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Percepção da pobreza


Os tripulantes do Logos Hope fizeram parte de uma simulação sobre pobreza extrema. Eles foram divididos em "famílias", onde os membros escolheram uma mãe e um pai para liderá-los. Seus "senhorios" os ensinaram a fazer sacos de papel com jornal e cola que seriam vendidos para conseguirem dinheiro para o aluguel e a comida. Seu objetivo era ganhar o suficiente para enviar uma das crianças da família para a escola.


A sala estava cheia de ruídos de ruas, veículos e multidões para tornar a experiência mais realista. A maioria dos membros da família de Maddy Widrick (EUA) produziu sacos de papel durante a simulação, apesar de tudo o que estava acontecendo ao seu redor. “Prostitutas e os que trabalhavam no bar vinham tentar convencer meus filhos a irem trabalhar para eles”, explica Maddy, cujo papel era ser a mãe da família. "Recusei-me a deixar meus “filhos” conversarem com eles."


"Outras famílias foram expulsas, alguns estavam correndo, tentando roubar coisas."

Como não conseguiram pagar o aluguel, a simulação continuou com o proprietário forçando-os a sair e a família indo morar em uma invasão. "Foi um caos total", lembra Maddy. “Outras famílias foram expulsas, alguns estavam correndo, tentando roubar coisas. Passei meia hora tentando me esconder da polícia corrupta. Eu estava exausta."


Ela decidiu optar por vender um de seus rins, como outras famílias se sentiram forçadas a fazer. Maddy percebeu que tinha deixado de tentar seguir as regras e já estava em "completo descontrole". Ela acabou roubando dinheiro para mandar um de seus filhos para a escola.

Mariette Nel (África do Sul) estava atuando como uma das prostitutas na simulação. “Eu tive que fazer uma dúzia de garotas limpar o chão. Depois que elas limparam, joguei jornais em todo o lugar e as fiz arrumar de novo. Mesmo que fosse uma simulação, havia um desapontamento genuíno nos olhar dessas garotas. ”


A experiência levou-a a perceber: “As pessoas que fazem isso também são vítimas. Eles são produtos de um sistema. Devemos alcançá-los, é aí que as correntes precisam ser quebradas. Nenhuma criança nasce querendo traficar pessoas!”


Maddy reflete: “Eu nunca tinha percebido o quão difícil é sair do sistema. Enviar uma criança para a escola custa quatro vezes mais que o aluguel… Como você conseguiria fazer isso? Parece ter sido feito para manter as pessoas na pobreza.”


Os voluntários concluíram que a educação deve ser acessível para dar às crianças a chance de escapar da pobreza. A tripulação vem de várias áreas diferentes do mundo e de diferentes padrões de vida, mas, da mesma maneira, a simulação reforçou sua compaixão comum por aqueles que sofrem.


Por OM Ships

Tradução de Tayza Garcia

Texto original aqui.

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