comprando e entregando comida.


Tradução por John H.

Revisado por Eunice L. Amaro

Texto original aqui.

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