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“Estou dependendo do dinheiro ou de Deus?”


#SudesteAsiático Dora* estava vivendo um sonho - ela tinha um trabalho bem remunerado, carro próprio, atraía amigos e tinha muitos seguidores no Facebook. Então, depois de encontrar o amor de Deus por intermédio de uma missionária no México, ela começou a pensar em fazer parte de missões transculturais com a OM, no Sudeste Asiático, e abandonar o seu trabalho, para se tornar totalmente dependente de recursos levantados por meio de contribuições.


No início, ela hesitou em abrir mão de sua segurança financeira. Era um sentimento de: “Deus, o senhor tem todo o resto, eu vou cuidar do dinheiro aqui,” ela explica.


À medida que ela lia sobre a generosidade das igrejas no Novo Testamento, porém, Deus começou a sondar o seu coração. “Estou dependendo do dinheiro ou de Deus?”, ela se perguntou. Num passo de fé, Dora começou a levantar sustento. Dois meses depois, já tinha conseguido todos os recursos de que precisava e embarcou em um voo para o Sudeste Asiático.


Dora, agora, trabalha com uma empresa que ajuda várias organizações cristãs, usando o trabalho como uma plataforma para falar de Cristo ,tanto com os oficiais do governo, quanto com seus colegas de trabalho. Enquanto relembra seu primeiro passo de fé, ao levantar sustento e se mudar para um país estrangeiro, ela vê a mão de Deus orquestrando a sua decisão.


“Eu não sabia que eu iria amar salada de mamão. Não sabia que iria andar de transporte público,” diz ela com seus olhos azuis brilhando, “Mas Deus sabia, e é por isso que ainda estou aqui.”.


Não havia salada de mamão na cidade natal de Dora - um município no Arizona muito próximo da fronteira com o México. Segunda mais velha de dez filhos na família, ela foi educada em casa e cresceu numa cultura alicerçada no cristianismo, diz ela, incluindo aulas da escola sobre criacionismo e murais do Facebook adornados com versículos bíblicos marcados #abençoada. Ela se lembra disso como uma atmosfera superficial - um cristianismo no qual as pessoas vão à igreja aos domingos e voltam na segunda com as mesmas vidas. Ela queria ficar o mais longe possível disso.


Logo depois de se formar no ensino médio, em 2009, Dora, com 18 anos, mudou-se para o México, onde abandonou qualquer vestígio de fé e foi atrás de uma carreira em contabilidade, alcançando riquezas e status social, mas, apesar de ter “tudo”, ela diz que ainda sentia um vazio por dentro. Logo, a depressão começou a entrar em seu coração.


Foi aí que ela encontrou uma missionária, uma jovem que foi uma de suas clientes de contabilidade. Quando Dora viu o altruísmo da mulher, o ministério sem agradecimentos e o significado e propósito que preenchiam a sua vida, isso perfurou o véu do sucesso da contadora e a deixou sedenta por mais.


“Ela estava vivendo com o dinheiro de outras pessoas, estava gastando tempo com pessoas que ninguém quer por perto e mesmo assim estava feliz, e eu não,” relembra Dora. O amor de Cristo fez toda a diferença, notou ela.


Dora começou a buscar esse amor em sua própria vida, uma jornada que, primeiramente, iria trazê-la ao seu lar no Arizona e, depois, ao redor do mundo até o Sudeste Asiático, capacitada por uma missão de compartilhar do amor de Deus com os outros.


Ajudando uns aos outros


Sentada num cômodo abafado, grudado ao seu pequeno escritório, Dora fala em um tom calmo, mas, enquanto compartilha de tópicos que a deixam empolgada, as palavras começam a pular na sua língua, movidas pelos seus gestos - um dedo batucando na mesa, por exemplo, ou dois punhos cerrados no ar.


Refletindo sobre os três anos de campo, ela aponta para o processo contínuo de levantar sustento como um dos desafios mais difíceis que ela já enfrentou, um aspecto da vida missionária que ela deve, continuamente , se render ao Senhor.


Quando “você se encontra em uma posição em que está dependendo de outras pessoas, dependendo de Deus cuidando de você, é bem quebrantador” , diz ela.


Mesmo assim, o processo de sustento tem dado a ela mais significado e propósito que, se tivesse dependido de um salário regular, diz ela, ao se lembrar de que a segurança e a identidade vêm do seu relacionamento com Cristo, não do seu próximo trabalho ou seus impostos, ou mesmo da sua posição no Sudeste Asiático. Deus ao ensina a confiar seu futuro a ele, viver pelo “que Deus tem para você hoje.”, ao lhe dar momentos de provisão de maneiras poderosas, como quando a enchente inundou as plantações de arroz de vários trabalhadores locais da OM e um fazendeiro aleatório doou-lhes o excesso da sua colheita.


Ela também vê o ato de levantar sustento como uma maneira de dar a oportunidade à sua comunidade local e a sua igreja de se envolverem com missões por meio de contribuições. Ela descreve quantos cristãos vieram a ela e a elogiaram por sua coragem em se tornar uma missionária, quando visitou a sua igreja natal. “Eu nunca conseguiria fazer isso,” eles lhe disseram, mas a sua resposta deve ter sido uma surpresa.


“Eu não poderia estar no campo se não fosse por vocês,” ela lhes disse. “Vocês estão confiando em Deus, tanto quanto eu, ao me darem o dinheiro.” Seu coração se aqueceu ao ver que eles perceberam que também se tornaram parceiros no trabalho missionário por meio de contribuições e orações. “Deus não quer que fiquemos na nossa pequena ilha e trabalhemos para nós mesmos”, diz ela. “Ele quer que ajudemos uns aos outros.”


Para missionários inexperientes que se preocupam em levantar sustento, Dora oferece tanto uma consolação quanto um desafio. “É da natureza humana querer se sentir seguro”, diz ela, reconhecendo que sentiu a mesma ansiedade antes, mas, assim como naquele dia quando ela desistiu de seu “sonho de vida” no México, ela diz que devemos nos perguntar: Onde você está encontrando a sua segurança? Em Deus ou no dinheiro?


Quanto a si mesma, ela diz que não tem mais dúvidas a respeito de sua resposta a essas perguntas. Sua segurança está em Deus –“ o Deus que conquistou o meu coração por meio do testemunho de altruísmo inesperado de uma cliente de contabilidade, o Deus que proveu, no começo, e tem provido desde então, o Deus a quem submeto o impossível à sua vontade”.


“Não há impossível para Deus,” diz ela. “Deus é um Deus de possibilidades.”


Como em vários países, medidas preventivas do coronavírus têm levado muitos estabelecimentos a fecharem as portas, e há muitas incertezas sobre o impacto econômico no futuro. O negócio com o qual Dora estava envolvida, bem como vários outros projetos de negócios da OM no país, tiveram que fechar as portas em razão da pandemia. A equipe da OM está encontrando novas maneiras de servir, ao atenderem às necessidades daqueles sem uma fonte de renda durante esses dias. Ainda há muitas oportunidades ministeriais para ver Deus trabalhar!


A OM está em campanha no mundo inteiro para trazer socorro por impactos causados pelo COVID-19. Sua oferta e orações são muito bem-vindas e necessárias. Acesse www.om.org.br/covid para ofertar para campos em necessidade imediata.

*Nome alterado por questão de segurança


Tradução por John H.

Revisado por Eunice L. Amaro

Texto original aqui.

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