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Mostrando o amor de Deus em um mundo com a COVID-19


#Cazaquistão Voltando do nosso passeio de bicicleta em família, paramos para abastecer. Meu marido falou rapidamente com o frentista e foi para dentro do quiosque para fazer o pagamento. Enquanto meu marido estava lá, o frentista abriu a porta do motorista para falar comigo. Ele quis saber se eu pertencia a um grupo étnico específico, porque nós falávamos o idioma local. Então perguntou de onde nós éramos, como aprendemos o idioma etc, e terminou com: “excelente! Você fala tão bem, bem-vinda a este país.”


Essa interação não era novidade, nós sempre despertamos a curiosidade dos locais quando falamos seu idioma do coração sendo tão diferentes deles. Antes da COVID-19 eu teria adorado essa interação, praticando a língua, pensando em como eu poderia “temperar a conversa com sal” ou “plantar uma pequena semente do evangelho.”


Mas naquele dia, depois de quase três meses de lockdown e quarentena e plenamente consciente do aumento do número de casos da doença, mesmo que as restrições tivessem sido suspensas e mesmo com meus sorriso e conversa, tudo o que eu conseguia pensar era: “por que você abriu minha porta? Por favor, vista direito a sua máscara! Você está espalhando o coronavírus em mim e nas minhas crianças sentadas aqui no carro nesse momento!”


Eu odeio isso. Eu odeio que estivesse pensando nessas coisas enquanto estávamos conversando! Estamos vivendo neste país para mostrar o amor de Deus para as pessoas, para sermos o perfume de Cristo para aqueles que nunca ouviram as boas novas... mas eu estava pensando na minha segurança e na dos meus filhos, diante do vírus.


Nesta cultura da Ásia Central, a confiança é construída com apertos de mão e refeições com contato próximo de uns com os outros. Do momento em que você as conhece, as pessoas se expressam com abraços e beijos, são afeiçoadas e amistosas (nossos filhos se escondem das avós na igreja para não serem esmagados).


Nós vimos dois carros baterem em uma rua movimentada. Os dois motoristas (homens) saíram dos seus carros, apertaram as mãos e só depois começaram a discutir, chamar a polícia etc. O aperto de mãos é essencial, é a base para tudo.


Ainda estamos tentando compartilhar o amor de Deus e cuidar das pessoas através de conversas pelo Zoom, WhatsApp e enviando pacotes de assistência básica, mas não é o mesmo que um abraço ou que a amizade compartilhada em torno de uma refeição.


Deus tem me ensinado que Ele pode estar presente no meio de uma família quando eu não posso estar. Eu estou ansiosa por poder estar novamente com as crianças portadoras de deficiência que nós atendemos ou para encorajar seus cuidadores. Não posso estar com ninguém fisicamente, mas sei que Deus pode alcançá-los – Ele não é afetado pelo vírus e Seu poder não é limitado pelo distanciamento social. Por isso, o tempo normalmente dedicado à terapia agora é tempo para orações online, com a equipe de terapia trazendo famílias para diante do trono da graça de Deus.


É possível mostrar o amor de Deus nesta cultura de maneira real, que toque o coração de quem ouve, à distância e usando uma máscara?


Quando nosso medo está nos impedindo de construir relacionamentos e quando estamos simplesmente sendo sábios em meio a uma pandemia?


Não sei se há repostas claras e diretas. O stress habitual de viver o dia a dia em um país da Ásia Central é profundamente aumentado conforme vivemos na tensão de amar as pessoas enquanto o coronavírus se espalha.


Que Deus nos dê a todos a sabedoria para cada dia, conforme desbravamos os meios para mostrar Seu amor nesse mundo de máscaras, a dois metros de distância, da COVID-19.


Beth é do hemisfério sul, ama o oceano e um jantar de Natal frio e um dia quente, em volta da piscina. Ela é casada com um aventureiro, e eles têm três crianças maravilhosamente únicas.


A OM está em campanha no mundo inteiro para trazer socorro por impactos causados pelo COVID-19. Sua oferta e orações são muito bem-vindas e necessárias. Acesse www.om.org.br/covid para ofertar para campos em necessidade imediata.

Tradução por Renato Alt

Revisado por Liliane Nascimento

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