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A visão da tripulação: a mão de Deus sobre sua filha do Haiti


#Navios Izzy Alexandre (Haiti) nasceu em uma família com oito irmãos. Seus pais não tinham condições financeiras de cuidar de todos ou de dar a cada um a atenção que precisavam, então colocaram ela e sua irmã mais velha em um orfanato, quando ela tinha seis anos. Mas mesmo nessa nova casa, Izzy sentia falta de atenção por causa de tantas crianças que viviam ali. O orfanato era dirigido por cristãos, e Izzy aprendeu sobre Jesus. Ao aceitar a Cristo em sua vida, ela se sentiu notada pela primeira vez. “Eu senti que finalmente havia alguém na minha vida que realmente se importava comigo, então Deus se tornou meu melhor amigo,” ela lembra.


Izzy permaneceu no orfanato; nem mesmo deixou aquela área antes de completar 21 anos. Ela disse, “eu vivi numa bolha. Eu não sabia como era a vida lá fora – eu nunca tinha sequer comprado alguma coisa numa loja.” Uma mudança dramática no seu modo de vida aconteceu em 2010, quando um terremoto violento causou muita destruição pelo Haiti. A casa das crianças não escapou. “De uma hora pra outra, tudo o que eu conhecia deixou de existir,” Izzy reflete. Mas mesmo nesse trauma, ela se sentiu protegida por Deus. “No instante em que eu saí do prédio e dei meu primeiro passo, a construção inteira atrás de mim desabou. A maior parte das outras meninas do orfanato se machucaram muito, e dois membros da equipe e cinco crianças – amigos próximos – morreram. Foi a época mais desafiadora da minha vida. Mas o fato da maioria das crianças terem sobrevivido foi um milagre.”


Tendo perdido tudo o que tinha, Izzy viveu em uma barraca pelos meses seguintes. Ela precisou se adaptar, e chamou isso de “encontrar confiança e propósito”: “antes dessa tragédia, eu era muito introvertida, mas subitamente me tornei uma voz para outros. Eu era uma das mais velhas no orfanato, então ajudei as crianças mais novas a não desistirem, mentalmente. Eu ajudei a organizar a vinda de estrangeiros que chegaram para oferecer cuidados médicos para os sobreviventes do terremoto e ajudei traduzindo para eles.”


Izzy conseguiu um trabalho em uma hospedaria para os trabalhadores da reconstrução. Em um domingo de 2017, ela chegou cedo demais para buscar novos hóspedes no aeroporto, e decidiu usar o tempo livre para ir a uma igreja, onde estavam voluntários do navio Logos Hope falando do seu trabalho e pedindo ajudantes locais. Izzy disse, “no minuto em que ouvi isso, eu soube que queria ser parte.” Ela se tornou uma voluntária no porto, quando o navio foi a Porto Príncipe.


Depois da sua experiência com a equipe do navio, Izzy imaginou que seria impossível levantar recursos suficiente para se juntar ao navio em tempo integral. Mas, de volta à hospedaria, ela dividiu suas experiências com os clientes. “A necessidade espiritual que eu pude ver no meu próprio país através do trabalho que fiz junto ao Logos Hope continuava em minha mente.” E então, os hóspedes e até a organização por trás da hospedaria ofereceram patrocínio para que Izzy se juntasse ao navio em 2018.


Izzy descreve o que Deus significa para ela: “Ele é meu Pai, que sempre toma conta de mim, sempre me protege e me guia pelo caminho.” Servindo a bordo, ela tem conseguido aprofundar sua relação com Deus ainda mais, focando em Sua Palavra e passando tempo a sós com Ele. Ela ainda fica maravilhada ao se dar conta de que a pequena menina que foi levada para um orfanato chegou a uma missão, em um navio que percorre o mundo compartilhando as boas novas.


Seu tempo no Logos Hope está terminando, e Izzy planeja continuar servindo a Deus; primeiro, em uma missão de curto prazo na Alemanha, com a organização que supervisionava seu orfanato no Haiti.


Tradução por Renato Alt

Revisado por Liliane Nascimento

Texto original aqui.

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