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Crianças lembram


#Bangladesh Antes da COVID-19 bagunçar tantos aspectos diferentes da vida ao redor do mundo e o trabalho da OM, Farhan* compartilhou a história do “Bom Samaritano” com uma classe cheia de estudantes da sua terra natal, Bangladesh. Histórias como essa são parte normal das lições passadas por um professor de esportes para as crianças das áreas rurais desprivilegiadas. “A gente queria que os estudantes tivessem a oportunidade de aprender jogos, ouvir histórias e aproveitar do esporte,” disse Farhan. “É isso o que nossas escolas oferecem.”


Em outra classe seguinte, Farhan perguntou para uma turma de ávidos estudantes qual tinha sido a história que ele contou, e Robbie, um menino de oito anos, rapidamente ergueu a mão e repetiu a história inteira. Robbie também disse que amou tanto a história, que contou também para sua família e amigos. “Robbie compreendeu que é importante ajudar aos outros; então é isso o que ele quer fazer,” Farhan lembrou com orgulho. Ele foi tocado pelo desejo do menino de ajudar outras pessoas, sem importar quem sejam e de passar essa mensagem essencial para outros.


“As crianças se lembram daquilo que aprenderam, conforme crescem. Mais tarde, já adultos, lembram das histórias que ouviram,” Farhan explicou. “Meu foco não está só nos estudantes, mas nos seus pais também. Eu encorajo meus alunos a compartilharem as histórias com as suas famílias. Estamos construindo pontes com as comunidades, dessa forma.”


‘Naquele momento, comecei a orar’


Farhan lembra das sua própria infância e de quantos problemas a família enfrentou quando seu pai decidiu seguir a Cristo. Depois de fazer essa escolha, ele manteve a fé em segredo para a maioria muçulmana da sua comunidade, e até mesmo para sua mulher e família. Cinco anos depois, seu pai estava pronto para assumir publicamente sua fé em Jesus, deixando de frequentar a mesquita, o que conduziu a conversas sobre Jesus, com outros.


“Meus colegas de escola falavam mal do cristianismo.” Farhan compartilhou. “Até mesmo meus professores religiosos, quando ouviram que minha família era cristã, ensinaram coisas ruins sobre os cristãos e falaram mal da minha família.” Nessa época, a mãe de Farhan ameaçou deixar seu pai por causa da sua nova fé, mas no final mudou de ideia porque enxergou mudanças positivas na vida dele.


Então, quando Farhan tinha 13 anos, ouviu por alto pessoas dizendo que os líderes da vila e os líderes muçulmanos planejavam matar os cristãos que estivessem na comunidade. Apavorado, Farhan correu para casa. “Enquanto eu estava correndo, alguma coisa aconteceu comigo,” Farhan lembra. “Era como se alguém estivesse tocando em meu coração, e eu ouvi: ‘Farhan, você precisa orar para mim. Eu vou salvar sua família, porque você vai morrer hoje... se você orar, eu vou salvar sua família.’ Eu não sabia quem estava falando comigo, porque não havia mais ninguém ali. Naquele momento, eu comecei a orar: “Deus, eu não sei quem o senhor é. Mas hoje, eu e minha família vamos morrer. Por favor, salve minha família. Nós não temos chance, porque nossos vizinhos e parentes estão contra nós.”


Farhan chegou em casa e avisou sua família a respeito do perigo, e seu pai chamou a polícia. Naquilo que Farhan descreve como um milagre, a polícia chegou rapidamente, mesmo vindo de uma longa distância, e puderam debelar qualquer ameaça na comunidade. Depois de compartilhar essa experiência com seu pai, Farhan também decidiu se tornar um seguidor do Cristo que protegeu sua família nesse dia.


Portas abertas


A OM opera diversas escolas ao norte de Bangladesh, em lugares onde praticamente não há outras opções para as crianças frequentarem. “É por isso que nós vamos e preparamos programas escolares, porque estamos focados nas áreas mais pobres, onde não há muitas oportunidades de educação para as crianças,” disse Farhan. “Eu gosto de praticar esportes com as crianças e de contar histórias. Eu amo esse trabalho, porque Deus ama as crianças e as crianças gostam de esportes.” Através dessas escolas, professores e equipe podem testemunhar para as crianças e suas famílias a respeito do amor de Cristo.


Mesmo com a COVID-19 e as restrições impostas pelo governo, a equipe da OM pode distribuir cestas básicas para aqueles necessitados ao redor das suas escolas e conversar com muitos a respeito da esperança que podem ter mesmo em tempos tão incertos. Muhammed* é um homem que esteve em um local onde dávamos comida, e uma semana depois ele apareceu na minha casa e me perguntou: “porque você está ajudando as pessoas? Por que você não tem medo de sair? Todos estão com medo, e ninguém quer sair de casa. Então eu respondi suas perguntas e expliquei que Jesus me motivava a ajudar aos outros”, Farhan contou, a respeito de uma experiência recente.


“Nós percebemos que essa situação é uma oportunidade única de dividir as Boas Novas com as pessoas,” Farhan explicou. “Muitas pessoas têm medo porque vêem o vírus se espalhando e sabem como é perigoso. Quando fazemos visitas, nós os encorajamos, podemos compartilhar as escrituras e orar com eles.”


Essas portas abertas só são possíveis graças à confiança e ao relacionamento construído através do trabalho que Farhan e outros têm feito nessas comunidades: oferecer um lugar seguro para as crianças e suas famílias crescerem em conhecimento, ouvindo do amor do Pai.

*nome alterado por motivo de segurança


A OM está em campanha no mundo inteiro para trazer socorro por impactos causados pelo COVID-19. Sua oferta e orações são muito bem-vindas e necessárias. Acesse www.om.org.br/covid para ofertar para campos em necessidade imediata.

Tradução por Renato Alt

Revisado por Liliane Nascimento

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