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A perda de uma criança


#Myanmar A perda de um filho é uma dor inimaginável para qualquer pessoa. Para uma família de Myanmar, a morte da primogênita, no entanto, tornou-se uma improvável ponte para conhecerem seus vizinhos.


Recém-formado pelo seminário da capital de Myanmar, Ferb* e sua esposa Hayma* mudaram-se para a parte rural do sudoeste do país, região onde ela nasceu. Levavam, no coração, o desejo de compartilhar o amor de Cristo com a maioria budista que lá morava. Em princípio, Ferb e sua mulher viviam com a família dos irmãos dele e viajavam, a pé, até as vilas mais remotas como obreiros de seu ministério. Ferb descobriu uma comunidade precisando de um professor com suas qualificações e começou a visitá-la regularmente.


Nessa vila, como em outras regiões mais afastadas, não havia escolas e, por conta disso, crianças em idade escolar tinham que caminhar longas distâncias, ou ser levadas de moto, se suas famílias tivessem uma, até a escola mais próxima. Como essas crianças nunca tinham ido a uma pré-escola, porém, ela geralmente tinham dificuldades para acompanhar os outros alunos. Por isso, Ferb agrupou as crianças mais jovens da vila e providenciou ensino gratuito para elas, permitindo, assim, que elas tivessem melhor e mais consistente base escolar.


Em 2018, Ferb comprou uma moto, o que lhe permitiu -se com sua esposa, na época grávida, para a comunidade onde ele estava trabalhando. Para sobreviver, ele passava as noites nos campos, pegando ratos para vender como carne no mercado local. O casal usou sua casa simples para continuar ensinando as crianças. Eles também trabalharam ao lado de seus vizinhos nos campos de arroz na época de plantio ou de colheita – uma prática comum em aldeias onde o trabalho manual exige que todos colaborem durante as estações movimentadas.


O nascimento da primogênita do casal foi muito bem vindo e, por alguns meses, tudo parecia ir bem. Então, de repente, sua filha adoeceu e, enquanto eles ainda estavam decidindo se voltariam para a capital para procurar atendimento médico, ela morreu. Devastado, o jovem casal buscou conselhos de líderes da OM sobre o que fazer. Cultural e religiosamente, há grandes diferenças entre como um cristão lida com a morte, em como um budista animista o faz (alguém que acredita que todas as coisas como plantas, pedras etc., têm alma). A comunidade esperava que monges se envolvessem no funeral da criança, e alguns até viram a morte como má sorte. Ferb e Hayma não sabiam como lidar com essa situação sem correr o risco de perder a confiança daqueles aos quais eles estavam lá para servir e amar. Foi Hayma quem disse com confiança: "É importante que usemos isso como uma oportunidade para nos conectarmos com a comunidade".


Com a decisão de compartilhar sua dor com a comunidade local, e ter convidado monges para sua casa, esse casal possibilitou que a comunidade budista os apoiasse da maneira que eles podiam e sabiam. Ferb e sua esposa disseram claramente que eles eram uma família que ama de uma maneira diferente dos budistas animistas, mas que eles queriam respeitar a comunidade permitindo-lhes mostrar sua forma de amar a família. Como o casal não se mudou após o funeral, a comunidade reagiu positivamente, oferecendo-lhes um terreno para construir uma casa para que eles pudessem continuar ensinando as crianças.


Embora, certamente, não haja uma data final para a dor experimentada pela perda de um filho, as dificuldades permitiram que uma confiança mais sólida fosse construída. Ferb e Hayma estão cientes do sacrifício que ainda pode custar ficarem na aldeia rural, mas, mesmo assim, seu amor por aqueles que nunca ouviram falar de Jesus é mais forte do que seu temor. "Muitas coisas mais podem acontecer, mas estamos prontos!", disse Ferb.


*nomes alterados por questões de segurança


Traduzido por Orlando Silva

Revisado por Eunice L. Amaro

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