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‘Falar por meu povo’


#Internacional Em agosto de 2018, Garrett, depois de um voo de 14 horas saindo da Ásia Central, chegou a um terminal aeroportuário não muito distante de onde ele mora, em Houston, Texas. Em vez de ir para casa, porém, um Uber o levou diretamente à linha de partida de uma corrida noturna: sua primeira corrida.


Ele tinha começado a correr no ano anterior, principalmente para controlar o estresse. Então, por meio de seu trabalho em fotografia, ele soube de corridas de cerca de 160 km. "Foi quando entrei no 'ultra mundo' e fiquei obcecado por isso", disse ele. Ultra corridas são mais longas do que uma maratona comum (42,2 km; 26,2 milhas).


Após sua corrida noturna, Garret, em 2019, participou de uma corrida de 54 km , conseguindo o quinto lugar no geral. "Eu vi Deus desatando o nó dessa outra parte da minha vida", disse ele. "Quando criança, eu não podia correr. Eu tinha forte asma e não podia correr.


Pés que vão


Apesar de sua agenda de viagens tomada e imprevisível, ele descobriu que seu trabalho vinha em ondas, densas, às vezes, e depois diminuindo. Depois que suas fotos fossem editadas e enviadas, ele tinha pouco a fazer até a próxima viagem. Para preencher seu tempo e reforçar seu sustento, ele conseguiu um emprego de meio período em uma loja popular de recreação ao ar livre, dos EUA.


No início de 2020, Garrett havia alinhavado viagens de fotografia para cinco países, começando em meados de março. Pouco antes de partir, o novo coronavírus, que havia sido amplamente contido na China e em um punhado de outros países asiáticos, explodiu em todo o mundo. Como resultado, a OM proibiu viagens internacionais não essenciais. "Centenas de horas de trabalho extintas, em um dia, e, depois, postergadas para um futuro indefinido foi bastante devastador para a alma", admitiu Garrett.


Seu trabalho na loja ao ar livre o deixou afastado por 90 dias também, impedindo-o de gerenciar uma vida aperiódica, de "constantemente se desenraizar e nunca ter rotina horário consistente", como ele descreveu, para ficar em casa.


Naturalmente, Garrett usou o corrida para relaxar. Primeiramente, ele estabeleceu um recorde pessoal para o seu tempo de milha; na semana seguinte, por capricho, ele correu uma meia maratona (21km; 13,1 milhas) mais rápido do que jamais tinha feito. Então, ele decidiu enfrentar um desafio popular entre a multidão ultra: correr quatro milhas a cada quatro horas por 48 horas.


Um amigo sugeriu transformar o desafio em uma arrecadação de fundos. No mesmo dia, ele recebeu um e-mail sobre a resposta de OM ao coronavírus e como doar. Garrett enviou um e-mail para sua família e suas redes sociais para convidá-los a patrociná-lo.


No dia seguinte, 24 de abril, Garrett amarrou seus sapatos às 17horas e correu 6 km. Às 21horas, ele fez tudo de novo. "Nas duas primeiras corridas, fiquei super deprimido porque ninguém havia respondido", admitiu.


Então ele abriu seus e-mails, onde as respostas começaram a aparecer. Um contato prometia 10 dólares por milha. Outro amigo, um corredor, "que não tem dinheiro" prometeu 1 dólar por milha”, Garrett compartilhou. Uma senhora mais idosa que ele conhecia disse-lhe que não podia dar, mas ela orava por ele.


Enquanto Garrett continuava a correr a cada quatro horas, suas redes sociais o sustentavam. "Quanto mais difícil ficava, mais tempo permanecia, mais pessoas doavam. Acho que arrecadei mais de 1.000 dólares, somando tudo", disse ele. (Ele não sabe a quantia exata porque as pessoas doaram diretamente para a OM).


Garrett queria completar o desafio de "obter essa experiência ultra", disse ele. Mas enquanto corria, Deus o lembrava dos crentes que havia encontrado em outros países. Ele orou, nominalmente, por amigos no exterior. Meditou sobre passagens em Romanos e Tiago, ponderando como perseverança e resiliência constroem o caráter e a esperança. Em última análise, a corrida " foi uma oportunidade real de compartilhar o sofrimento com irmãos e irmãs em Cristo, fazer algo por eles, orar por eles", disse ele.


Olhos para ver


Garret lembra-se muito de sua primeira câmera: uma câmera verde e amarela para 110 filmes. Depois disso, ele lembra-se de jamais ter ficado sem uma câmera na mão. “Fotografia não era um hobby; era uma necessidade", explicou.


"Fui para a universidade para fotografar, e foi aí que começou a história com Deus, especialmente com a fotografia", lembrou. " Eu era bem jovem quando fui batizado e me tornei cristão, mas foi só na faculdade que eu realmente aprendi o que significava andar com Cristo e ter uma relação com ele". Um grupo próximo de amigos crentes entrou na vida de Garrett e o ajudou a tornar-se a pessoa que Deus criou para ser.


Apaixonado por estar ao ar livre e tirar fotos da natureza, Garrett mudou seu foco em 2015. "Lembro-me de Deus dizendo: 'Eu não preciso que você fale pela minha criação. Minha Obra pode falar por si mesma. Eu preciso que você fale pelo meu povo'", compartilhou Garret.


No mesmo ano, ele estagiou com a OM no Oriente Médio, onde Deus enterneceu e comoveu seu coração pelas pessoas. Seu tempo lá demonstrou a importância da fotografia documental e do retrato — para "ser olhos para as pessoas verem como é realmente em outros países e como as pessoas precisam saber sobre Cristo. As pessoas precisam conhecer a Verdade", enfatizou.


Hoje, as fotos estão penduradas em uma corda na parede de seu escritório — um pastor que serve na linha de frente da guerra no leste da Ucrânia, um refugiado rohingya (minoria étnica muçulmana de Myanmar), em Bangladesh, um menino ajoelhado dentro de uma mesquita para orações ao meio-dia, na Ásia Central. São lembranças de algumas de suas viagens mais loucas, as imagens que "... deixaram uma marca na minha alma", disse ele.


A repercussão de suas fotografias é, muitas vezes, a mesma. "Eu sempre recebo o feedback: 'Oh, eu não tinha ideia de que as pessoas viviam assim'", ele compartilhou. “É reconfortante ser olhos para as pessoas que não podem ir e ver... Fico feliz por criar imagens que eu sei que vão impactar diretamente as pessoas."


Com todas as suas viagens fotográficas adiadas para um futuro possível, Garret está focado em ser uma luz para seus vizinhos e espera pelo dia em que ele poderá recepcionar seus amigos e irmãos, novamente, em sua casa. "Para um extrovertido como eu..., tem sido difícil ter todas as pessoas importantes para mim distantes: 'Não, eu não posso sair'", é o que digo sempre.


"Mas eu estou apenas descansando, pois isso não é novo para Deus. Isso faz parte de sua história redentora para seu Reino", disse Garrett.


A OM está em campanha no mundo inteiro para trazer socorro por impactos causados pelo COVID-19. Sua oferta e orações são muito bem-vindas e necessárias. Acesse www.om.org.br/covid para ofertar para campos em necessidade imediata.


Tradução por Orlando Silva

Revisado por Eunice L. Amaro

Texto original aqui.

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