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Navegando por águas turbulentas


#Zimbábue “Ser o líder da equipe da OM no Zimbábue na atual temporada tem sido difícil,” disse Jessica Shumba. “Mas seu eu soubesse com antecedência como seria, eu ainda teria feito a mesma decisão. Não tive escolha a não ser obedecer a Deus.”


Olhando para trás, Jessica reconhece como Deus a preparou para a difícil tarefa de liderar uma organização missionária em um país arruinado econômica e politicamente.


Desde que se converteu ainda pequena enquanto estava na escola, Jessica sempre teve um coração por compartilhar com os outros do amor que recebeu de Deus.


Logo que saiu do ensino médio, Jessica se juntou a Jovens Com Uma Missão (JOCUM). Essa jornada a viu compartilhar do evangelho nos Estados Unidos, México, Haiti e África do Sul. Ela então voltou para casa para descansar e encontrar uma direção para o futuro.


Durante seu tempo sabático, uma oportunidade surgiu para que ela trabalhasse como uma gerente de projetos numa ONG cristã, Fundação para Fazendas (FFF), que ensina indivíduos e comunidades a respeito do uso produtivo da terra para obter melhores resultados.


Apesar de ser uma discipuladora em seu coração, Jessica aceitou o desafio de trabalhar num escritório onde ela aprendeu não só administração e gerenciamento, mas também ganhou importantes conhecimentos sobre relacionamentos com pessoas. “Eu aprendi sobre como liderar uma organização em um contexto seguro e informal onde o dinheiro não me parava,” ela disse.


Depois de servir com a FFF por dois anos, Jessica aceitou outro desafio, como líder de projeto para outra ONG cristã (Visão Mundial) e mais uma vez ela aprendeu lições valiosas em gerenciamento de projetos e relacionamentos com parceiros.


“No mundo das ONGs eu aprendi sobre sistemas, leis e regulamentos governamentais do Zimbábue,” disse. Agora ela vê como Deus a estava preparando para o que Ele queria que fizesse a seguir - apesar de ser praticamente impossível.


Depois de pedir um tempo do seu envolvimento com ONGs, Jessica retornou para a igreja, dessa vez servindo como administradora para a igreja. Foi nesse ponto que sua paixão por discipulado se reacendeu.


Ela naturalmente começou a buscar por oportunidades de servir em missões e acabou com três opções animadoras.


Apesar dos obstáculos visíveis


Enquanto ela ainda pesava as suas oportunidades, uma amiga desafiou Jessica a considerar a posição de diretora da OM no Zimbábue.


Em resposta ao verdadeiro espírito missionário e sentido de aventura, Jessica não dispensou essa oportunidade mesmo conhecendo muito pouco a respeito da OM na época. Não parecia ser uma opção atraente, porque a posição era não-remunerada: ela teria que levantar sustento para si mesma e para a organização.


Essa não é uma tarefa fácil em uma situação de declínio econômico. Entretanto, apesar dos obstáculos visíveis, Jessica pediu demissão do seu trabalho remunerado e optou por aceitar a função na OM. “Deus falou comigo claramente que esse era o próximo passo na minha jornada,” ela relembrou.


“Voltar para as organizações nas quais servi no passado seria como se os discípulos voltassem a pesar depois da morte de Jesus: voltar ao familiar. Mas essa oportunidade me desafiaria e me faria crescer como líder.”


Viver num país onde a economia tem estado em queda livre pelas últimas duas décadas sem nenhuma esperança no futuro fez a escolha de Jessica parecer inconcebível, mas ela estava convencida de que estava seguindo a vontade de Deus.


Um cesto


Apesar do Zimbábue providenciar comida para o resto da África menos de duas décadas atrás e ter sido chamado de “Cesto de Pães da África,” o rápido declínio econômico devido a disputas políticas tem levado muitos a um lugar de pobreza. Esse país agora é só um “cesto”.


Existe riqueza nas mãos de uma pequena elite na capital, mas a pobreza, doenças e desigualdade são bem comuns no restante do país. Esses desafios fornecem oportunidades enormes de compartilhar o evangelho.


No meio de tudo isso, Jessica e sua equipe de 14 pessoas estão discipulando e treinando compatriotas a fazerem comunidades vibrantes de seguidores de Jesus entre os menos alcançados - no Zimbábue e no restante do mundo.


Jessica é responsável por construir o ministério, a equipe, os recursos e as redes de relacionamentos enquanto se certifica do cumprimento organizacional das leis e regulamentos em constantes mudanças no país. Deus também a capacitou a desenvolver e treinar pessoas para que possam crescer e alcançar o seu potencial.


Não tem sido tudo um mar de rosas para ela e a sua equipe, Jessica admite ao respirar fundo. “Trabalhamos muito duro, mas nosso resultado não bate com os nossos esforços. Estamos aprendendo a celebrar pequenas vitórias e sermos graciosos uns com os outros.”


Nossa equipe se acostumou a improvisar a medida que as coisas mudam sem aviso prévio. “Cortes contínuos na energia significa que o trabalho do escritório não pode ser feito; problemas com transporte fazem com que as pessoas se atrasem para os eventos enquanto a operação de moedas múltiplas e mudanças consequentes representam um pesadelo de contabilidade para nossos contadores,” ela disse.


Ser a diretora tem significado que Jessica deve planejar com antecedência, mediar entre sistemas em conflito ou navegar ao redor de diretivas bizarras das autoridades desesperadas para não deixar o sistema se arruinar de vez. Ela acredita que um dos maiores ministérios no qual ela e sua equipe têm se envolvido tem sido “manter nossa sanidade primeiro antes de nos envolvermos.”


Apesar dos desafios, Jessica e sua equipe ministram para oito grupos étnicos menos alcançados no Zimbábue e desafiam seus compatriotas a irem e fazerem discípulos de todas as nações. Ela disse que o segredo para seu sucesso relativo é que Deus tem rodeado ela e sua equipe com pessoas que estão sempre dispostas a ajudar com ideias. “Eu tenho irmãos e irmãs incríveis que dão sua opinião,” disse Jessica. “E tenho amigos no conselho, incluindo advogados e contadores que estão interessados em dar ideias. É assim que Deus permite que nós naveguemos por essas águas turbulentas.”


Tradução por John H.

Texto original aqui.

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