Desenvolvendo discípulos


Por Nicole James

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão Polianna Andrade

Ter um emprego no Camboja é luxo, ter um emprego que te dê prazer e comodidade é algo ainda mais raro. E neste país, um dos mais pobres da Ásia, a falta de perspectivas de emprego não é o único problema que as pessoas enfrentam. De acordo com o “The World Factbook” **, desde de 2012, cerca de 2,66 milhões de pessoas sobrevivem com menos de 1,20 USD por dia (dólar americano que hoje equivale a pouco mais de 3 reais) e 37% das crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crônica. A falta de educação e de habilidades produtivas continua afetando toda a população, especialmente nas áreas rurais sem infraestrutura básica.

Com uma base em Phnom Penh, capital do Camboja, e um jardim de infância em Kampong Speu, uma província que fica a duas horas de distância, a OM procura fornecer ajuda prática e treinamento para pessoas pobres no Camboja e compartilhar Jesus com a população predominantemente budista. Embora os voluntários ocidentais liderem e discipulem a equipe, os funcionários cambojanos ocupam funções como: aconselhamento, ensino, treinamento, acompanhamento, desenvolvimento de currículo, administração de escritório e manutenção. Eles também gostam disso.

Dentro do quadro de funcionários, a equipe cambojana disse que trabalhava lá porque queria. A OM não apenas fornece a eles um lugar para se desenvolver profissional e espiritualmente, mas também lhes dá a oportunidade de entrar em suas próprias comunidades. "É uma bênção ver as pessoas que foram as primeiras a participarem de nosso programa, alcançarem seu próprio pessoal", disse o líder da equipe, Johan. Ork Seyha, um dos mais novos membros da equipe da OM MTI, encontrou a organização pela primeira vez quando ainda era criança. “Eu vim aqui e ouvi a equipe do MTI compartilhar o evangelho e eles me deram de presente uma caixa de sapatos da Operation Christmas Child contendo um Novo Testamento”, ele lembrou.

Na época, embora tivesse ouvido falar de Jesus, ele não acreditou; seus pais temiam que a organização cristã o "