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Levantando a voz


#ÁfricadoSul Deus não era algo novo para Annelize (África do Sul), mas tendo sido criada em uma igreja que era “tradicional e rígida”, ela descobriu que a igreja de sua amiga era completamente diferente. Crianças eram convidadas e encorajadas a participarem do culto, o que “me apresentou à acessibilidade a Cristo e ao Seu amor”, explicou Annelize. “Como, mesmo quando crianças, podemos entrar nesse relacionamento... Isso teve um enorme impacto na minha vida.”


“O relacionamento que [os cristãos da igreja] tinham com Deus e a tangibilidade de Jesus era algo que me atraiu para aquela comunidade muito rápido”, lembrou-se Annelize. Ela entregou a sua vida a Jesus e, logo depois, sua mãe, irmã e irmão seguiram pelo mesmo caminho.


Annelize continuou a construir o seu relacionamento com Cristo enquanto terminou a faculdade, se formou professora, entrou para a polícia e, mais tarde, consultoria e gerenciamento para a polícia. Estar na força policial “realmente te desafia nas suas crenças e naquilo que defende, então acho que esse foi um tempo quando pude realmente amadurecer como cristã”, disse Annelize.


Depois de se casar e engravidar do seu filho, Annelize pediu demissão para assumir o papel de mãe em tempo integral. Alguns anos depois, teve uma filha. “Eu acabei ensinando meus filhos em casa, algo que nunca pensei que faria!”, disse Annelize. “Sempre digo: ‘Nunca diga nunca, porque Deus te tirou desses nuncas’.


Enquanto dava aulas de culinária para outros, ensinando em casa, Annelize conheceu uma mulher que trabalhava com o Freedom Challenge (FC), um ministério da OM que promove a conscientização sobre o tráfico humano e escravidão moderna. “Eu estava totalmente ignorante sobre fato de que isso existia!”, admitiu Annelize. Inspirada, ela se ofereceu para organizar um evento culinário, para levantar fundos para a escalada que o FC estava organizando ao Monte Kilimanjaro.


Um dia, enquanto ela estendia suas roupas, Annelize ouviu Deus lhe dizendo para que se juntasse à escalada. Annelize riu, pensando: “Deus, ou o Senhor está desesperado ou tem um grande senso de humor, porque eu não sou o tipo de pessoa ativa e alpinista.”


Mas ela foi. E no ano seguinte, Annelize juntou-se a outro grupo de mulheres para alcançar o acampamento do Monte Everest.


Dando voz aos que não tem voz


“Eu pensei: ‘OK, Deus, agora eu entendo. O senhor quer que eu escale montanhas; é isso que eu vou fazer.’ “. Mas logo Deus fechou a porta para Annelize participar de uma escalada aos Alpes Suíços e a redirecionou à equipe de oração. “Eu penso que foi aqui que Deus realmente segurou o meu coração.”, explicou. “Foi basicamente quando tudo mudou. Quando percebi que deveria ser parte dos planos de Deus e não ele parte dos meus.”


A partir daí, a Traffic Wise (TW) surgiu. Esse treinamento dá aos participantes o conhecimento e a conscientização sobre o tráfico de pessoas, bem como as ferramentas para ajudar a identificar o tráfico e impedir que aconteça.


“Sempre tive uma paixão pelos marginalizados e oprimidos, tanto mulheres quanto crianças.”, disse Annelize. “Então, o ministério realmente tocou o meu coração. Havia, simplesmente, algo a se falar em lugar daqueles que não podem falar por si mesmos.”


O treinamento tem sido realizado em vários países da África, a bordo do Logos Hope, e no Leste Europeu. “Há algo que acontece nos treinamentos da TW,” disse Annelize. “Você pode ver as vidas das pessoas sendo ligadas. Eles estão entendendo. Ele tira as pessoas dessa situação que é sobrecarregada - 40 milhões, como vamos conseguir mudar isso - para capacitá-los a entenderem que podem fazer a diferença em suas comunidades... mesmo que seja pequena.”.


Uma mulher que já tinha sido traficada participou de um treinamento da TW na Tanzânia. “Ela era uma jovem assustada e vulnerável e dava para ver que não havia felicidade no seu rosto.”, lembrou Annelize. No treinamento, a mulher percebeu que tinha uma voz e podia contar a sua história, para impedir que o mesmo acontecesse com outras. Então, ela começou a compartilhar da sua experiência em uma estação de notícias em Dar es Salaam. “Foi totalmente inesperado”, compartilhou Annelize. “Isso aconteceu umas três vezes, quando tínhamos vítimas resgatadas participando desse treinamento e se sentindo encorajadas a irem e fazer algo. Deus remove a vergonha e a culpa que estiveram carregando, e agora elas têm uma voz.”


Ele quer o seu “sim”


“Eu sempre falo para as pessoas que, se Deus pode chamar uma mãe que dá aulas em casa, que estava feliz, fazendo tudo do seu jeito, para um ministério antitráfico, você realmente sabe que só Deus pode receber a glória por isso!”, riu Annelize.


“Todos temos um chamado em nossas vidas. E isso a assusta algumas vezes, quando ouve a voz de Deus e entende que é isso que ele deseja que você faça, mas se sente tão despreparada e incapaz de fazer qualquer coisa a respeito. Mas eu penso que é aí que entram os milagres, é aí que a santidade do que fazemos entra. É algo fora de nós... Deus não quer que você coloque todos os pingos nos ii. Ele, basicamente, só quer o seu ‘sim’. E quando ele consegue o seu sim, ele irá te mostrar o resto do caminho.”


Em março, a equipe do FC foi para a Hungria para realizar um treinamento, mas, no primeiro dia, o governo anunciou que todas as reuniões com mais de quatro pessoas estavam banidas. O treinamento mudou. Tornou-se online, na mesma tarde (não foi fácil) ,e continuou. Depois de lidar com os voos alterados e cancelados, ao voltarem para casa, cada membro da equipe passou 14 dias em auto-isolamento, em razão das viagens. Assim que as duas semanas terminaram, a África do Sul declarou a quarentena. Desafios de levantamento de sustento, treinamentos e eventos foram cancelados, mas a equipe ainda se reúne todas as semanas para orar, planejar e sonhar juntos. Durante esse período, eles estão atualizando e redigindo um novo material de treinamento, fazendo pesquisas e atualizando relatórios anuais, bem como usando as suas plataformas de mídias sociais, para se envolverem com parceiros e tornar o povo mais consciente das realidades da escravidão moderna.


Tradução por John H.

Revisado por Eunice L. Amaro

Texto original aqui.

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