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Ame as crianças


#SudesteAsiático "A educação por si só não conserta tudo, mas cria condições para que os alunos possam ser incentivados, e, dessa forma, percebam que eles podem fazer alguma coisa. Quando eles conseguem fazer algo como soletrar a palavra certa e formar uma frase completa, isso é bom para sua autoestima", compartilha Angie*, uma pequena jovem europeia, atualmente servindo no Sudeste Asiático. "Eu realmente espero que eles possam saber que não importa o que aprendam, ou em que tipo de situação eles se encontrem, eles são capazes de conseguir muita coisa sozinhos."


Em um barraco de um quarto, construído com bambus finos e com um telhado de aço ondulado, os 15 alunos de Angie, sentados em um chão de terra batida, copiam a lição do dia em seus cadernos. Essas aulas de inglês, ministradas em várias partes mais pobres da cidade, são uma oportunidade regular para as crianças desenvolverem sua proficiência em inglês, crescerem em autoestima e aprenderem valores morais para as interações cotidianas com suas famílias e comunidades.


Muitos alunos trazem maus hábitos, como colocar os outros no chão ou chamar alguém de "cão", o que, em sua cultura muçulmana é como dizer que a pessoa é "o pior dos piores". Angie e os outros professores ensinam um modo de vida diferente, que inclui encorajar os outros, edificá-los e oferecer desculpas sinceras. "Eu realmente espero que [nossos alunos] aprendam a se amar com palavras e com ações", explica Angie.


"Tentamos esperar por todos, o que, às vezes, é difícil porque, é claro, todos têm níveis diferentes", compartilha Angie. "Mas usar bem o tempo e respeitar o ritmo individual de cada aluno faz a diferença." Ela conta sobre um aluno que se esforça para escrever e muitas vezes é o último a terminar as tarefas, e como ela se senta com ele e espera enquanto ele escreve tudo. Mais tarde, quando ele terminar, ele poderá sorrir, também e dizer: "Eu fiz isso." Sua paciência com ele e a celebração de seus sucessos o encorajam a continuar trabalhando duro e saber que ele é valioso.


"Tinha que haver um Deus"


Para Angie, parte de sua motivação para demonstrar o amor de Deus por essas crianças e suas famílias em um país estrangeiro provém de suas próprias experiências quando criança. "Meu pai realmente não era um cara bom", ela admite. "Ele me amava do jeito dele, mas, quando criança, você definitivamente sente quando algo está errado com um adulto." Ela aprendeu muito jovem, que "nem todos experimentam o amor com seu pai biológico". Começar sua vida com esse vazio emocional e ver seu pai preso por seus crimes deixou uma marca nela.


Então, quando Angie tinha apenas cinco anos, seu pai foi libertado da prisão e ela se lembra, claramente, que ele a chamou pelo nome, deu-lhe um abraço e disse-lhe que a amava. O pai dela era um homem mudado. Um missionário da prisão tinha compartilhado Jesus com ele e respondido perguntas sobre um Deus que parecia tão distante. A fiel demonstração do missionário de que ninguém foi esquecido por Deus levou o pai de Angie a um ponto em que ele queria conhecer a Jesus. Embora Angie ainda fosse jovem, ela sentiu a mudança no pai e sabia por si mesma que “tinha que haver um Deus. Tinha que haver alguém que fosse capaz de mudar meu pai e que estivesse disposto a perdoar ele também.”


Mais tarde, na adolescência, Angie se lembra de ter visto o filme "Diamante de Sangue", e quando viu aquelas crianças que não tinham ninguém, ela orou em voz alta: "Quem vai lá, Senhor?" Embora não houvesse resposta imediata, o apego de Angie por aqueles em situação de pobreza e sem amor continuou a crescer. "Deus leva nossas orações a sério", diz ela com um sorriso. Demorou para que, depois de tentar oportunidades de missões de curto prazo e servir em seu país natal com OM, Deus pusesse Angie onde ela está, atualmente, ensinando. Mas a pobreza que ela tem visto e ouvido falar, bem como a falta de acesso que tantos têm para ouvir sobre Jesus, continuam a motivá-la a se manter envolvida em missões interculturais.


As comunidades onde Angie e outros ensinam querem o melhor para seus filhos. Os pais reconhecem que as aulas de inglês uma vez por semana fornecidas em escolas públicas de ensino fundamental não são suficientes, mas eles não podem pagar aulas particulares. Assim, as aulas de inglês são uma oportunidade para essas crianças superarem a pobreza que as cerca.


Os professores conquistaram a confiança não só de seus alunos, mas também das famílias das comunidades. Eles são convidados a irem às casas das pessoas. Especialmente quando um aluno está doente ou ausente, eles visitam essas casas para verem a criança. Essa conexão pessoal tem proporcionado oportunidades de orar pelas crianças ou suas famílias e se envolver em conversas sobre Isa al Masih, Jesus, que ama e sabe tudo.


"O significado da Graça é um bom lugar para começar uma conversa com as pessoas daqui", Angie descobriu. "Quando as pessoas conhecem Jesus, percebem que podem não estar no controle de todas as suas circunstâncias, mas Deus está. E isso pode diminuir o fardo de alguém e mudar sua vida."


*Nome alterado por questões de segurança


Tradução por Orlando Silva

Revisado por Eunice L. Amaro

Texto original aqui.

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