Sementes de esperança para o Camboja


Por Alana Romão

“Não sabem ao certo quem é Jesus, fazem muita confusão”. Em um país onde cerca de 95% da população tem como fé o budismo a cultura da honra e vergonha se sobrepõe aos valores da família. Os poucos cristãos nativos são insuficientes para evangelizar as 14 mil vilas que ainda não possuem nenhuma igreja cristã.

Esta é a realidade do Camboja, um pequeno país do sudoeste asiático, considerado um local de extrema pobreza, onde cerca de 40% das crianças sofrem de desnutrição crônica. O Camboja é ainda listado como uma área de alto índice de exploração sexual e tráfico humano. Tráfico este causado tanto por estrangeiros como por mães solteiras que em momentos de desespero acabam cogitando e colocando em ação a venda de seus filhos por dinheiro. Inclusive, mais da metade das crianças do país já sofreu algum tipo de abuso.

Além disso, os moradores do Camboja ainda sofrem as consequências e carregam as dores de um governo de muita opressão que no passado assassinou diversas pessoas: o Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot Kram. Atualmente, os moradores sofrem com a falta de infraestrutura básica, como transporte público, hospitais e possuem uma educação em estado precário.

A brasileira Joelma Oliveira, voluntária de serviços humanitários, esteve no Camboja dando aulas de violão e ukulele e pode conhecer um pouco desta realidade, para ela, o povo cambojano é muito hospitaleiro, mas, a cultura difere-se bastante da brasileira, principalmente em relação às vestimentas, comida e desorganização do trânsito.