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Amor de pai


#Montenegro “Eu vejo a necessidade em tantas crianças e adolescentes,” diz Mateo Roniller do Uruguai. Ele trabalha como um técnico de futebol e líder de jovens com a OM em Montenegro. “Eu vejo a necessidade de conhecer o amor transformador do nosso Pai celestial que mudou a minha vida quando eu tinha 14 anos de idade.”


Deus começou a falar com Mateo no início de sua juventude para que ele fosse às nações e compartilhasse do Seu amor e que fizesse isso com jovens. Mateo comenta que se ele e sua esposa Evelyn (do Paraguai) tivessem ficado em casa na América Latina, eles estariam entre milhares de crentes levando a mensagem do evangelho de várias maneiras diferentes. Entretanto, em Montenegro, existem muitos poucos cristãos e são tão poucos os meios pelos quais as pessoas ouvem sobre Jesus.


“Aqui, os jovens veem como eu sou diferente por causa do amor de Deus em mim. Como um técnico de futebol, eu encorajo e mentoreio meus jogadores. Não faço bullying com eles, o que é comum nessa cultura. Como líder de jovens, posso amar e mentorear esses adolescentes também, assim como fizeram comigo,” diz Mateo. “Quando era uma criança no Uruguai, chutando uma bola pelas ruas, eu nunca sonhei que um dia eu seria um técnico qualificado de futebol ou -- melhor ainda -- que meu coração partido conheceria o amor de um pai, Deus!”


Mateus nasceu em 1989, o quarto de seis filhos. Ao crescer, ele foi impactado emocionalmente pelo stress que sua mãe sofreu ao manter a família fora da pobreza, a personalidade difícil do seu pai e as longas ausências por conta do trabalho. “Cresci me sentindo inútil, como se não pudesse fazer nada direito. Sentia que meu pai nunca esteve disponível e eu precisava tanto do seu amor,” ele compartilha.


Desde os cinco anos, Mateo foi levado para um grupo infantil aos sábados numa igreja local. A sua mãe começou a participar dos cultos aos domingos quando ele estava com 11 anos, levando-o junto com seus irmãos. “Todos esses anos, eu ouvi muito sobre Jesus. Até mesmo fiz a oração do pecador várias vezes, mas não significava nada,” relembra. “Mas em 2003, quando estava com 14 anos, um pastor convidado falou sobre como Deus nos ama como um Pai. Eu comecei a soluçar sem saber o porquê, e senti o amor de Deus pela primeira vez. Deus era meu pai e queria um relacionamento de pai e filho comigo! Este era um novo nascimento! Eu podia falar com Deus em oração por horas porque havia tanto para compartilhar com Ele. Ele agora era o meu Pai.”


A mão de Deus tocou outras coisas também, como no dia em que Ele curou a gagueira de Matel da qual as outras crianças tiraram sarro por anos, livrando-o da vergonha e dando-lhe o dom de pregar. “Isso foi outra experiência de Deus mudando a minha vida. Eu descobri um forte valor de poder fazer algo e fazer bem, por causa dEle.”


Como um adolescente mais velho, Mateo estava se afastando de Deus, tendo dificuldades na escola por ser diferente como um cristão. “Eu saia com as pessoas erradas, fugia da escola e desperdiçava meu tempo,” se lembra. “Mas Deus foi tão fiel comigo. O pastor da minha igreja mantinha contato, acreditando em mim e mostrando um amor mais duro que me reconquistou. Mais tarde, quando eu tive outras provações por causa de minhas emoções, Deus sempre enviou alguém para me mentorear e me colocar de volta no Seu caminho.”


Mateo comenta que Deus realmente cuida de tudo, inclusive das finanças. Sozinho, Mateo nunca teria condições de pagar pelas viagens e treinamentos nos quais ele participou desde ouvir o desafio de Deus para missões mundiais em 2009. “Mas durante esses anos, várias pessoas têm me sustentado de várias maneiras. Não importa o que Deus me pediu para fazer, Ele sempre tem provido - mesmo que seja de última hora!” ele diz, rindo.


Deus também preparou as coisas em 2012 para que ele pudesse se reconciliar com seu pai terreno antes de sair com a OM em 2013. Seu pai estava muito doente e enquanto Mateo cuidava dele por um mês, ele experimentou seu coração respondendo de maneira diferente quando o seu pai estava sendo difícil. Não havia nada da mágoa ou ressentimento que ele sentiu quando criança. “Um dia eu lhe disse: ‘eu te amo, não porque você já me disse que me ama, mas porque Deus me ama e, portanto, eu posso te amar e te perdoar.’ Meu pai começou a chorar e me pediu que o perdoasse. Isso foi algo tão poderoso que Deus fez!”


Mais que um técnico


Tendo Deus como seu pai celestial e refletindo esse amor na vida dos jovens como um pai é muito importante para Mateo. Bem mais tarde, em 2017, depois da OM tê-lo encorajado a se qualificar como um técnico de futebol, ele estava ajudando a liderar uma equipe de futebol infantil no Paraguai. “Essas crianças não tiveram nenhum histórico de igrejas e muitas não tiveram o pai por perto. Eles eram como eu costumava ser. Eu também gostaria de ajuda-los com coisas não relacionadas ao futebol, como trabalho de escola e simplesmente ser um encorajador. Quando eles ouviram que eu estava para ir para Montenegro, fizeram um poster que incluía as palavras: ‘Te admiramos e amamos, porque você é mais que um técnico. Você é um amigo e um Pai para nós.’ Como essas palavras tocaram o meu coração, que eu devo ser como um pai para os outros!”


Agora, aos 30 anos, Mateo sabe que Deus o preparou para se conectar com jovens em Montenegro; para inspirá-los e encorajá-los. Ele comenta que tem certeza sobre cumprir o chamado de Deus em sua vida, de compartilhar o coração de pai de Deus entre aqueles que de outra maneira não O conheceriam. “Pode alguma outra coisa ser mais preciosa do que isso?”


Tradução por John H.

Texto original aqui.

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