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Encontrando esperança no Deserto do Negev


#Israel Um dia, na universidade, a colega de quarto de Casey veio correndo e lhe contou sobre uma oportunidade de servir em Israel, exclamando: “Podemos viver em Israel, compartilhar com Judeus e Muçulmanos e estaríamos na terra da Bíblia onde Jesus teve o seu ministério!” Casey estava hesitante, então sua colega de quarto a desafiou a orar a respeito. Deus lhe deu uma paz que excede todo o entendimento sobre ir a Israel, mesmo sendo um país para onde ela não queria ir. Um ano depois, Casey estava servindo e ministrando na Terra Santa.


Desde que mudou para Israel, Casey tinha uma paixão por aqueles que têm menos acesso ao evangelho e que sofrem mais. Ela trabalha por meio da sua igreja, que é Igreja Cristã Árabe, em Israel. Por meio da sua igreja, ela serviu em acampamentos de refugiados, ministrando por meio de ações de ajuda humanitária e compartilhando do evangelho com aqueles que estão sofrendo. Casey sabe que com Jesus deve haver paz no lugar da dor e do sofrimento.


Moradores do deserto


Os beduínos viveram no Deserto do Negev por séculos. A palavra beduíno vem do árabe badawi, que significa habitante do deserto e especifica um grupo étnico nômade. Atualmente, os beduínos israelitas do Negev vivem em comunidades permanentes em vez de uma vida nômade.


Enquanto você viaja pelas estradas, é possível ver vários cenários desérticos e depois um pequeno monte com pilhas de madeira, lixo e uma pequena coleção de cabanas de cimento. Folhas metálicas são alinhadas para formar uma parede para dar um pouco de privacidade no meio das casas e formar limites para fazer uma “rua”. Esse é um vilarejo beduíno.


A maioria das pessoas, dentro desses vilarejos, são beduínos árabes. Nem todos são cidadãos israelenses ou têm documentação, alguns são de Gaza ou da Margem Ocidental e se mudaram para onde residem atualmente quando as fronteiras ainda estavam abertas. Há bastante necessidade entre os vilarejos beduínos no Negev. As vilas têm baixos índices de alfabetização, muitos são traficantes de drogas e de armas, pessoas que praticam bruxaria, maridos e pais abusivos, pobreza alastrada e falta de higiene.


Esses vilarejos também não são registrados, o que significa que não são reconhecidos oficialmente pelo governo do país. As pessoas não pagam impostos e não se beneficiam de funções e serviços civis. As pessoas não recebem qualquer ajuda de serviços sociais e a qualidade de educação é muito precária. O sofrimento está espalhado e só pode ser resolvido pelo poder restaurador do amor de Jesus.


Recentemente, Casey começou uma parceria com um ministério eclesiástico, alcançando, especificamente, mulheres e crianças beduínas do Negev. O ministério envolve distribuir comida e roupas para famílias, usando isso como uma oportunidade de compartilhar do evangelho. Casey e outros voluntários também promovem encontros de estudos bíblicos para jovens de 14 a 18 anos e contam histórias bíblicas para as crianças toda semana. Eles também fazem sessões de estudo para ajudarem as crianças com seus deveres escolares.


Quando começou a servir entre os beduínos, Casey disse: “Eu estava sobrecarregada pelo sentimento de que essas mulheres estão aprisionadas e oprimidas pela sua comunidade, cultura, religião e maridos. Alguns dos homens têm várias esposas e famílias. Vimos uma senhora, ontem, que estava apanhando e sendo abusada pelo seu marido... A violência foi tão grave que ela precisou de cirurgia. Outra moça de Gaza matou o marido e então teve que fugir e se abrigar em um desses vilarejos. E outra mulher, antes de se casar, foi presa por seu irmão por dois anos numa cabana sem janelas. Cada mulher tem uma história trágica para contar.”


Apesar de tudo isso, há esperança. Casey reconhece que Deus não quer que as pessoas vivam na dor e separadas dele. Em vez disso, ele lhes quer apresentar a verdadeira liberdade encontrada em Jesus. Deus deu a Casey força para continuar a servir.


Vendo as pessoas que estão deslocadas, incapazes de trabalharem e incapazes de melhorarem sua situação, Casey afirmou: “Você pensa consigo mesma, ‘Sou apenas uma pessoa. Como posso fazer qualquer coisa que vá causar um impacto?’ Mas Deus é realmente grande e não precisamos solucionar o problema para cada pessoa lá fora. Se confiarmos em Deus e fizermos aquilo que ele nos chama a fazer, podemos impactar algumas vidas, e esse é o início da solução do problema.”


Confiando em Deus, Casey vê que ele irá prover meios para libertar as pessoas do sofrimento que vem da separação dele.


Não foi sua primeira escolha


Casey cresceu em um lar cristão com pais missionários em Papua- Nova Guiné, onde passou sua infância. Ela se lembra de encontrar o

amor de Jesus pela primeira vez quando a sua mãe leu um livro que explicava que Jesus sacrificou a sua vida por ela. Naquele momento, Casey soube que Jesus era seu Salvador e que precisava dele. Ela logo aprendeu que o amor de Jesus é a única coisa que pode curar aqueles que estão sofrendo.


Mesmo quando era criança, Casey sabia o que queria fazer ministerialmente. No ensino médio, Casey foi convidada a passar as férias de Natal na Jordânia com seus tios que estavam servindo ali. Da Jordânia, Casey tirou dois dias para viajar para Israel. Ela disse: “A viagem, na verdade, foi bem estressante e eu quase não consegui atravessar a fronteira de volta para os meus tios. A partir dessa experiência, eu estava interessada no Oriente Médio, mas não Israel.”


Enquanto Casey estava na faculdade teológica, ela leu livros sobre o Islamismo e como o evangelho se relaciona com os muçulmanos no Oriente Médio. Ela falou com seu tio sobre se juntar a ele no ministério na Jordânia e, a partir de uma perspectiva lógica, tudo fez sentido para que ela servisse ali. Mesmo assim, Casey não se sentiu em paz sobre trabalhar na Jordânia.


Só depois da sua colega de quarto apresentar a ideia de servir em Israel e Casey orar a respeito dessa possibilidade é que ela percebeu que a Terra Santa era exatamente o lugar onde Deus gostaria que ela servisse.


Por causa da propagação do novo coronavírus, Casey, atualmente, tem contato limitado com as pessoas com quem ministra no deserto do Negev. Viagens entre as cidades foram bastante restringidas e seu ministério está suspenso, assim como muitos outros, até que as ordens de quarentena sejam revogadas.


*Nome alterado por questões de segurança


Tradução por John H.

Revisado por Eunice L. Amaro

Texto original aqui.

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